<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784</id><updated>2011-11-27T22:18:46.020-02:00</updated><title type='text'>Borboleta Preta</title><subtitle type='html'>Também, por que diabo não era ela azul?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-7701788277431128771</id><published>2010-10-17T04:57:00.004-02:00</published><updated>2010-10-17T05:04:48.664-02:00</updated><title type='text'>Thanatos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estava lá, deitada nesse calorão, você já dormindo, com a luz apagada abracei os seus ombros e eles me pareceram não tão familiares, não sei, talvez mais frios porque eu estava muito quente. Sem poder te ver passei a mão pelo seu rosto, com a barba sempre por fazer e ouvi sua respiração, e me aliviei - ela estava com o som e o cheiro que costumam embalar o meu sono. Como sempre faço, mesmo sabendo que você não pode ouvir, ou talvez com uma esperança de que você ouça lá no fundo e sonhe comigo, sussurrei que te amo. Rolei de um lado pro outro inquieta, me cobrindo e descobrindo com o lençol, talvez fosse melhor ligar o ventilador, talvez levantar de uma vez e pegar um livro pra ler, mas não quero te acordar. E foi no momento de pré sono, quando as ondas cerebrais entram naquele frenesi de semi-consciência que nos fazem ter a recorrente impressão de estarmos caindo, foi naquele nomento que eu acordei assustada. Percebi um medo que eu nunca tinha tido, que de tão absurdo e irracional se torna um desses medos dignos de se ter medo, porque sem a racionalização não tem como expiá-los. Sempre pensei que o meu pior medo fosse te perder, que você deixasse de me amar, mas apesar da dor impensável, da total mudança de cotidiano e de perspectivas, do enorme vazio que me deixaria, ainda faz sentido, já que é um medo de uma coisa alheia a mim e que depende da sua vontade, dos seus sentimentos, e apesar de tudo acho que talvez pudesse entender que você quisesse algo a mais do que simplesmente eu algum dia, que esse dia seja nunca. Mas o medo indizível, que me paralisou ali na volta à consciência e que eu imdiatamente reconheci como vencedor em relação ao anterior foi o medo indizível de que seja eu quem deixe de te amar um dia. Assim, de repente, do mesmo jeito que quando abracei seus ombros por um momento me pareceu que não era você, que um dia eu te olhe e enxergue que nunca foi você. Eu sei que faz menos sentido ainda que o medo anterior, mas de outra forma é o único medo que faz sentido, porque é um medo ancestral, contrário ao medo natural do que eu não posso controlar, como os seus sentimentos - é o medo maior, da loucura, da perda do controle sobre si, da perda da identidade e da compreensão, da perda do mundo todo. É pesado esse insight do quanto a minha existência é relativa, de quão literalmente é você e te amar que me definem. Mas o peso é tão momentâneo quanto o próprio insight, porque o amor é tão leve e o medo é tão absurdamente aterrador quanto absurdamente bobo. O ritmo do meu coração normaliza, viro e te abraço de novo, seus ombros são os seus mesmo. Encosto os lábios no seu rosto pra aplacar a vontade de morder seu lábio pra ter crteza de que você existe. Tento sincronizar a minha respiração com a sua, porque esse ritmo de unidade sempre me faz dormir mais rápido, como se fosse o próprio Thanatos escondido nessa atitude simples que me puxasse para sonhos de que nunca me lembro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/TLqfhRrPJWI/AAAAAAAAAO4/fhySctiPW14/s1600/tanatos_2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 270px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/TLqfhRrPJWI/AAAAAAAAAO4/fhySctiPW14/s320/tanatos_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528906886579955042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-7701788277431128771?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/7701788277431128771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=7701788277431128771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7701788277431128771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7701788277431128771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2010/10/thanatos.html' title='Thanatos'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/TLqfhRrPJWI/AAAAAAAAAO4/fhySctiPW14/s72-c/tanatos_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-7595353719046505288</id><published>2010-01-09T23:48:00.007-02:00</published><updated>2010-01-10T00:43:40.625-02:00</updated><title type='text'>O Sonho Americano da Disney</title><content type='html'>Os saudosistas que vêem alguma perda da animação ocidental antiga em que a Disney preponderava em relação à atual, principalmente baseada na computação gráfica estão soltando rojões com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780521/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Princesa e o Sapo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Confesso que nunca deixei de apreciar os clássicos, e na casa dos meus pais está lá na sala o video-cassete ao lado da coleção de VHS da Disney que ainda não cansei de assistir (meu preferido é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aladdin&lt;/span&gt;, a fita já está até amassada no começo). Acredito que a Disney quis crescer junto com seus fãs, procurando inovar um pouco no estilo da animação 2D, e de como conduzir a história. Eu assisti a quase tudo que saiu (porque me nego a ver aquelas continuações sem sentido; o que vão narrar em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cinderella 3&lt;/span&gt;? o divórcio?). Há alguns fracassos terríveis, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atlantis&lt;/span&gt; , e alguns acertos fantásticos, que no quesito animação tradicional mais "recente", está com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A nova Onda do Imperador&lt;/span&gt;, que usa musicas animadas, desenho estilizado e humor nonsense (além da espetacular dublagem em português com Selton Mello e Marieta Severo) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lilo e Stitch&lt;/span&gt;, em que a parte de cantoria se resume a Elvis, e o enredo e o estilo dos personagens (mais gordinhos, com outro padrão de beleza) são bem diferentes.&lt;br /&gt;Sinceramente preferiria que a Disney continuasse fazendo coisas assim, experimentando, variando estilos e padrões. Mas realmente eu não arriscaria quando a última porcaria supostamente inovadora produzida pelo meu estúdio fosse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem que a Vaca Tussa&lt;/span&gt;. E de fato, em relação à fórmula, não há inovações em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Princesa e o Sapo&lt;/span&gt;, por isso eu disse ser um prato cheio pros saudosistas. Com os traços tradicionais, as cançõezinhas se inserindo no meio da narrativa e os bichos como coadjuvantes carismáticos, a Disney aposta (e ganha, porque o filme até que está fazendo bastante sucesso) nas antigas fórmulas, com diretores experientes e um compositor vencedor do Oscar. Tanto o enredo quanto os personagens e seus rumos são previsíveis.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://colunas.epoca.globo.com/files/1033/2009/05/a-princesa-e-o-sapo-083.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 75%; height: 75%;" src="http://colunas.epoca.globo.com/files/1033/2009/05/a-princesa-e-o-sapo-083.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Além da tão falada diferença de a protagonista ser a primeira princesa negra, há alguns outros pontos importantes que fazem o filme ter um gostinho de novo. O primeiro é o ritmo de jazz marcando presença nas músicas e o segundo é a marcada presença do ideal do "Sonho Americano", de que com muito trabalho e esforço todos os seus sonhos podem ser realizados. Claro que esse é um tipo de ideia nada inocente quando estamos falando com ex-escravos que além de pobres sofrem preconceito e fingimos que é da falta de esforço e trabalho necessário que advém sua situação. Mas considerando a ideia aristocrática de desvalorizaçao do trabalho presente na maioria dos outros clássicos da Disney (afinal, com amor verdadeiro ou não, as princesas - e o Aladdin - só abandonam sua situação de pobre trabalhador sofredor pelo bom e velho caminho do golpe do baú), um ideal burguês pode até ser um avanço.&lt;br /&gt;Resumindo, pra quem gostava dos clássicos da Disney, esse filme é uma boa pedida, com nostalgia sem ser o mesmo filme de novo. Agora se você não tem paciência pra cenas cantadas e pra previsibilidade ou lições de moral típicas desse gênero, melhor nem ver o DVD. Mas quem sabe não dá pra se animar com o ritmo e o humor de&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aftiLD1pKPk"&gt; algumas cenas&lt;/a&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-7595353719046505288?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/7595353719046505288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=7595353719046505288' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7595353719046505288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7595353719046505288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2010/01/o-sonho-americano-da-disney.html' title='O Sonho Americano da Disney'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-6345581453544976508</id><published>2009-11-27T01:43:00.004-02:00</published><updated>2009-11-27T02:09:19.370-02:00</updated><title type='text'>Doutor Fantástico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sw9PvDiyrII/AAAAAAAAAOI/5lt1d1Z3mAU/s1600/drstrange+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sw9PvDiyrII/AAAAAAAAAOI/5lt1d1Z3mAU/s320/drstrange+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408629347318934658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peter Sellers 1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, o título do filme é desses que não fazem sentido, que criam um tipo de anti-clímax. Você fica achando que o tal doutor Fantástico deve ser super importante no filme e não tem nada a ver. Fora a tradução, que apesar de bizarríssima não teria saído nada muito melhor se traduzissem ao pé da letra. Claro que de onde tiraram essa adaptação de significado pra mim sempre será uma incógnita, e daí a eterna beleza do poder criativo dos tradutores lusófonos sempre colocando uma palavrinha ou subtítulo, verdadeiras obras de arte.&lt;br /&gt;Bem que podiam ter deixado no original: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dr Strangelove or: how I learned to stop worrying and love the bomb&lt;/span&gt;. podíam até ter traduzido a segunda parte que ia ficar melhorzinho.&lt;br /&gt;Mas enfim, vamos ao filme. Os motivos pelos quais eu decidi que ia gostar do filme, sem ler uma sinopse sequer eram: é um filme do Kubrick; está no top dos top do imdb (28º, quase 20 posições acima da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laranja Mecânica&lt;/span&gt;), é um clássico, deve ser bom.&lt;br /&gt;Por que o filme é realmente bom: primeiro tem a fotografia, que é primorosa e bastante acima do nível do que se produzia na época. Segundo tem a temática, e principalmente o contexto na qual está inserida; e terceiro, o jeito como ela é mostrada.&lt;br /&gt;Estamos falando de um filme sobre a guerra fria, bem no meio dela. De um período crítico em que os americanos se cagavam com a perspectiva dos mísseis em Cuba e na Rússia, e a população nem sempre aceitava muito bem ideias de fim do mundo ou holocausto nuclear pela própria perspectiva tão próxima dos fatos. E aí o Kubrick estava pensando em fazer uma adaptação séria de um livro de sucesso na época sobre a guerra, cheio de tensão pela disparada acidental de mísseis esquentando a corrida armamentista e percebeu o quanto aquilo tudo era idiota, e que nada poderia sair dali além de um filme de humor, ora.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sw9PvYje4kI/AAAAAAAAAOQ/eSmAwo9HxKs/s1600/dr-strangelove3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 243px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sw9PvYje4kI/AAAAAAAAAOQ/eSmAwo9HxKs/s320/dr-strangelove3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408629352958976578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peter Sellers 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E que filme! Não chego a dizer que é uma comédia, você fica mais na risada interna, enxergando a crítica que não é exatamente sutil, como se vê pelos próprios nomes dos personagens, mas que tem momentos que chegam a ser sublimes, como quando a paixão do povo americano pela Coca-Cola seria um fator importantíssimo para, literalmente, salvar o mundo. A base da tensão cômica acaba saindo mesmo dos diálogos, todos muito bem elaborados pra extrair o máximo das marcantes (e estereotipadas) personalidades em conflito. Mesmo o presidente russo que só se faz ver nas réplicas por telefone acaba tendo uma figura imaginária basante marcada, e igualmente caricata.&lt;br /&gt;E então vem o quarto fator, que são as atuações. Todas muito boas, incluindo a de George C. Scott como o típico militar anti-comunista e Slim Pickens como o piloto texano patriota em sua mais pura definição. Claro que é ponto pacífico deixar por último o cara que teria feito o filme valer  pena ser visto ainda que fosse ruim – e olha que &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000634/"&gt;Peter Sellers&lt;/a&gt; só assumiu três dos quatro papéis que tinha sido escalado para fazer no filme. Não dá pra dizer que suas atuações, tão distintas e bem caracterizadas não fizessem valer seu cahê de metade do orçamento do filme: o ator acabou não interpretando o major texano, mas brilha como o extremamente racional presidente dos EUA, Merkin Muffley, o capitão britânico (e que sotaque!) que tenta salvar o mundo com sua capacidade argumentativa, apesar do azar que o perseguia, e, finalmente, do inigualável dr. Strangelove. Sua figura estilosa (e estranhíssima), na cadeira de rodas propondo uma instituição poligâmica para perpetuar a humanidade enquanto sua mão apráxica insiste em saldar o III Reich é, no mínimo, memorável, e bastante emblemática da situação, em que parece que uma loucura, mas dessas bem psicóticas mesmo, vinda de um personagem como ele pode parecer a única solução para pessoas ou situações geradas nesse caos. É, talvez ele merecesse mesmo o título do filme.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sw9QioZrutI/AAAAAAAAAOY/r1rsmngrIL8/s1600/Dr.Strangelove+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 296px; height: 286px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sw9QioZrutI/AAAAAAAAAOY/r1rsmngrIL8/s320/Dr.Strangelove+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408630233386171090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peter Sellers 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-6345581453544976508?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/6345581453544976508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=6345581453544976508' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6345581453544976508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6345581453544976508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/11/doutor-fantastico.html' title='Doutor Fantástico'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sw9PvDiyrII/AAAAAAAAAOI/5lt1d1Z3mAU/s72-c/drstrange+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-6961188617343219012</id><published>2009-07-10T18:06:00.008-03:00</published><updated>2009-07-10T18:42:08.673-03:00</updated><title type='text'>Revisitando Tolstói</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Quando somos jovens e gostamos muito de ler, temos uma tendência a sermos atraídos por nomes interessantes de livros de nossos pais e avós, e depois que começamos a estudar Literatura, os autores antes desconhecidos começam a nos atrair também. Foi essa dupla atração que me levou a pegar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guerra e Paz&lt;/span&gt; para ler quando eu devia estar no colegial. Bem, foi um pouco cedo demais pra mim, e as descrições um tanto longas, a história girando em torno de enfadonhas relações sociais da nobreza e o amontoado de esdrúxulos nomes russos que me faziam não lembrar direito qual personagem era qual me fizeram deixar o livro de lado antes da metade (o que acaba sendo o destino da maior&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sle1SUpdPlI/AAAAAAAAANs/VIqEefUN9Rw/s1600-h/livro+Tolst%C3%B3i.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 177px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sle1SUpdPlI/AAAAAAAAANs/VIqEefUN9Rw/s320/livro+Tolst%C3%B3i.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356949608165359186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;ia dos livros que eu começo, ou mesmo da maioria das coisas na minha vida).&lt;br /&gt;Então, há pouco mais de um mês, a &lt;a href="http://deliriodeiris.blogspot.com/"&gt;Fabi&lt;/a&gt; me deu de presente de aniversário (muito &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;pon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;tual, por sinal, já que meu aniversário é em janeiro) um livro de bolso do Tolstói, com duas novelas,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A Felicidade Conjugal&lt;/span&gt; (no&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;me sugestivo que fez com que ela escolhesse o livro pra mim) seguida de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Diabo&lt;/span&gt; (bem, uma coisa deve ter a ver com a outra, não é mesmo). Pra variar, comecei a ler e acabei deixando o livro de lado um mês, e tudo indicava que ele teria o mesmo destino triste de seu antecessor, até um belo dia em que tomei um baita chá de cadeira e estava com o livrinho na bolsa – e acabei lendo de uma tacada só.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lpm-editores.com.br/v3/site/default.asp?Template=../livros/layout_buscaprodutos.asp"&gt;O livro é da L&amp;amp;PM Pocket&lt;/a&gt;, e tem uma tradução muito boa direto do russo, com um prefácio da própria tradutora que além de nos dar um resumo um tanto apaixonado da vida e obra do autor, dá uma explicação excelente quanto àquele problema que eu referi anteriormente – o dos nomes em russo. Ao invés de parecerem nomes estranhíssimos que não fazem sentido, viram nomes estranhíssimos (eu continuo achando que não colocaria o nome da minha filha de Stepanida) com alguma lógica, você entende o que é nome, sobrenome, apelido, título e também aprende um pouco sobre a pronúncia. Por exemplo, como eu poderia saber que Kátia, Kátienka, Katiucha e Katka são variaçoes, mais ou menos pejorativas ou carinhosas do mesmo nome, Katerina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sle1adrZxkI/AAAAAAAAAN0/ZvEJijC7B1M/s1600-h/Portrait_of_Leo_Tolstoy_%281887%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sle1adrZxkI/AAAAAAAAAN0/ZvEJijC7B1M/s400/Portrait_of_Leo_Tolstoy_%281887%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356949748028393026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Felicidade Conjugal&lt;/span&gt; foi uma novela que Tolstoi detestou depois de ter entregue ao editor, e é de 1859, quando ele estava com 31 anos (faz parte de sua primeira fase). Apesar de não ser mesmo nenhuma obra-prima, demonstra uma capacidade incrível de narrar a partir do ponto de vista feminino e de desenhar a evolução de uma história de amor, desde as paixonites adolescentes, o casamento, a sensação de unidade com o outro e de dependência total para a felicidade, o distanciamento, a sensação de que o amor morreu, de que nada nunca mais será como antes. Apesar de ser uma visão meio pessimista da vida conjugal em si (como eu não poderia deixar de achar, afinal, sou uma jovem noiva – e portanto tenho que ter um quê de romantismo ainda), acredito que todo mundo que já teve uma relação longa é capaz de se identificar perfeitamente com o rumo da situação do casal protagonista. Afinal, por mais que o amor perdure, a paixão tem seus altos e baixos, e muitas vezes acaba mesmo, sem mais nem menos ou bem aos poucos, praquela pessoa antes idealizada e que agora nos parece real e cheia de defeitos; e no luto por essa perda, se confunde muito o que é paixão e o que é amor, até que se redescubra uma outra coisa imaginária para se apaixonar, seja na pessoa amada, seja em si mesmo, seja nos filhos – e completar de novo aquele espaço vazio.&lt;br /&gt;Como eu prometi que não escreveria mais posts enormes e esse aqui já está bem grande, logo escrevo outro sobre o outro conto e sobre a vida e os ideais do autor, bastante presentes nas entrelhinas da história.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-6961188617343219012?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/6961188617343219012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=6961188617343219012' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6961188617343219012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6961188617343219012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/07/revisitando-tolstoi.html' title='Revisitando Tolstói'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/Sle1SUpdPlI/AAAAAAAAANs/VIqEefUN9Rw/s72-c/livro+Tolst%C3%B3i.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-117985953854290292</id><published>2009-07-09T19:59:00.005-03:00</published><updated>2009-07-10T18:06:37.601-03:00</updated><title type='text'>Shakespeare na Globo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlZ2fhjYyJI/AAAAAAAAAM8/kI7pTnysdsw/s1600-h/PPRangel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlZ2fhjYyJI/AAAAAAAAAM8/kI7pTnysdsw/s320/PPRangel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356599090758600850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na época de férias, a Globo sempre cosuma passar minisséries de noite, mas ultimamente não vinha acertando na mão. Aliás, desde Hoje é Dia de Maria, que foi surpreendente desde o visual até a atuação incrível da manina Carolina Oliveira (porque não é surpresa nenhuma que Letícia Sabatella, Rodrigo Santoro ou Fernanda Montenegro fossem brilhantes), não tínhamos nada de muito bom.&lt;br /&gt;Essas séries costumam ter uma qualidade superior à das novelas exibidas em horário normal, pois têm um orçamento mais gordo, uma direção mais caprichada e não dá tempo de enjoar dos personagens, já que a coisa não se arrasta pelo ano todo. Mas as últimas séries, apesar de alguns pontos positivos, estavam deixando muito a desejar; lembro de Queridos Amigos (que tinha um elenco legal, mas uma história manjada e fraquinha), de Maysa (que teve a infelicidade de se importar mais se os atores se pareciam com as pessoas na vida real do que se sabiam, de fato, atuar) e de Ó Pai, ó (sem comentários).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Agora, desde que começou a passar a propaganda dessa nova série, além da musiquinha feliz, o elenco foi a primeira coisa que me chamou a atenção: Andréia Beltrão, Felipe Camargo, Pedro Paulo Rangel, Maria Flor, Daniel de Oliveira e Rodrigo Santoro, isso pra citar só os meus preferidos entre os nomes. Imagino que um elenco desse faria uma minissérie que valeria minha audiência nem que fosse dirigida pelo Jorge Fernando - mas aí qual não foi minha surpresa quando vi que a direção era de ninguém menos que do Fernando Meirelles. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Não escondo de ninguém que acho ele brilhante, e não me ressinto do fato de ele fazer essas séries morninhas por aqui ('Cidade dos Homens' também era dele) e seus filmes fodões em inglês, inflando nosso orgulho verde e amarelo nas premiações por aí. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;"Som e Fúria" é composta de 12 capítulos que contam as desventuras de um grupo de teatro que tenta se organizar para encenar Shakespeare e conseguir verba do Ministério da Cultura enquanto um ex-ator maluco assume a direção do espetáculo após a morte do diretor passado, que entretanto insiste em voltar do além para atormentá-lo. No elenco estão todos os estereótipos, a diva que adora um barraco, o ator de novela das 7 que trabalha mal, o diretor vendido que adora rechear sua fala com expressões em inglês e a mocinha que só consegue papel de substituta. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LQ71WWUY2Vs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LQ71WWUY2Vs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nesses dois primeiros capítulos, nada me decepcionou, o que é um ponto positivo, já que eu estava esperando bastante mesmo. O humor poderia ser um pouco mais sutil, por exemplo: acho ótimo o cara morrer atropelado por um caminhão de presunto, mas não precisam ficar repetindo isso toda hora, tipo pra quem perdeu a cena ou não entendeu de primeira. Mas também não é nada escrachado, e como o elenco é ótimo, as cenas de comédia acabam fazendo jus. Pouca coisa me surpreendeu de fato, mas uma coisa muito interessante foram os personagens secundários, que ao contrário de serem ofuscados pelo elenco de grandes nomes nos papéis principais, têm grande qualidade e acabam dando um destaque especial à secretáia, ao porteiro, aos funcionários da funerária, etc. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlZ26bCzMqI/AAAAAAAAANE/ukqxGYA4HLA/s1600-h/felipe-beltrao-436.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlZ26bCzMqI/AAAAAAAAANE/ukqxGYA4HLA/s320/felipe-beltrao-436.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356599552867775138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meirelles justifica passar uma série inspirada em Shakespeare na TV com o fato de que ele era um autor popular em sua época, e seus textos acabaram inacessíveis mais pelo fato de seu linguajar ter ficado ultrapassado do que pelo seu conteúdo, de fato, que é inegavelmente universal e atemporal. Mas não vamos esquecer que isso não é ponto para um possível brilhantismo inovador do diretor, já que trata-se de uma adaptadação de uma série Canadense ('Slings And Arrows'), então o sucesso já fica mais garantido - afinal a Globo não dá ponto sem nó, né? &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vou continuar acompanhando pra ver no que vai dar, quem já perdeu os primeiros episódios e quer dar uma conferida, tem tudo no Youtube, pra variar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-117985953854290292?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/117985953854290292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=117985953854290292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/117985953854290292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/117985953854290292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/07/na-epoca-de-ferias-globo-sempre-cosuma.html' title='Shakespeare na Globo'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlZ2fhjYyJI/AAAAAAAAAM8/kI7pTnysdsw/s72-c/PPRangel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-1601906127456110679</id><published>2009-07-06T15:01:00.009-03:00</published><updated>2009-07-06T15:54:50.612-03:00</updated><title type='text'>Para os Muambeiros de Plantão</title><content type='html'>É, vida de brasileiro pobre é mesmo dura. Quando você quer comprar uma coisa, pesquisa pra caramba na internet, descobre que tudo nesse país é superfaturado e que em sites estrangeiros, mesmo em dólar é tudo bem mais barato; fica feliz da vida de achar o que você queria e mais um monte de tranqueira que simplesmente não existe por aqui e aí, na hora de calcular o frete quase cai pra trás - isso se o site mandar aqui pra terrinha verde e amarela. E se você ainda está cogitando comprar o que quer que seja, deve ser porque ainda não se tocou do imposto a ser cobrado em cima do valor do produto (e não é em cima daquele precinho estrangeiro não, é sobre o produto equivalente nacional).&lt;br /&gt;Pois uma opção, direto da China que, ao contrário da maioria dos sites estrangeiros, não é prejuízo na certa é o &lt;a href="http://www.dealextreme.com/default.dx/r.30691558"&gt;Deal Extreme&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlJEZEANAFI/AAAAAAAAAMk/7f6Ndjm3AnY/s1600-h/sku_3171_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlJEZEANAFI/AAAAAAAAAMk/7f6Ndjm3AnY/s320/sku_3171_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355418104258953298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Bicho que cochila na privada, movido a energia solar - $8,35 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O site é cheio de coisas originais ou piratas para todos os gostos e bolsos, e, como eu sou uma pessoa inútil por excelência, passei horas escolhendo dezenas de coisas praticamente sem nenhuma razão prática de ser, mas que pretendo comprar logo logo.&lt;br /&gt;Não sei se o site é confiável o suficiente pra comprar tipo um notebook, mas a grande vantagem é que se você quiser comprar algumas coisas de menos de 1 dólar pra testar se chega na sua casa, o frete é grátis. Isso mesmo, o frete é grátis para qualquer valor e qualquer lugar, então você só precisa se preocupar com a conversão de dólar pra real e com a possibilidade de pagar imposto caso sua compra pare na alfândega.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlJGgNmj0cI/AAAAAAAAAM0/5YNWUCVcPB8/s1600-h/sku_1138_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlJGgNmj0cI/AAAAAAAAAM0/5YNWUCVcPB8/s320/sku_1138_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355420426118091202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lanterna de Led -  $0,78&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma dica pra isso não acontecer é comprar uma coisa de cada vez, porque pacotes menores chamam menos a atenção de quem vai abrir (meu namorado comprou dois memory cards, um de cada vez, e chegaram bonitinho, funcionando e sem taxas), e já que o frete é grátis, isso não vai fazer muita diferença.&lt;br /&gt;Pra mim, que sou louca pra comprar coisas diferentes pra minha casa, é uma excelente opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlJEZQKC3MI/AAAAAAAAAMs/xAuwCCioxFM/s1600-h/sku_18935_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlJEZQKC3MI/AAAAAAAAAMs/xAuwCCioxFM/s320/sku_18935_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355418107521457346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Cogumelos do Mário - $3,50&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta de cubo mágico ou outros tipos de puzzles também tem uma variedade impressionante. E pros mais bobos, tem tudo quanto é tipo de coisa que dá choque nos outros, desde os tradicionais chiclete e caneta até PSP e MP3 player de mentirinha. Muitos itens têm não só avaliações comentadas de outros compradores como também fotos e vídeos postadas por eles pra você ter idéia de tamanho, variação de cor, etc.&lt;br /&gt;O produto vem de avião (mas é possível que a embalagem não esteja aquela perfeição) e leva cerca de 3 semanas pra chegar.&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q-33XyM-Aoo&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q-33XyM-Aoo&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Jacaré que morde o dedo - $7,90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;É isso aí, peça emprestado o cartão internacional do papai e boas compras!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-1601906127456110679?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/1601906127456110679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=1601906127456110679' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1601906127456110679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1601906127456110679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/07/para-os-muambeiros-de-plantao.html' title='Para os Muambeiros de Plantão'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SlJEZEANAFI/AAAAAAAAAMk/7f6Ndjm3AnY/s72-c/sku_3171_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-6609945403024834100</id><published>2009-07-05T22:07:00.002-03:00</published><updated>2009-07-05T23:18:26.799-03:00</updated><title type='text'>Enfim, as férias!</title><content type='html'>Infelizmente já entramos no mês de julho e alguns posts começados morreram, porque eu ia falar de peças de teatro que fui ver no final de maio, mas que evidentemente, com esse pequeno gap, já saíram de cartaz. É que a faculdade, mais a iniciação científica, mais o curso de japonês e mais o kung fu não estavam sendo suficientes, então resolvi que vou casar daqui a dois meses, aí estou numa pequena correria.&lt;br /&gt;Por isso, dou graças por terem entrado as férias, época em que eu não só tenho mais tempo para escrever como também tenho mais assunto - porque vou mais ao teatro e ao cinema, leio mais livros, revistas, jornal... e durmo mais (muito mais) também, deve ter até um material onírico mais consistente =)&lt;br /&gt;Pretendo surpreender as pessoas que, de forma muito justa, só abrem o meu blog a cada, sei lá, 2 meses pra ler um post novo, e quando elas entrarem vão ter bem uma dúzia de textos pra ler. Espero conseguir escrever posts menores também, pra que não seja necessária tanta paciência para acompanhar meu blog, nem tanto tempo para atualizá-lo.&lt;br /&gt;Só pra não deixar esse post sem conteúdo, convido os outros de férias como eu a romperem um pouco a catarse de ver tv a noite toda (seja pra ver a 15ª temporada de uma série qualquer, seja pra saber se o Bahuan vai conseguir estragar o casamento da Maya) e ir ao teatro. E não vale essa desculpa de que teatro é caro não, viu, porque tem muita peça grátis ou que cobra preços simbólicos. Fora que, se a sua intenção for ver uma peça mais carinha mesmo, não esqueça que provavelmente os R$40 que você vai gastar iriam para o vaso sanitário no dia seguinte caso tivesse sido investido num rodízio japonês, por exemplo.&lt;br /&gt;Vou dar algumas sugestões, que eu também pretendo ver nos próximos dias:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agreste:&lt;/span&gt; está em cartaz há um bom tempo, e há um bom tempo que eu quero ver. Ganhou vários prêmios importantes em 2004 (Shell de melhor autor e APCA de melhor espetáculo e autor). No &lt;a href="http://www2.uol.com.br/parlapatoes/espaco/home/index.htm"&gt;Espaço Parlapatões&lt;/a&gt;, um dos mais famosos da cidade; acho que não precisa falar muito mais. Está R$30 a inteira, se você paga meia é simplesmente uma heresia achar caro. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Piadas em Quadrinhos:&lt;/span&gt; uma peça de 70min composta por cenas do cotidiano a partir de uma visão do mundo de um grupo de teatro de afásicos. No Tetro Imprensa, segunda e terça-feira (dias 6 e 7) por R$10. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paralela Noir:&lt;/span&gt; são 3 peças (Carícias; Baal; A Casa de Bernarda Alba) às quintas, sextas e sábados, respectivamente. Todas são inteiramente de grátis, é só retirar os ingreços com 1h de antecedência no &lt;a href="http://cafenoiraugusta.blogspot.com/2009/07/paralela-noir.html"&gt;Club Noir&lt;/a&gt;. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Então é isso, levantem a bunda bo sofá, peguem o bilhete único (é tudo perto do metrô) e a carteirinha de estudante (e, se você não é mais estudante, deveria estar trabalhando pra pagar a inteira, seu inútil).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-6609945403024834100?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/6609945403024834100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=6609945403024834100' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6609945403024834100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6609945403024834100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/07/enfim-as-ferias.html' title='Enfim, as férias!'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-3230407488004751149</id><published>2009-05-21T00:15:00.002-03:00</published><updated>2009-05-21T00:27:30.499-03:00</updated><title type='text'>Hoje eu chorei vendo o Jornal Nacional</title><content type='html'>É terrível olhar para os lados e perceber que o mundo não faz sentido nenhum, que você pode ler o filósofo que for e ainda assim não conseguirá entender muitas coisas. Não sei se há coisas que eu não quero entender ou se elas simplesmente não têm explicação.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1161787-10406,00-MENINA+DE+ANOS+E+BALEADA+EM+ASSALTO+EM+RIO+CLARO+SP.html"&gt;Hoje passou no jornal&lt;/a&gt;, uns assaltantes entraram num condomínio, o alarme da casa disparou e eles, antes de sair, atiraram contra a babá e as gêmeas de 8 anos que estavam com ela. Uma das meninas está no hospital, com um tiro na cabeça.&lt;br /&gt;Logo em seguida, aparece uma notícia de outra mulher, que morreu de parada cardiorrespiratória depois de ouvir o marido e o filho serem mortos por ladrões dentro de casa.&lt;br /&gt;É difícil se conscientizar de que só dá pra ser feliz se não olharos para os lados, ou se simplesmente não nos importarmos com os outros.&lt;br /&gt;Minha reação facilmente cai para o lado da revolta, do protesto; mas algumas coisas fazem com que eu me sinta tão cansada, incapaz de sentir algo muto além de tristeza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-3230407488004751149?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/3230407488004751149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=3230407488004751149' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3230407488004751149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3230407488004751149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/05/hoje-eu-chorei-vendo-o-jornal-nacional.html' title='Hoje eu chorei vendo o Jornal Nacional'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-7756902595054270473</id><published>2009-04-30T16:49:00.010-03:00</published><updated>2009-04-30T17:33:55.104-03:00</updated><title type='text'>Depois do Jantar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SfoGXby8_6I/AAAAAAAAAME/45qKoRelxpg/s1600-h/180full-carlos-drummond-de-andrade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 154px; height: 154px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SfoGXby8_6I/AAAAAAAAAME/45qKoRelxpg/s320/180full-carlos-drummond-de-andrade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330580108614631330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRIKA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Decerto ia pedir-lhe um auxílio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Não tenho trocado. Mas tenho cigarros. Quer um?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Não fumo, respondeu o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Então ele queria é saber as horas. Levantou o antebraço esquerdo, consultou o relógio:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— 9 e 17... 9 e 20, talvez. Andaram mexendo nele lá em casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Não estou querendo saber quantas horas são. Prefiro o relógio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Como?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Já disse. Vai passando o relógio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Mas ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Quer que eu mesmo tire? Pode machucar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Não. Eu tiro sozinho. Quer dizer... Estou meio sem jeito. Essa fivelinha enguiça quando menos se espera. Por favor, me ajude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O outro ajudou, a pulseira não era mesmo fácil de desatar. Afinal, o relógio mudou de dono.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Agora posso continuar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Continuar o quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— O passeio. Eu estava passeando, não viu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Vi, sim. Espera um pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Esperar o quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Passa a carteira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Mas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Quer que eu também ajude a tirar? Você não faz nada sozinho, nessa idade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Não é isso. Eu pensava que o relógio fosse bastante. Não é um relógio qualquer, veja bem. Coisa fina. Ainda não acabei de pagar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— E eu com isso? Então vou deixar o serviço pela metade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Bom, eu tiro a carteira. Mas vamos fazer um trato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Diga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Tou com dois mil cruzeiros. Lhe dou mil e fico com mil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Engraçadinho, hem? Desde quando o assaltante reparte com o assaltado o produto do assalto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Mas você não se identificou como assaltante. Como é que eu podia saber?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— É que eu não gosto de assustar. Sou contra isso de encostar o metal na testa do cara. Sou civilizado, manja?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Por isso mesmo que é civilizado, você podia rachar comigo o dinheiro. Ele me faz falta, palavra de honra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Pera aí. Se você acha que é preciso mostrar revólver, eu mostro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Não precisa, não precisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Essa de rachar o legume... Pensa um pouco, amizade. Você está querendo me assaltar, e diz isso com a maior cara-de-pau.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Eu, assaltar?! Se o dinheiro é meu, então estou assaltando a mim mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Calma. Não baralha mais as coisas. Sou eu o assaltante, não sou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Você, o assaltado. Certo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Confere.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Então deixa de poesia e passa pra cá os dois mil. Se é que são só dois mil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Acha que eu minto? Olha aqui as quatro notas de quinhentos. Veja se tem mais dinheiro na carteira. Se achar uma nota de 10, de cinco cruzeiros, de um, tudo é seu. Quando eu confundi você com um, mendigo (desculpe, não reparei bem) e disse que não tinha trocado, é porque não tinha trocado mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Tá bom, não se discute.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Vamos, procure nos... nos escaninhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Sei lá o que é isso. Também não gosto de mexer nos guardados dos outros. Você me passa a carteira, ela fica sendo minha, aí eu mexo nela à vontade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Deixe ao menos tirar os documentos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Deixo. Pode até ficar com a carteira. Eu não coleciono. Mas rachar com você, isso de jeito nenhum. É contra as regras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Nem uma de quinhentos? Uma só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Nada. O mais que eu posso fazer é dar dinheiro pro ônibus. Mas nem isso você precisa. Pela pinta se vê que mora perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Nem eu ia aceitar dinheiro de você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;— Orgulhoso, hem? Fique sabendo que tenho ajudado muita gente neste mundo. Bom, tudo legal. Até outra vez. Mas antes, uma lembrancinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sacou da arma e deu-lhe um tiro no pé.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SfoFJ9PjARI/AAAAAAAAALs/4qFHtVKFYm8/s1600-h/Drummond%2Best%C3%A1tua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SfoFJ9PjARI/AAAAAAAAALs/4qFHtVKFYm8/s400/Drummond%2Best%C3%A1tua.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330578777563136274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sei porque fiquei com uma vontade súbita de Drummond, e resolvi colocar esse texto aqui. Ele é um de nossos poetas mais atemporais, mas certamente não teria orgulho da atualidade de "Depois do Jantar", publicado em 1977. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo que ele já não possa constatar por si a violência gratuita que continua reinando por aí, a estátua em sua homenagem na praia de Copacabana já teve os óculos roubados pelo menos meia dúzia de vezes... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-7756902595054270473?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/7756902595054270473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=7756902595054270473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7756902595054270473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7756902595054270473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/04/depois-do-jantar.html' title='Depois do Jantar'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SfoGXby8_6I/AAAAAAAAAME/45qKoRelxpg/s72-c/180full-carlos-drummond-de-andrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-6739456029808793441</id><published>2009-03-18T23:08:00.005-03:00</published><updated>2009-03-18T23:43:06.791-03:00</updated><title type='text'>Who Watches the Watchmen?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpwA3LVJI/AAAAAAAAAKs/_0aP9AzO5NA/s1600-h/Who_Watches_the_Watchmen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 184px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpwA3LVJI/AAAAAAAAAKs/_0aP9AzO5NA/s400/Who_Watches_the_Watchmen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314715677604140178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem vigia os vigilantes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: georgia;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRIKA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype style="font-family: georgia;" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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É que não é só ter o assunto e escrever; arrumar o post bonitinho, achar links e figuras, procurar referências etc são coisas que me fazem gastar um tempo considerável. Eu queria ter terminado meu post sobre &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0327597/"&gt;&lt;i style=""&gt;Coraline&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, que escrevi dia 15/02, bem antes desse; mas aí achei que ia sair do clima e esse aqui também ia ficar atrasado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Quando comecei esse blog, uma das minhas motivações foi que eu queria escrever sobre o filme do Batman. Saí tão empolgada do cinema, pensando no que eu escreveria se fosse uma crítica de revista que acabei escrevendo mesmo. Pra mim, aquele tinha sido o melhor filme de super-heroi já feito, e depois dele só vieram um punhado de decepções no cinema, a começar por &lt;a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Iron_Man"&gt;&lt;i style=""&gt;Iron Man&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. Eu estava completamente desanimada com o cinema esse ano, pensando nos montes de porcarias que iam estrear. &lt;i style=""&gt;Coraline&lt;/i&gt; eu sabia que ia ser bom; &lt;i style=""&gt;Dragon Ball&lt;/i&gt;, eu sei que vai ser ruim. Mas e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0409459/"&gt;&lt;i style=""&gt;Watchmen&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Não consegui chegar a uma conclusão, fiquei com um frio na barriga e não me animei muito em ver o filme. &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/07/21/autor_de_watchmen_alan_moore_nao_quer_saber_da_adaptacao_para_cinema_prevista_para_2009-547345761.asp"&gt;O Allan Moore disse que ia ser um lixo&lt;/a&gt;, que ele tinha certeza que nenhum diretor seria capaz de transmitir tudo o que &lt;i style=""&gt;Watchmen&lt;/i&gt; significava, que a história era feita pros quadrinhos e intransponível a outra forma de mídia.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E4blSrZvPhU&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/E4blSrZvPhU&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Afinal, &lt;i style=""&gt;Watchmen&lt;/i&gt; é uma espécie de bíblia dos quadrinhos, e mesmo que não seja uma unanimidade monoteísta, já que o universo das HQs tem outros deuses além de Alan Moore, como Frank Miller e Neil Gaiman, é inegável que ela tem um papel de extremo destaque entre suas obras-primas. E é muito difícil agradar os fãs e o resto do público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;No fim das contas, não fiquei muito empolgada com os traileres, que mostravam aquela entrada de Lauren com os cabelos esvoaçantes e cara de mulher fatal. No fim das contas, só fui ver porque um amigo me convidou, mas confesso que achava que ia gastar meu dinheiro à toa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;O resultado foram quase 2h30 de filme que provaram que &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0811583/"&gt;Zack Snyder&lt;/a&gt; é mesmo um gênio e que o Alan Moore é mesmo um chato rabugento. Verdade seja dita, o roteirista não teve trabalho nenhum; simplesmente pegaram os quadrinhos, cortaram um pedacinho aqui e outro ali e filmaram todo o resto, na ordem e com as falas exatas. As adaptações foram mínimas e bem-sucedidas. Essa fidelidade costuma agradar os fãs mais xiitas, aqueles chatos que nem o Alan Moore e que vão ver o filme só pra se irritarem e ver defeitos. Apesar de eu já ter ouvido e lido que o filme devia ter sido mais adaptado e aquela velha história de que quem não leu os quadrinhos não entendeu o filme direito, acho, como sempre, que é balela. É a velha mania de quem leu o original e vai ver o filme mais como uma confirmação ou um extra e considera que por isso a sua capacidade de compreensão é superior à dos outros. Na verdade, é aquele tipo de pessoa que &lt;b style=""&gt;sempre&lt;/b&gt; acha que a sua capacidade de compreensão é maior que a dos outros mortais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Claro que sempre tem aqueles detalhes que só se pega na segunda ou terceira vez que se vê um filme, então quem já está familiarizado com a trama sempre pega alguma sutileza a mais, ou consegue ter uma idéia mais ampla porque tem conceitos que o próprio filme não dá. Fora que é bem mais divertido ir ver um filme de um livro ou quadrinho de que se é fã, com toda aquela expectativa e paixão, pra amar ou odiar o filme no final. Provavelmente, &lt;i style=""&gt;Watchmen&lt;/i&gt; seria um filme difícil de entender (e provavelmente infilmável) na década de 80, quando os quadrinhos foram lançados, mas hoje em dia, há muito que o cinema tem uma linguagem eclética, roubando elementos inclusive das próprias HQs, e todo mundo já está acostumado com histórias não-lineares, cheias de flashbacks e personagens. Atualmente, imagino que qualquer criança com mais de 10 anos (ou adulto com essa idade mental) é perfeitamente capaz de entender o filme.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGq7M7ejSI/AAAAAAAAALk/CjhGvV_qfy0/s1600-h/watchmen-dvd_02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 205px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGq7M7ejSI/AAAAAAAAALk/CjhGvV_qfy0/s400/watchmen-dvd_02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314716969333591330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Dá uma olhada no naipe desses caras...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Mas vamos à história. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen"&gt;&lt;i style=""&gt;Watchmen&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; foi lançado em 12 volumes ao longo do ano de 1985 nos EUA, e se passa nesse mesmo ano. Trata-se de uma espécie de realidade alternativa em que herois mascarados saíam pelas ruas na época da guerra fria, tanto para tentar conter a violência que aflorava na população pela angústia de uma guerra nuclear iminente quanto para extravasar suas próprias violência e angústia nesse contexto. Os tais “herois” foram compulsoriamente aposentados após uma revolta da população, pelo menos a maioria deles. Alguns passaram a ser procurados pela justiça por não abandonarem a máscara e outros, a trabalhar a favor do governo dos EUA. O que há de genial na história é exatamente a ideia de quem é heroi e quem é vilão em época de guerra, por isso há bastante foco na história de cada personagem, suas motivações e ideais um tanto controversos e seus caráteres e condutas no mínimo um tanto desviados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Esse tipo de personagem mais humano, com mais defeitos do que qualidades, o que não é muito comum entre os herois, são os que despertam mais amor e ódio pela capacidade de identificação e projeção na vida real, e esse é um dos principais componentes de &lt;i style=""&gt;Watchmen&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Então vamos falar alguma coisinha desses personagens:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpwtjBndI/AAAAAAAAAK0/_VyHwmsDi_I/s1600-h/watchmen-banner-comedian.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpwtjBndI/AAAAAAAAAK0/_VyHwmsDi_I/s400/watchmen-banner-comedian.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314715689599213010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;Comediante:&lt;/u&gt; o mais filhadaputa do grupo, mas também o menos hipócrita. Enxerga que o mundo está uma droga, mas encara isso como uma grande piada, e ele é quem vai rir por último, não importando quantos vietnamitas matar, afinal a guerra é um grande parque de diversões. É superforte e super-sem-caráter, por isso trabalhava para o governo, se divertindo tanto quanto na época de mascarado, até ser assassinado em seu apartamento (calma, não é spoiler, é a primeira cena do filme). É a partir daí que se desenvolve a trama, e a partir da lembrança que os outros têm de sua personalidade “forte” - eufemismo – que os primeiros flashbacks aparecem e conhecemos melhor os personagens.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpworAZCI/AAAAAAAAAK8/0518exIVcOA/s1600-h/watchmen-banner-dr-manhattan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 205px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpworAZCI/AAAAAAAAAK8/0518exIVcOA/s400/watchmen-banner-dr-manhattan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314715688290509858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;Dr. Manhattan:&lt;/u&gt; o que tem de fato história de heroi e superpoderes de heroi: era um cara mais nerd que o Peter Parker e sofreu um acidente com um equipamento de seu laboratório que o desintegrou por alguns dias, mas ele logo depois apareceu mais fodástico que o superman e com mais poderes do que todos os X-Men juntos, com o pequeno inconveniente de ser azul, brilhante e careca. Mas com aquele corpo avantajado e a mania de andar pelado o tempo todo, virou o namorado da boazuda do grupo. Também é a marionete do governo americano, que o mantém como garantia para que os russos não comecem um ataque nuclear, já que o cara que consegue controlar a matéria e a energia e tem uma compreensão quântica do tempo e do espaço é americano.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpwxHF5VI/AAAAAAAAALE/j8JJKLavMbA/s1600-h/watchmen-banner-rorschach.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpwxHF5VI/AAAAAAAAALE/j8JJKLavMbA/s400/watchmen-banner-rorschach.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314715690555794770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;Rorshach:&lt;/u&gt; o mais próximo de um heroi nos moldes convencionais, e também o mais próximo de um vilão, é o único dos antigos mascarados que continua na ativa. É basicamente um sociopata que encontrou seu lugar no mundo exercendo sua justiça no mundo podre permeado de políticos e prostitutas que não merecem perdão. É ele quem conta a história, obcecado por desvendar o assassinato do Comediante, que acredita ser uma conspiração contra os ex-mascarados. Seus atributos heroicos são uma máscara estilosa, com um tecido que se modifica constantemente (porque foi projetado pelo dr. Manhattan), uma capacidade investigativa acima do padrão (um pouco por ser paranoico e um pouco por ser melhor que o capitão Nascimento em fazer as pessoas falarem) e luta bem.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGqZcQUexI/AAAAAAAAALc/WMM-1zdT-LQ/s1600-h/watchmen-banner-nightowl.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGqZcQUexI/AAAAAAAAALc/WMM-1zdT-LQ/s400/watchmen-banner-nightowl.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314716389331991314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;Night Owl:&lt;/u&gt; é o Batman daquele seriado antigão, com uma roupa tosca e uma barriguinha saliente. Tem um certo senso de justiça, e como um bom nerd que gosta de tecnologia, um veículo voador estranho que chama de “Archie” e outros apetrechos high-tech. É meio looser e sem personalidade, tanto que é o segundo Coruja, copiando até a identidade secreta de um ex-heroi que ficou velho e abriu uma oficina mecânica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGqZVBG_VI/AAAAAAAAALU/iCr328ekiaY/s1600-h/watchmen-banner-silk-spectre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGqZVBG_VI/AAAAAAAAALU/iCr328ekiaY/s400/watchmen-banner-silk-spectre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314716387389144402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;Silk Spectre:&lt;/u&gt; a gostosona do grupo, filha de outra heroína aposentada que não curtia muito a vida de combate ao crime. Cheia de complexos e protagonista da parte “novela mexicana” da história, mora sob proteção do governo americano por ser mulher do Dr. Manhattan. Suas habilidades são lutar bem e conseguir fazer coisas absurdas com aquele cabelão enorme sem estragar a chapinha.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGqZOFl-OI/AAAAAAAAALM/l9T-cuaE_so/s1600-h/watchmen-banner-ozymandias.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGqZOFl-OI/AAAAAAAAALM/l9T-cuaE_so/s400/watchmen-banner-ozymandias.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314716385528903906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;Ozymandias:&lt;/u&gt; depois de se aposentar como super heroi revelou sua identidade e ficou mais rico vendendo bonequinhos dele mesmo, afinal é considerado o homem mais inteligente do mundo. É mais gay que o Robin e obcecado com histórias da antiguidade. Entre suas habilidades heroicas, tem uma velocidade acima do normal.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Então, pelo que eu disse até agora dá pra imaginar por que o filme saiu por aqui com classificação 18 anos (que eu achei um pouquinho exagerada, pra variar). Além das cenas sangrentas ou violentas, a história em si é pesada. Mas o filme como um todo não, porque o clima varia consideravelmente, com algumas cenas cômicas que beiram o ridículo permeando outras capazes de levar a algum mal-estar, e o filme vai ficando menos deprê quanto mais perto vai chegando do final. Enfim, o filme é muito bom e se você não for um velho chato (ou tiver espírito de velho chato) provavelmente vai gostar. Também não dá pra ir esperando um filme no molde dos X-Men ou do Batman, porque não é nada disso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Resumindo: vá ao cinema que você não vai gastar seu dinheiro à toa. E, se você não foi convencido por essa que vos fala, leia os quadrinhos totalmente de grátis (que podem ser baixados em 3 partes: &lt;a href="http://www.4shared.com/file/5945507/42e40f2/Watchmen_1_a_4_BR.html?s=1"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.4shared.com/file/56631706/bfa3f433/Watchmen_5_a_8_BR.html?s=1"&gt;2&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.4shared.com/file/5945505/ea2021de/Watchmen_9_a_12_BR.html?s=1"&gt;3&lt;/a&gt; – apesar de a qualidade não estar maravilhosa) pra ver se eu não tenho razão. Concordo que não é o gibi mais fácil de ler do mundo, então permita-se ler os primeiros 2 ou &lt;st1:metricconverter productid="3, a" st="on"&gt;3,  a&lt;/st1:metricconverter&gt; partir de onde a história começa a engrenar, e aí vá ao cinema ver o filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-6739456029808793441?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/6739456029808793441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=6739456029808793441' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6739456029808793441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6739456029808793441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/03/who-watches-watchmen.html' title='Who Watches the Watchmen?'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/ScGpwA3LVJI/AAAAAAAAAKs/_0aP9AzO5NA/s72-c/Who_Watches_the_Watchmen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-5709289583270382913</id><published>2009-01-25T13:12:00.006-02:00</published><updated>2009-01-25T14:14:46.763-02:00</updated><title type='text'>Woody Allen</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyNbAnsbDI/AAAAAAAAAJ8/og_VyTtdO90/s1600-h/Woody_Allen_%282006%29.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 238px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyNbAnsbDI/AAAAAAAAAJ8/og_VyTtdO90/s320/Woody_Allen_%282006%29.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295262757043334194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há um tempinho eu fui ao cinema ver Vicky Cristina Barcelona. É um filme ótimo, com atores ótimos, recomendo que assistam. Conta a história de como uma viagem a Barcelona (e o encontro com um homem por lá) mudou a vida de Vicky e de Cristina, e suas visões a respeito do amor e dos relacionamentos - ou não. O filme é leve e divertido, e claro que grande parte disso se deve ao papel de Penélope Cruz, que recebeu elogios muito merecidos de todas as críticas que vi a respeito do filme. Enfim, assistam que vale a pena.&lt;br /&gt;Mas, como eu disse, vi o filme deve fazer um mês, mais ou menos na época da estréia, mas não escrevi nada aqui. E não foi pelo meu gosto estranho de fazer resenhas de filmes velhos, ou que todo mundo já viu, como eu fiz com Sweeney Todd; é que esse filme me ajudou a desfazer um velho preconceito que eu tinha contra o Woody Allen, e eu pretendia fazer uma mega resenha falando de vários filmes dele.&lt;br /&gt;Claro que, como todas as minhas idéias megalomaníacas de posts absurdos, não deu muito certo. Mas voltemos ao que deu certo. O primeiro filme do Woody Allen que eu vi foi O Escorpião de Jade, um filme bobinho, mas engraçadinho. Mas a maioria das pessoas que eu conhecia diziam que ele era um chato, todos os seus filmes eram chatos ou o odiavam por seus escândalos amorosos (convenhamos que largar a esposa para se casar com a filha - mesmo adotiva - dela não é algo muito aceitável socialmente, pra dizer o mínimo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyO0p3KixI/AAAAAAAAAKE/3I7MLBsuBYw/s1600-h/match_point.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 282px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyO0p3KixI/AAAAAAAAAKE/3I7MLBsuBYw/s400/match_point.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295264297122433810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Match Point&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Mas aí veio o Match Point, um filme brilhante, na minha opinião. Inteligente, forte, criativo, (des)humano, cheio de reviravoltas.&lt;br /&gt;Depois desse, nem Melinda e Melinda nem Scoop chamaram minha atenção, e acabei nem assistindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyO07SbwiI/AAAAAAAAAKM/_E3P5AJqHI8/s1600-h/vicky-cristina-barcelona.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyO07SbwiI/AAAAAAAAAKM/_E3P5AJqHI8/s400/vicky-cristina-barcelona.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295264301800210978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vicky Cristina Barcelona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E Vicky Cristina Barcelona não me levou ao cinema por muito mais do que uma crítica favorável e uma simples vontade de ir ao cinema (era ou esse, ou 'Queime Depois de Ler', que estava passando em tudo que era cinema).&lt;br /&gt;O filme me surpreendeu, e eu resolvi que gostava, sim, do Woody Allen, e que ia alugar uma porção de filmes dele pra escrever um post sobre seu trabalho. Fui querendo pegar "Dirigindo no Escuro", mas estava locado e acabei levando "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa". Não que o título tivesse me chamado a atenção, a não ser por ser um desses claros exemplos de como os tradutores brasileiros vão muito além de seu trabalho de traduzir ou, no máximo, adaptar, e põem pra trabalhar toda sua veia artística e criativa - afinal, quem iria alugar um filme chamado "Annie Hall" se podemos transgredir totalmente a intenção do autor e dar o título mais idiota que nos vem à mente?&lt;br /&gt;Acontece que quando eu terminei de ver o filme, percebi que seria uma bobagem alugar uma porrada de filmes do Woody Allen e assistir de uma vez, como se fosse Star Wars. Enquanto a maioria dos filmes se limita a seus 90 a 120 minutos e algum comentário posterior, esse era um filme pra ser lembrado, percebido, apreciado, desses que continuam na sua cabeça por horas ou até dias depois que você terminou de ver. Match Point, por exemplo, teve esse efeito em mim; e Annie Hall também.&lt;br /&gt;Neste filme de 1977 conhecemos o atribulado relacionamento de Alvy Singer (Allen), um comediante pessimista que faz análise há 15 anos, e Annie Hall (Diane Keaton), uma cantora jovem e quase tão complicada quanto ele. No começo do filme, após um brilhante monólogo com o espectador, Singer nos conta que eles terminaram, e o restante do filme passa por seus desencontros e paixões, passeios e cursos, discussões e lagostas. Um roteiro digno de uma comédia romântica dessas com o Ben Affleck ou a Meg Ryan, não fossem os diálogos fantásticos e certas cenas deliciosas, como a do jovem Alvy na escola, a da fila do cinema ou a famosa cena em que ele pede a Annie para não fumar maconha antes de transar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyO08zNLNI/AAAAAAAAAKU/hBC4kXAdpZQ/s1600-h/Annie+Hall.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyO08zNLNI/AAAAAAAAAKU/hBC4kXAdpZQ/s400/Annie+Hall.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295264302206102738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Annie Hall&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O resultado é um filme bem acima da média, que rendeu uma porção de oscars - inclusive o de melhor filme - e que proporciona ao espectador algumas boas risadas, outras reflexões pessimistas e uma visão leve e bem-humorada, mas que ainda assim não deixa de ser amarga da vida e dos relacionamentos.&lt;br /&gt;O desfecho salva o filme da idéia de comédia romântica de que o "viveram felizes para sempre" está ligado ao fato de o mocinho e a mocinha ficarem juntos no final - o que é condizente com um personagem que se apresenta com esse texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-t4m_yzdMzU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-t4m_yzdMzU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-5709289583270382913?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/5709289583270382913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=5709289583270382913' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5709289583270382913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5709289583270382913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/01/woody-allen.html' title='Woody Allen'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SXyNbAnsbDI/AAAAAAAAAJ8/og_VyTtdO90/s72-c/Woody_Allen_%282006%29.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-2249251609640406915</id><published>2009-01-03T15:52:00.005-02:00</published><updated>2009-01-03T16:53:40.135-02:00</updated><title type='text'>Crepúsculo - o filme</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SV-squ1_DLI/AAAAAAAAAJs/KZlGf_O_fHU/s1600-h/twilight_movie_image_group_shot.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 289px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SV-squ1_DLI/AAAAAAAAAJs/KZlGf_O_fHU/s400/twilight_movie_image_group_shot.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287134337685195954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já dava pra ver que tipo de filme era&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1099212/"&gt;Crepúsculo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; pelo tipo de pessoas que estavam na sala para assisti-lo. Não fui na época em que lançou, então não pude comprovar que deviam ser essencialmente as mesmas pessoas que foram ver High School Musical 3 por uma questão de amostragem - a sala estava meio vazia, às vésperas do ano novo, em uma das raras sessões legendadas. Mas ainda assim dava pra sentir que a média de idade devia ser uns 15 anos, e que os cromossomos Y eram raros.&lt;br /&gt;Fiquei com vontade de ver o filme no dia seguinte que li o livro, mais por curiosidade do que por qualquer outra razão. E também porque eu queria escrever um post só, falando dos dois. Mas não rolou, e nem rolou escrever esse segundo post no feriado.&lt;br /&gt;Na verdade não há muito o que falar sobre o filme, pois como eu disse post passado, a história do livro é bem bobinha, e o que valorizei nele é a narrativa e como ela é capaz de te puxar para o mundo do livro totalmente. Claro que, despido dessa capacidade como é um filme, impessoal, distante e, invariavelmente, em terceira pessoa, acaba sobrando só a história bobinha.&lt;br /&gt;Mas concordo com uma das resenhas do IMDB, que dizia que conseguiram fazer algo razoável, provavelmente o melhor possível, considerando o material que tinham em mãos. Realmente, foram capazes de, gastando pouco - já que todos os atores são estreantes ou muito estreantes - , faturar alto, pois a bilheteria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twilight&lt;/span&gt; nos EUA superou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Indiana Jones 4&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;007 - Quantum of Solace&lt;/span&gt;. Claro que grande parte disso se deve ao sucesso absoluto do livro por lá, o que há alguns anos significa segurança de igual sucesso nas bilheterias (tanto que já estão filmando a sequência, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lua Nova&lt;/span&gt;), e outra parte se deve ao entusiástico público adolescente do livro, porque afinal não imagino um monte de adultos lotando umas 10 salas em uma pré-estreia dessas à meia-noite de um filme como O Caçador de Pipas. É um público previsível, e, consequentemente, certeiro. (perceberam o consequentemente sem trema e o estreia sem acento?? é, estou tentando me adaptar às novas regras, fazer o que! ^__^)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WZOuOqSi0TI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WZOuOqSi0TI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao filme, o enredo é exatamente aquele que eu dei do livro. É um filme de sessão da tarde, bem feitinho, com efeitos bacanas. Não é um filme bom, mas também não é jogar dinheiro fora. Uma vantagem bacana é que o livro tem um pouco mais de ação que o livro, porque confesso que apesar do que eu disse falando bem do livro, acho um pecado um livro sobre vampiros que nos prive da pancadaria. Quando cheguei nas últimas 100 páginas, achei que estava começando ali, embora tardiamente, a ação. Mas o clima só ganhou uma dose de tensão e suspense, e quando chegou a hora da luta do final, a mocinha não viu, e como é um livro em primeira pessoa - e aí está uma grande desvantagem- , nós também não.&lt;br /&gt;No filme falta também uma dose de violência um pouco mais intensa, mas quando seu público-alvo não permite que a classificação etária suba acima dos 12 anos, não imagino muito o que fazer. O mesmo acontece com a sensualidade, que é relativamente bem fraquinha no livro, pra que pais horrorizados não proíbam suas filhinhas inocentes de acompanhar a série.&lt;br /&gt;Apesar de isso não ser muito condizente com a temática de vampiros em si, e com a relação muito clara entre beber sangue e fazer sexo (o desejo incontrolável, a troca de fluidos corporais, a dominação...), que também aparece de certa forma no livro. Afinal, o desejo de Edward quando vê Bella é, de fato, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comê-la&lt;/span&gt; - e fica claro que em ambos os sentidos, e justamente pela proximidade entre esses dois instintos que ele parece evitar um contato sensual exagerado. Isso é coerente com o mundo adolescente, e apesar do que o cinema muitas vezes nos mostra, as pessoas nem sempre saem por aí transando enlouquecidamente.&lt;br /&gt;Mas uma outra vantagem boa do filme, vocês devem ter reparado já na primeira foto - é um filme que faz muito bem aos olhos pelo elenco eminentemente bonito. Admito que Robert Pattinson (o Cedrico Diggory, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harry Potter e o Cálice de Fogo&lt;/span&gt;), apesar de não ser tão lindo e perfeito quanto o Edward da minha cabeça, chegou bem perto... assim como seus irmãos, principalmente Jasper e Alice, e o pai, dr. Cullen, que também são muito lindos.&lt;br /&gt;Por outro lado, a mocinha (Kirsten Stewart, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Quarto do Pânico&lt;/span&gt;) parece realmente sem graça perto deles, e é bem esquisito vê-la, como eu já disse, em terceira pessoa. Dá quase ciúmes ver alguém usurpando o seu lugar na tela, do lado do mocinho...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SV-sqinexaI/AAAAAAAAAJ0/J9yZONNF9Sw/s1600-h/twilightfamilycullen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SV-sqinexaI/AAAAAAAAAJ0/J9yZONNF9Sw/s400/twilightfamilycullen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287134334403134882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Como os atores não são famosos, os personagens são:&lt;br /&gt;Emmet, Rosalie, Esme, Edward, Carlisle, Alice e Jasper&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E sempre há a grande desvantagem em relação ao livro - o filme é muito curto. Por mais que seja fiel, e pegue as partes mais importantes e etc, você passa muito pouco tempo e muito poucas situações ao lado dos personagens; por mais que se leia rápido (eu levei cerca de 8h pra ler &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt;) o tempo de filme é comparativamente muito menor, e quando trata-se de um livro sobre apaixonar-se, isso acaba fazendo com que o sentimento pareça mais falso ou forçado, e o limite de tempo não permite as dúvidas, negativas ou hesitações tão numerosas no livro. Talvez quem não tenha lido não repare nisso, mas provavelmente não achará nenhum atrativo em Edward que seja muito maior que a sua beleza - o que não deve ser o caso em um livro sem figuras.&lt;br /&gt;Enfim, a conclusão é essa; se você está esperando um filme de vampiros, desfaça-se dos pressupostos que um filme desse carrega, e pode levar a irmãzinha, o sobrinho, a vó ou quem quer que seja pra ver sem medo, porque os níveis de sexo e violência ficam abaixo de qulquer desenho animado da Disney. Se você não gosta de gastar dinheiro no cinema pra ver filme tipo sessão da tarde, espere sair o dvd e baixe o torrent. Se você é uma menina romântica, vá ver - na verdade, se você for uma menina que gosta de ver meninos bonitos, vá ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-2249251609640406915?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/2249251609640406915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=2249251609640406915' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/2249251609640406915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/2249251609640406915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2009/01/crepsculo-o-filme.html' title='Crepúsculo - o filme'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SV-squ1_DLI/AAAAAAAAAJs/KZlGf_O_fHU/s72-c/twilight_movie_image_group_shot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-3103443281054874021</id><published>2008-12-30T20:49:00.005-02:00</published><updated>2008-12-30T23:58:14.057-02:00</updated><title type='text'>Um livro para meninas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SVrRgKfjy_I/AAAAAAAAAJk/GLgV_xlWXyI/s1600-h/crep%C3%BAsculo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 319px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SVrRgKfjy_I/AAAAAAAAAJk/GLgV_xlWXyI/s400/crep%C3%BAsculo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285767463175441394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Apesar do meu punhado de livros pra ler, todos lá esperando do lado da minha cama, ganhei de presente da minha vó o best-seller &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Twilight_%28livro%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, da Stephenie Meyer, que tá fazendo um baita sucesso por aí. Quando fiquei sabendo que eram 4 livros, resolvi começar logo a ler pra ver se terminava antes do prazo de troca e ir na livraria pegar o segundo (rs), mas como foi presente, não sou (muito) trambiqueira, e já prometi emprestar o livro pra meio mundo, me conveci de que não ia trocar o livro, e sim ler rápido o bastante para poder ganhar o próximo de aniversário.&lt;br /&gt;Confesso que nunca tinha ouvido falar da série, a não ser quando minha vó comentou que estava saindo um filme de vampiros baseado em um bestseller, e que devia ser bonitinho. Por um momento me perguntei como diabos um filme de vampiros seria bonitinho, mas desencanei; depois vi o teaser do filme na tv, e foi só. Quando ganhei o livro de presente, li a contracapa e as orelhas (juro que um dia vou parar de fazer isso, porque geralmente acaba estragando pelo menos alguma surpresa do livro). Nada muito chamativo, comecei a ler lembrando dos outros bestsellers de vampiro de que eu tanto gosto.&lt;br /&gt;Aí foi dando pra perceber por que a minha vó classificaria como "bonitinho" um filme sobre vampiros. Nada cheio de ação, lutas e mortes, como os livros do André Vianco; nada sombrio e sensual, como a Anne Rice. Não, o livro parecia mais com algo do tipo "Se a &lt;a href="http://fan.teaintokyo.org/mia/bild.jpg"&gt;Mia Thermopolis&lt;/a&gt; se apaixonasse por um vampiro..." (Mia Thermopolis é a protagonista da série da Meg Cabot, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Diário da Princesa&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;O livro é sobre uma paixão adolescente mesmo, com um enredo até certo ponto digno de filme da Disney. A protagonista é Isabella Swan (só Bella), que se muda do ensolarado Arizona pra uma odiada e chuvosa cidadezinha em Washington para morar com seu pai. Quando chega na escola, torna-se o centro das atenções por ser a garota nova da cidade grande, mas apesar dos diversos garotos caindo a seus pés, o centro das atenções dela é a família Cullen, composta por 5 jovens lindos, maravilhosos e isolados do resto da escola. Sempre que está no refeitório, não consegue desviar a atenção do estranhamente belo e pálido grupo, os dois casais (calma, eles são filhos adotivos de um pai casamenteiro) Emmet e Rosalie, Jasper e Alice, e, particularmente, Edward.&lt;br /&gt;O bonitão solteiro não fica indiferente à moça, e age muito estranhamente, lançando-lhe olhares de indignação, nojo e raiva, depois a ignorando completamente, e, finalmente, resolvendo ser gentil e conversar com ela.&lt;br /&gt;Considerando que vocês também devem ler a contracapa e as orelhas do livro, ou ver o trailer do filme, não considero spoiler contar mais que isso; ambos ficam extremamente envolvidos, e Bella, após ver coisas estranhas (como a supervelocidade e a força sobrenatural de Edward) e ouvir as lendas indígenas do local (sabe como é, o de sempre), acaba chegando à conclusão de que seu amado é um vampiro.&lt;br /&gt;É isso, um romacezinho adolescente bem açucarado e previsível... que eu não consegui largar antes de chegar ao fim. Devo ter lido as 400 páginas em umas 8h, divididas em 2 dias, o que contraria absolutamente tudo o que eu disse anteriormente que parecia apontar que eu não gostei. Gostei sim. Como eu disse no título, é um livro pra meninas, e eu sou uma menina, apesar de não parecer. Mais do que isso, é um livro pra pessoas românticas, e talvez pelas garotas serem mais propensas a isso, avaliei o livro dessa forma. Mas não desfaço minha impressão de que um homem (ou mesmo uma mulher como a Anne Rice) não poderia tê-lo escrito.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SVrP4l_etdI/AAAAAAAAAJc/fXdRBA-uMpo/s1600-h/stephenie4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SVrP4l_etdI/AAAAAAAAAJc/fXdRBA-uMpo/s400/stephenie4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285765683850687954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Essa é a Stephenie Meyer, coloquei as duas fotos só &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque&lt;br /&gt;quando as encontrei, fiquei impressionada com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que um&lt;br /&gt;corte de cabelo e uma maquiagem pode fazer com uma pessoa...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como eu já disse em &lt;a href="http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/por-que-no-ler-s-por-ler.html"&gt;outro post&lt;/a&gt; também, reconheço o mérito de livros que conseguem vender aos montes, e fazer milhões de crianças e adolescentes largarem a televisão por uns instantes. Claro que logo depois eles se enfiam nas milhares de comunidades, blogs e fãs-clubes do mais recente casal de heróis do livro novo, mas isso também é inevitável. Sair um filme do livro rapidinho pra ver se botam de novo os adolescentes na frente da tela e uns milhões no bolso também é.&lt;br /&gt;E também já falei um pouco da receita desses best-sellers - linguagem simples (o fato de serem traduzidos de outra língua costuma ajudar), parágrafos, frases e idéias curtas. Uma uniformidade estilística que me faz ser incapaz de distinguir a individualidade dos autores se me derem só os textos pra ler (menos o Stephen King, porque ele é demais). Só que Stephenie Meyer, nesse livro, tem um mérito a mais: poucas vezes eu consegui me identificar tanto com um personagem.&lt;br /&gt;Com a vantagem de ser em primeira pessoa, o que dispensa auto-descrições, o leitor literalmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;é&lt;/span&gt; Bella Swan, pensa o que ela pensa, vê o que ela vê, tudo atravás dos olhos de uma garota comum, afinal quem não se acha esquisita, tem problemas de comunicação com os pais, odeia as pessoas da escola (e a educação física) e sonha com o príncipe encantado? Pelo menos pra mim, o apelo funcionou bem, e eu ri junto com ela, fiquei angustiada, esperava ansiosa pra ver se Edward iria à escola hoje, se apareceria de novo pra me salvar na hora certa... e antes da página 150, eu também estava perdidamente apaixonada por Edward Cullen, pensando em quando o veria de novo após largar o livro pros "afazeres humanos", que de repente pareciam supérfluos, como comer.&lt;br /&gt;Afinal, não é difícil se apaixoinar por um cara cujo único e terrível defeito é justamente algo tão fascinante como ser um vampiro fofo que nem se alimenta de sangue humano. É demais para a cabeça de qualquer uma. E fora o comum de Bella que a faz se identificar fácil com o leitor, não dá pra esquecer do sentimento que permeia os parágrafos, tudo descrito em primeira pessoa, tudo tão real. Todo mundo que já esteve apaixonado é capaz de se reconhecer nas páginas do livro - afinal, todo apaixonado é um melodramático romântico pronto a dar a vida por seu amor exageradamente maravilhoso (oh, meu deus, o que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ele&lt;/span&gt; pode ter visto em alguém como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu&lt;/span&gt;?). E é por isso que eu perdôo o teor totalmente açucarado, exagerado e adolescente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt;, e estou relativamente ansiosa para ler a continuação,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Lua Nova&lt;/span&gt; (não é nada como um Harry Potter, mas enfim).&lt;br /&gt;Objetivamente, reitero o que eu disse - não recomendo esse livro pra ninguém que ou não esteja na adolescência ou que ache sentir-se um adolescente de novo é algo idiota e quer fazer algo mais útil da vida, algo interessante como fazer o imposto de renda. Porque é difícil pensar em alguma coisa divertida na vida de um adulto que não seja fazer algo de criança ou de adolescente de novo, não é? Recomendo o livro pros românticos e apaixonados, ou que querem se apaixonar de novo, e talvez até pros meninos. Afinal, não vamos subestimá-los, não é, se eu sou capaz de entender e gostar de um livro eminentemente para homens de 40 e poucos, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Lobo da Estepe&lt;/span&gt;, porque um cara não poderia gostar de um livro pra meninas de 17? É uma questão de ser eclético e de ser capaz de se identificar simplesmente com sentimentos humanos.&lt;br /&gt;Pra esse post não ficar muito grande, vou falar do filme só amanhã! =)&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-3103443281054874021?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/3103443281054874021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=3103443281054874021' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3103443281054874021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3103443281054874021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/12/um-livro-para-meninas.html' title='Um livro para meninas'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SVrRgKfjy_I/AAAAAAAAAJk/GLgV_xlWXyI/s72-c/crep%C3%BAsculo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-1972478813122470047</id><published>2008-12-19T14:16:00.004-02:00</published><updated>2008-12-19T14:45:05.264-02:00</updated><title type='text'>Sidney Harris</title><content type='html'>Um belo dia fui estudar pra uma prova de japonês na Biblioteca Central da Unicamp, e, pra variar, resolvi perder um pouquinho de tempo na livraria que tem lá dentro. Tinha uma mesa do lado de fora cheia de livros da editora da Unicamp, da Unesp, etc na promoção, e livro em promoão é um perigo pra mim. O que algumas pessoas têm com sapatos, roupas, jogos eu tenho com livros, e admito que meu consumismo literário é superior à minha capacidade de leitura. E como eu tinha ido há pouco tempo na Bienal e atualizado minha já grande fila de livros pra ler, senti a consciência pesar e resolvi não comprar nenhum livro de 400 páginas sem figuras (porque eu estava bem inclinada a comprar um do Eric Hobsbawm). Foi aí que eu vi o livro "&lt;a href="http://www.livifusp.com.br/produto_detalhe.asp?id_produto=30712"&gt;A Ciência Ri&lt;/a&gt;", uma coletânea do cartunista Sidney Harris.&lt;br /&gt;É, eu nunca tinha ouvido falar nele também, mas um livro de tirinhas, charges, cartuns sempre é uma boa opção pra quem está sem tempo de ler. Depois de dar uma folheada, não foi difícil admirar seu humor tipicamente nerd sobre Biologia, Medicina, Psicanálise, Matemática, Física ou Tecnologia. E foi mais fácil ainda comprar o livro e não resistir a ler inteirinho até de tarde. Mas eu até que consegui estudar pra prova de japonês.&lt;br /&gt;Sidney Harris é um cartunista americano nascido no Brooklin e formado em arte. Começou sua carreira em 1955 e publicou em vários dos mais importantes periódicos de ciência dos EUA, como American Scientist, Science, Discover, Physics Today, The New Yorker, The Wall Street Journal, entre outros.&lt;br /&gt;Apesar de não ter nenhuma formação científica, ele dá conta de tirar o humor de diversas especificidades das mais diversas áreas, então não fique triste se você não entender alguma piada (pelo menos eu não entendi várias). As charges dos meus posts sobre ciência são dele, e eu tirei &lt;a href="http://www.sciencecartoonsplus.com/pages/gallery.php"&gt;desse site&lt;/a&gt;, que tem algumas horas de diversão.&lt;br /&gt;E, pra ilustrar esse post, vou aproveitar que semana que vem já é Natal e colocar algumas das charges dele sobre esse tema, que são malvadas mas pegam bem o espírito natalino de hoje em dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUvNiG5OUuI/AAAAAAAAAJE/aS0bg6zMtGw/s1600-h/chr10.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 344px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUvNiG5OUuI/AAAAAAAAAJE/aS0bg6zMtGw/s400/chr10.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281540973871911650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doe aos ateus e agnósticos necessitados que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não têm nenhum feriado nessa época do ano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUvOPYqAMyI/AAAAAAAAAJM/Tl13_UH30Hw/s1600-h/religion11.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 369px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUvOPYqAMyI/AAAAAAAAAJM/Tl13_UH30Hw/s400/religion11.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281541751734022946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Diga - o que todo esse negócio religioso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; está fazendo nesses cartões de Natal?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-1972478813122470047?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/1972478813122470047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=1972478813122470047' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1972478813122470047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1972478813122470047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/12/sidney-harris.html' title='Sidney Harris'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUvNiG5OUuI/AAAAAAAAAJE/aS0bg6zMtGw/s72-c/chr10.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-3033986164390521833</id><published>2008-12-17T20:13:00.003-02:00</published><updated>2008-12-17T21:27:08.431-02:00</updated><title type='text'>Educação</title><content type='html'>Eu sei que a notícia é meio velha, mas como faz parte do meu dia-a-dia, resolvi colocar aqui. As fontes são o &lt;a href="http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=831259&amp;amp;tit=Formandos-de-medicina-da-UEL-promovem-tumulto-no-Hospital-Universitario"&gt;Jornal de Londrina&lt;/a&gt; e o portal &lt;a href="http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/341343/"&gt;Paraná Online&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A colação de grau de 14 alunos do curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi suspensa, após aprovação de uma moção de repúdio do Conselho Universitário (Coun).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No último dia 20, depois de uma comemoração de final de curso, os estudantes resolveram prolongar a festa no Hospital Universitário (HU). Segundo a coordenadora, funcionários do PS disseram que os alunos entraram no local portando bebidas alcoólicas, alguns em estágio de embriaguez, fazendo “apitaço” e soltando fogos de artifício no pátio do hospital. “Os pacientes e funcionários ficaram assustados, alguns acharam que o prédio estava sendo invadido, além de o atendimento ficar prejudicado”, comenta.  A conduta contraria o regimento interno da instituição.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em ofícios encaminhados à direção da UEL, o diretor superintendente do HU, &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Francisco Eugenio de Souza&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e o diretor-clínico, &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;Marcos César de Camargo&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, pedem providências para a conduta incomum e reprovável dos estudantes. “Entre as medidas cabíveis neste caso estão a reprovação dos acadêmicos no estágio, uma vez que as notas não foram lançadas, com isso não houve a conclusão do oficial do curso. Desta forma, os estudantes serão obrigados a refazer todo o estágio. Eles também poderão receber uma reprimenda oral e em última instância serem expulsos do curso”, explica a coordenadora do curso de medicina.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem a colação de grau, os 14 alunos ficam impedidos de se inscrever para a residência médica, tendo que esperar, no mínimo, mais um ano para isso. A única forma dos estudantes envolvidos na confusão colarem grau é com a obtenção de um mandado de segurança.&lt;/span&gt; &lt;strong style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;André Ramos Sorgi Macedo&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, que se identificou como um dos estudantes que participaram da festa, &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;negou as acusações feitas pela direção do HU&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Segundo Macedo, cerca de &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;50 formandos participaram da comemoração &lt;/strong&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e todos os funcionários e pacientes foram avisados com antecedência da realização da troca de plantão. “Este é um ritual tradicional quando os formandos passam o plantão para os alunos do quinto ano do curso. Algumas pessoas cantaram mais alto, porém, nós avisamos a todos e os pacientes ficaram isolados, alguns até participaram e riram da brincadeira. Não ficamos mais de 15 minutos no corredor do PS. Com isso, o atendimento não foi prejudicado como a direção afirma”, explica.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De acordo com o acadêmico, nenhum dos formandos estava bêbado, no entanto, ele confirmou que foram levadas três garrafas de champanhe para dentro do PS. “Talvez o único excesso foi levar as garrafas para dentro do hospital e uma que estourou e sujou o chão. No entanto, ninguém estava embriagado”, afirma.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Macedo também nega que os formandos tentaram quebrar equipamentos e acusou o diretor clínico do hospital, doutor Marcos César de Camargo, de chamá-los de marginais. “Nós nem encostamos as mãos nos equipamentos, pois ficamos apenas no corredor. O diretor clínico do hospital, que estava de plantão no dia, foi quem chegou nos chamando de marginais e que teríamos 10 minutos para deixar o PS. Porém, na nossa turma não há nenhum marginal”, ressalta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUmKC9DlEcI/AAAAAAAAAI8/K5-eXDtNQsk/s1600-h/cgo0108l.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 327px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUmKC9DlEcI/AAAAAAAAAI8/K5-eXDtNQsk/s400/cgo0108l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280903821422563778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu quase me formei."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;É, tem muita gente discutindo a educação médica por aí, mas o que me parece que está faltando bastante é a educação em casa mesmo. É inaceitável que um bando de idiotas que não é capaz de respeitar um ambiente hospitalar estejam lá, fazendo o juramento de hipócrates e de CRM nas mãos, cuidando dos outros.&lt;br /&gt;Agora chamar de "tradição" um monte de gente comemorando de forma barulhenta num lugar em que as pessoas estão sofrendo, com dor, doentes, pra mim é muita cara de pau. Pra mim são sim, um bando de marginais.&lt;br /&gt;E não acho que seja só lá no Paraná não, dá pra ver algum tipo de falta de respeito com os pacientes todo dia na minha faculdade também. Não me surpreenderia se a notícia fosse de lá, nem se o idiota tentando justificar o injustificável como tradição, brincadeira inofensiva e todo o blábláblá de sempre fosse da minha sala. Afinal, eu já ouvi cada uma...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-3033986164390521833?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/3033986164390521833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=3033986164390521833' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3033986164390521833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3033986164390521833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/12/educao.html' title='Educação'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUmKC9DlEcI/AAAAAAAAAI8/K5-eXDtNQsk/s72-c/cgo0108l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-4134268536362315127</id><published>2008-12-10T20:15:00.007-02:00</published><updated>2008-12-10T20:43:28.062-02:00</updated><title type='text'>Ciência 4: do para onde vamos ao de onde viemos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBDk6VCq6I/AAAAAAAAAIU/dpZ3HNHLBI4/s1600-h/religion12.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBDk6VCq6I/AAAAAAAAAIU/dpZ3HNHLBI4/s400/religion12.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278293064690084770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CGabriela%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt; 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Isso porque eu acabei indo atrás de Descartes e outros filósofos por causa do post passado, e estava me sentindo meio burra nesse livro de Filosofia da Religião, já que o autor é meio academicista e gosta bastante de fazer citações sobre as quais me dei conta de saber muito pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Demorei pra escrever esse post porque estava esperando os comentários – nenhuma idéia muito bem formada substitui uma boa discussão - e já que eu me propus a separar a última parte da série sobre ciência em duas, não faria sentido escrever o texto inteiro que estava na minha cabeça naquele momento e cortá-lo &lt;st1:personname productid="em dois. Por" st="on"&gt;em dois. Por&lt;/st1:personname&gt; isso o que está saindo aqui está bem diferente do que eu imaginei ou do que eu teria escrito semana passada, mesmo porque andei lendo muito essa semana, e o que as pessoas comentam sempre ajudam a manter as idéias mais vivas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vamos começar pelos dogmas. Um dogma é uma verdade inquestionável, e uma doutrina é dogmática quando defende a possibilidade de atingirmos a verdade. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dogmatismo ingênuo&lt;/span&gt; é aquele do senso comum, que acaba simplesmente ignorando a existência da chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Teoria do Conhecimento”&lt;/span&gt;, e não vêem, portanto, nenhum problema na relação do sujeito conhecedor e do objeto conhecido – ou seja, não é difícil ver o mundo como ele é. Já o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dogmatismo crítico&lt;/span&gt; diz que unindo os esforços de nossos sentidos e de nossa inteligência, temos capacidade de apreender a verdade. Prestem atenção aí que estamos falando dos sentidos – empirismo – junto com a inteligência – razão –, ficando claro que o dogmatismo crítico defende que aliando o método, a razão e a ciência, o ser humano se torna capaz de conhecer a realidade do mundo. Daí, dizer que pelo fato de buscar a experiência empírica, a ciência “não aceita dogmas” é um pouco equivocado, como vários filósofos acabaram provando no decorrer dos séculos. Por isso volto a defender que o dogma daqueles que acreditam cegamente na ciência é tão forte quanto aquele dos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBC0WWvhTI/AAAAAAAAAIM/1UQYh51Q8aA/s1600-h/mc_escher02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBC0WWvhTI/AAAAAAAAAIM/1UQYh51Q8aA/s400/mc_escher02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278292230399821106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já que eu falei dela, a Teoria do Conhecimento está entre os grandes temas da Filosofia desde a Grécia. Como o homem pode compreender a si e ao mundo se há limitações na própria capacidade humana de entender? É um tema muito amplo, e defende-se principalmente o empirismo e o racionalismo como origens do conhecimento e, as principais correntes que explicam a possibilidade do conhecimento são, bem grosseiramente:&lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ceticismo absoluto&lt;/span&gt;: os representantes principais foram Górgias e Pirro, que diziam que todo conhecimento é subjetivo, sujeito aos erros do sentido e à limitação de nossa inteligência (para Pirro, isso era óbvio pela existência de opiniões tão diferentes e contraditórias pelos homens), sendo que assim nada é verdadeiro;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Subjetivismo&lt;/span&gt;: diz que o conhecimento é uma relação única entre o sujeito e a realidade, sendo “o homem a medida de todas as coisas” (Protágoras, séc. V a.C.);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Relativismo&lt;/span&gt;: as verdades não são absolutas e estão restritas a uma validade limitada a certo tempo e a determinadas situações;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Probabilismo&lt;/span&gt;: defendido por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Hume"&gt;Hume&lt;/a&gt;, diz que tudo o que sabemos limita-se a uma probabilidade, e nunca a uma verdade plena, pois estamos sempre nos limitando às experiências anteriores para fazer previsões mais ou menos confiáveis, mas nunca absolutas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pragmatismo&lt;/span&gt;: só é verdadeiro aquilo que é útil, que dá certo, que serve aos interesses das pessoas em sua vida prática. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fora essas, há o Dogmatismo, que eu já expliquei, e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Criticismo&lt;/span&gt;, que é basicamente a filosofia de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kant"&gt;Kant&lt;/a&gt;, que vou explicar com mais cuidado daqui a pouco.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;É interessante que em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mundo de Sofia&lt;/span&gt;, uma frase que o filósofo Alberto gosta de dizer a Sofia é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“é fácil ser mais inteligente depois”&lt;/span&gt;. Aí voltamos aos paradigmas de que falei no post passado – ou seja, assim como há inúmeras correntes filosóficas, há inúmeras formas de enxergar o mundo, a razão, o conhecimento, a ciência. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixa eu puxar outro exemplo da minha faculdade. Quando uma pessoa tem uma fratura que secciona a medula, ela perde a movimentação e sensibilidade daquele nível pra baixo. Vimos um ambulatório em que esses pacientes paraplégicos recebem choques nessas áreas paralisadas que comandam os músculos a se contraírem, e assim, apertando botões em um tipo de andador que ativam diferentes grupos musculares por vez, conseguem andar. Até aí ok, porque apesar de os neurônios que chegariam nos músculos estarem rompidos, não chegando à medula ou ao cérebro, o estímulo elétrico exógeno faz as vezes de dar o estímulo necessário. Só que esses pacientes, com esse tipo de tratamento precoce, estão readquirindo os movimentos musculares sem a ajuda dos eletrodos, com controle voluntário. Isso é totalmente impensável no que sabíamos até agora; se o nervo não chega no cérebro, como um estímulo cerebral pode mover o músculo? Ninguém sabe. É um bom exemplo de um empirismo que está limitado à observação e ainda não encontra um paralelo na razão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Poderia ser, na filosofia de Hume, chamado até de milagre. Para ele, se soltamos uma pedra, podemos afirmar que ela cai pela vasta experiência que temos em soltar pedras. Mas isso, segundo ele, não é uma verdade absoluta, e sim uma probablidade – se a pedra continuasse flutuando, ou caísse pra cima, teríamos presenciado um evento raro na natureza, mas que se de fato ocorreu, é um fenômeno natural, mas pelo fato de nós não estamos habituados a ele, chamamos de milagre.(Vejam bem, não estou dizendo que os pacientes voltarem a andar seja de fato um milagre.)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBDtikFvSI/AAAAAAAAAIc/j3HqSYSnd0w/s1600-h/physics09.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 372px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBDtikFvSI/AAAAAAAAAIc/j3HqSYSnd0w/s400/physics09.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278293212929572130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegamos finalmente em Kant, cuja obra mais famosa é a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crítica da Razão Pura&lt;/span&gt;. Para ele, a nossa razão possuía certas premissas, como por exemplo o tempo e o espaço (que pra ele, discordando nesse ponto de Hume, eram anteriores à própria experiência). Assim, a razão não deve ter uma importância tão exagerada porque não é um local de experiências e impressões objetivas, mas é também criativa. É como se a realidade fosse a água, e a nossa razão fosse um jarro. Jamais conseguiremos apreender a forma pura e absoluta da água, que sempre tomará a forma do jarro – a diferença entre as coisas “em si” e em como elas se nos mostram. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora vamos ao título do post. As grandes questões filosóficas que se impõem desde a Antigüidade e se mantêm até hoje, são, basicamente: se o homem possui uma alma imortal, se Deus existe, se a natureza é composta por unidades mínimas indivisíveis e se o universo é finito ou não. Basicamente, para onde vamos (depois da morte) e de onde viemos. Aqui é onde a Religião se aproxima de novo da Ciência, porque é a essas grandes questões filosóficas que ambas buscam responder. É por isso que criamos aceleradores de partículas, viajamos para o espaço, procuramos cada vez mais meios de prolongar a vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Kant achava, e eu concordo com ele, que o homem jamais seria capaz de chegar a um conhecimento seguro a respeito dessas questões – pelo menos através da razão. Isso porque uma das características que ele defendia como inatas da razão humana era a busca de relações causais. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mundo de Sofia&lt;/span&gt;, o exemplo que se usa é o de que ao jogar uma bola do lado de um gato, ele corre atrás dela; se jogá-la ao lado de uma pessoa, ela vira-se para saber de onde veio a bola. Mas se estamos dentro da bola, como seremos capazes de enxergar de onde ela veio? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para a razão, portanto, faz tanto sentido dizer que o mundo teve um começo no tempo, quanto dizer que não houve começo algum, pois ela é incapaz de abarcar qualquer das possibilidades; nenhuma faz sentido, racionalmente, mas uma das duas tem de ser verdade. Por isso, para Kant, a teoria cartesiana do post passado está furada, pois não há meios racionais para provar a existência de Deus – nem tampouco para refutá-la. É nessa zona obscura em que não consegue chegar nem a razão nem a experiência que encontra-se a fé. É por essas e outras que tanta gente diz que o ateísmo é uma espécie de religião; eu pelo menos, não consigo imaginar um meio de ser ateu que não seja usando de tanta fé quanto se precisa para ser religioso. Claro, considerando as pessoas que realmente pensam a respeito do assunto, pois acho que tanto um lado quanto o outro são compostos por uma maioria cega que encontrou um espaço mais cômodo em uma opinião formada, lapidada e consagrada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBF6Pl4VTI/AAAAAAAAAIk/RRYMe-OGekE/s1600-h/astron34.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 354px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBF6Pl4VTI/AAAAAAAAAIk/RRYMe-OGekE/s400/astron34.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278295630198363442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se o divino é uma criação do homem a sua imagem e semelhança, necessário à moral e à formação do indivíduo (como defendia Freud) ou desnecessário e prejudicial à sociedade e à própria humanidade (como defendia Feuerbach); ou se o homem ou tudo o que cremos existir sequer existe em matéria, e não passa de uma manifestação divina pura (como defendia Berkeley); ou se somos unos com Deus e com o resto do Universo (como afirmava Plotino e outros místicos como Swami Vivekananda ou Radhakrishnan), são coisas que eu não sei e provavelmente nunca vou saber. E, a meu ver, nem a ciência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só pra terminar, já que o &lt;a href="http://fluxoespiral.blogspot.com/"&gt;Gustavo&lt;/a&gt; falou da experiência mística. Nela, quase toda a filosofia da religião perde um pouco de seu valor, pois há o contato e há o empírico. Mas eu discordo um pouco do que ele disse, que acaba sendo um ponto de vista bem negativo da religião, como se só o místico fosse verdadeiro – típico de um empirista. Eu não diria que a religião é o místico morto e petrificado, e sim simplificado e talvez massificado. Não dá pra esquecer que, em geral, a religião é em si o principal caminho pra experiência mística. E, usando a analogia que você disse, o orgasmo é fantástico, mas tem todo o sexo antes. Ou a masturbação, ou o beijo, ou o relacionamento em si. E o sexo não precisa terminar em orgasmo pra ser muito bom! ; )&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei que esse texto ficou absurdamente comprido e fugiu bastante do tema da própria ciência em si pra se perder na filosofia. Isso porque ele era uma continuação de outro texto (que também se perdeu bastante, porque eu ia falar bastante do darwinismo por aqui, e o assunto nem apareceu; mas oportunidades não vão faltar) e porque eu estou lendo muito sobre filosofia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Mas pros preguiçosos, pretendo dar uma folga e os próximos posts serão sobre amenidades, ou notícias, ou cinema. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-4134268536362315127?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/4134268536362315127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=4134268536362315127' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4134268536362315127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4134268536362315127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/12/cincia-4-do-para-onde-vamos-ao-de-onde.html' title='Ciência 4: do para onde vamos ao de onde viemos'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SUBDk6VCq6I/AAAAAAAAAIU/dpZ3HNHLBI4/s72-c/religion12.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-1275151480745755471</id><published>2008-12-02T23:36:00.005-02:00</published><updated>2008-12-02T23:59:34.357-02:00</updated><title type='text'>Ciência 3: para onde vamos?</title><content type='html'>Nos últimos posts eu discuti a ciência comparando-a com a religião por achar esse paralelo bastante válido e ilustrativo, e pretendo extrapolá-lo em todos os sentidos nesse e no próximo post.&lt;br /&gt;É bastante freqüente ouvirmos a oposição entre esses dois campos, como se fossem pólos opostos e jamais associáveis. Considero essa uma mentalidade alguns séculos atrasada, como se ainda vivêssemos numa época em que houvesse só uma religião, como se todas as pessoas que a seguissem fossem iguais e como se ainda queimassem na fogueira quem ousasse pensar um pouco além. Isso, claro, é uma visão da religião do lado de quem a condena em detrimento da ciência, que é o ponto de vista com o qual estou mais familiarizada depois de ler tantos comentários em blogs da vida.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/STXmsCxJQ_I/AAAAAAAAAH0/i1r4yEMX_00/s1600-h/Ren%C3%A9_Descartes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 233px; height: 284px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/STXmsCxJQ_I/AAAAAAAAAH0/i1r4yEMX_00/s400/Ren%C3%A9_Descartes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275376182866035698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É interessante que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Descartes"&gt;Descartes&lt;/a&gt;, que estabeleceu as bases da ciência moderna com seu "Discurso sobre o Método", nunca dissociou ciência e religião para tanto. Na verdade, muito pelo contrário, foi sua compreensão divina que lhe permitiu libertar-se do pensamento aristotélico preponderante na época, de que as coisas existiriam por si só ou de que haveria um aspecto místico ou transcendental na própria natureza. Para Descartes, tudo era passível de dúvida, e só a dúvida levaria à busca de evidências, análise e síntese de informações para explicar os fenômenos naturais.&lt;br /&gt;Em sua lógica, afirmava que Deus deveria existir e ser o criador do homem. É dele a célebre afirmação “Penso, logo existo”. Mas ele prossegue: “Portanto, penso e sou. Mas que sou eu? Justamente um ser que pensa e que duvida e que nega.” Mas um ser que pensa e que duvida é um ser imperfeito e finito. Ora, como poderia ele sabê-lo, ou seja, perceber – e claramente – a sua própria finitude essencial e a sua imperfeição, se não tivesse, em si mesmo, uma idéia de alguma coisa infinita e perfeita, ou seja, como poderia ele compreender-se a si próprio sem ter ao mesmo tempo uma idéia de Deus? Assim, para a lógica cartesiana, o perfeito existe antes do imperfeito e o infinito antes do finito, mas no pensamento humano, é quando se atinge o limite que percebe-se o finito, apesar de imaginarmos muitas vezes o contrário. Descartes afirma ainda que “esta idéia do ser perfeito, tão esplêndida e tão rica, é de tal modo superior a nós que não pode provir de nós próprios que somos fracos, finitos, imperfeitos. Não pode provir de nenhum ser finito. Não pode provir senão de Deus”.&lt;br /&gt;A&lt;a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/81262/?"&gt; referência&lt;/a&gt; de onde tirei a maior parte do texto desse último parágrafo afirma que Einstein gostava muito de se meter em assuntos de religião sem ter nenhum conhecimento do que estava falando, e suas afirmações não tinham nada de novo, só alcançando alguma importância em discussões pelo peso de sua figura. E é exatamente por esse peso que coloco aqui um texto famoso, que está até na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;“O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo – uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai – , um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos”.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/STXnu0Lp5eI/AAAAAAAAAIE/KptOeeXREdw/s1600-h/ein16.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 341px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/STXnu0Lp5eI/AAAAAAAAAIE/KptOeeXREdw/s400/ein16.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275377330001929698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que eu quero dizer com esses textos é que a religião e a ciência não estão em lados tão opostos assim, senão todos os grandes cientistas seriam grandes ateus convictos.&lt;br /&gt;Na verdade, uma das grandes semelhanças entre essas duas áreas é que são confundidas em sua essência, que é certamente abstrata, com implicações ou estruturas bem concretas, principalmente por aquelas pessoas que são obtusas demais para entender qualquer coisa abstrata.&lt;br /&gt;Ou seja, muitos dos que odeiam a religião não sabem muito bem que na verdade o que odeiam é a Igreja e tudo o que é semelhante a ela em termos de exploração humana, objetivos materialistas ou intolerância. Negam a religião pelo seu histórico de guerras e burrice que se deve a suas instituições absolutamente humanas e certamente tão concretas quanto seus objetivos financeiros. Claro que é fácil esquecer que a religião tem natureza mística, espiritual e transcendente, e que nada místico, espiritual ou transcendente vai, no fim das contas, mandar as pessoas pra guerra ou cobrar o dízimo.&lt;br /&gt;Da mesma forma, a ciência acaba, aos olhos de muitos, sendo espelhada pelas instituições que afirmam basear-se nela. Se por um lado todas as grandes religiões do mundo têm em comum o fato de pregarem o bem, e a ciência tem o esse mesmo objetivo máximo, visando a melhoria da qualidade de vida do ser humano, por outro lado ambas têm as guerras e a intolerância caminhando junto com elas e manchando sua história.&lt;br /&gt;Afinal, a questão que motivou essa série de posts e que já estava no ar desde o primeiro é: para &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/STXm9DI-ZrI/AAAAAAAAAH8/5Cc8bP0erzU/s1600-h/Lombroso,_la_donna_delinquente,_Coppia_lesbica_-_1915.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 215px; height: 363px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/STXm9DI-ZrI/AAAAAAAAAH8/5Cc8bP0erzU/s400/Lombroso,_la_donna_delinquente,_Coppia_lesbica_-_1915.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275376475023763122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;onde vamos? Usei o Vioxx para exemplificar os podres da ciência. Uma outra história muito boa é a de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cesare_Lombroso"&gt;Cesare Lombroso&lt;/a&gt;, um cientista e médico italiano que estudou a loucura, e, baseado na antropologia voltou-se para um lado mais legal e descreveu o tal do “criminoso nato”. Segundo ele, as características antropométricas (medidas feitas no corpo, como a distância entre os olhos, a distância do olho à testa, o tamanho do nariz ou sua distância ao queixo, por exemplo) predisporiam as pessoas a serem criminosos, o que teve repercussão muito importante no direito penal do mundo todo. Hoje em dia, só alguns idiotas ainda acham que esse cientista, outrora grande e respeitado, estava certo, porque na verdade suas medidas do corpo correspondiam ao padrão de italianos que viviam nas regiões mais pobres, e que por razões sociais, e não genéticas, cometiam mais crimes na Itália. Mas não deixou de ser uma coroação do preconceito pela ciência.&lt;br /&gt;E se a religião tem a Igreja, as Cruzadas ou o tal do “fundamentalismo” islâmico motivando os terroristas por aí, a ciência tem a indústria farmacêutica, a bomba atômica e as experiências em campos de concentração nazista. Tudo em nome da fé; tudo em nome da ciência. O &lt;a href="http://chamapiloto.blogspot.com/"&gt;Júlio&lt;/a&gt; comentou no &lt;a href="http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/10/cincia.html"&gt;primeiro post&lt;/a&gt; que “é difícil a gente aceitar que não existe um plano superior, transcendental, seja ele cientifico, religioso ou mítico... O homem é, afinal, só um animal um pouquinho mais espertinho que os outros e é uma angustia sem tamanho conviver com isso”.&lt;br /&gt;E se a religião caminhou de forma desfavorável a ela mesma – tanto que hoje é “pop” ser ateu, graças a essas confusões, contradições e à visão fechada das pessoas, a ciência tem tudo para seguir o mesmo caminho. Da mesma forma que hoje os ateus baseiam-se numa lógica cartesiana para rejeitarem qualquer idéia de Deus, o próprio Descartes foi incapaz de fazê-lo, talvez muito pela própria época em que vivia. Enquanto isso, aqui estamos nós, certamente encerrados num outro paradigma, outro dogma, além do qual não conseguimos enxergar por vivermos numa época em que a ciência é tão inquestionável. Por isso não conseguimos vislumbrar a possibilidade de a própria ciência ser desacreditada amplamente ou que seja considerada um novo &lt;a href="http://dneves.blogspot.com/2008/07/religio-um-vrus-mental.html"&gt;vírus mental&lt;/a&gt; que impede as pessoas de enxergarem o próximo paradigma, que ainda não sabemos qual é.&lt;br /&gt;Um pouco dessa tendência já me parece bem clara, graças às divisões que parecem se impor entre o que é e o que não é ciência, entre as diversas formas de vê-la, entre as diferentes metodologias e diferentes sistemas de pensamento vigentes na concepção dessa ciência. Tudo me lembra a formação de novas religiões, sempre a partir das mesmas idéias mas que gostam tanto de reiterar que não têm nada em comum, de querer mostrar que é a certa, que é melhor que as outras. É o caso da Homeopatia e da Alopatia, da Psiquiatria e da Psicologia (e dos infinitos campos dentro da psicologia), da Medicina Tradicional Chinesa – e deve haver mais inúmeros exemplos com os quais eu não estou familiarizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, era pra eu ter publicado isso em novembro, que vergonhosamente só teve um post, porque é um mês desgraçado de provas em que eu não tenho tempo. Talvez por isso tenha ficado um pouco grande, e era pra ter mais coisa, porque a série sobre ciência devia ser uma trilogia; mas achei melhor prolongar um pouco e separar o 4º post, que vai servir mais como um adendo e quem sabe como um gancho pro próximo assunto. Só tenho que me segurar pra não publicá-lo logo amanhã (já que estou de férias e agora tenho tempo de escrever), que é pra dar tempo das pessoas comentarem esse, o que certamente vai enriquecer o próximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-1275151480745755471?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/1275151480745755471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=1275151480745755471' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1275151480745755471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1275151480745755471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/12/cincia-3-para-onde-vamos.html' title='Ciência 3: para onde vamos?'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/STXmsCxJQ_I/AAAAAAAAAH0/i1r4yEMX_00/s72-c/Ren%C3%A9_Descartes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-5875029877526120267</id><published>2008-11-04T14:47:00.004-02:00</published><updated>2008-11-06T00:52:56.447-02:00</updated><title type='text'>Ciência 2: Vioxx ou O Jardineiro Fiel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SRCeuavH2_I/AAAAAAAAAHs/tVqxJ3Bi7X4/s1600-h/med15.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 317px; height: 375px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SRCeuavH2_I/AAAAAAAAAHs/tVqxJ3Bi7X4/s400/med15.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264882484684250098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Parei de tomar o remédio porque prefiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; a doença original aos efeitos colaterais."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRIKA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt; 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Eu ia chegar na parte dos interesses econômicos, mesmo porque ultimamente não tem nada mais pop – entre o que eu ando lendo por aí, parece que a "crise" é uma nova entidade apocalíptica ou libertária, de acordo com as convicções de cada um (que são, afinal, as mesmas). Mas voltando a falar da ciência, o erro em dizer que há um conflito sobre se é mais importante descobrir a cura da Aids ou comprar um veleiro e um jatinho, prejudicando assim o desenvolvimento científico, é que há poucos caminhos tão rápidos para comprar o tal jatinho do que descobrir a cura da Aids.&lt;br /&gt;A indústria farmacêutica tem um faturamento de 160 bilhões de dólares ao ano, com um crescimento de 18%. Sempre tem uma droga nova, sempre melhor que as anteriores. Mas nas minhas aulas e nas prescrições do hospital, ainda estão lá, as mesmas drogas, pros mesmos problemas: os antibióticos, os analgésicos, os corticóides, os diuréticos e, com tudo isso de remédio, um inibidor de bomba de próton pra gastrite. Por que será que as novas drogas, tão fantásticas, não chegam aos nossos pacientes? Claro que um fator é a limitação de recursos do SUS, que não pode dar um remédio pra população só porque ele dá menos efeitos colaterais que o da indústria tal, paciência, melhor dar um remédio pior mas conseguir dar pra todo mundo sem faltar. Mas outro fator importante é: será que esses remédios são tão melhores assim?&lt;br /&gt;Aqui no Brasil, por sorte, a propaganda de medicamentos de venda com prescrição não pode ser veiculada para o público, mas vocês podem imaginar a maravilha que deve ser nos EUA, no comercial da novela, a pessoa triste, o mundo preto e branco, e logo depois ela correndo feliz com um menino de boné, uma menina de vestido florido e um labrador num parque verdejante, depois de tomar uma fluoxetina. Mas mesmo não estando no meio médico, onde esse tipo de propaganda está sempre presente, dá pra ver na tv como querem mesmo que você acredite como o remédio pra dor de cabeça A é melhor porque tem cafeína, o B porque tem vitamina c, o C porque é efervescente e o D porque é "3 em 1" (ou seja, é pra dor de cabeça, tem vitamina c e cafeína, além de ser efervescente).&lt;br /&gt;Afinal, com tanto dinheiro rolando, não é de se estranhar que em 61 estudos financiados comparando anti-inflamatórios, nenhum tenha deixado de mostrar que a droga nova era melhor. Claro que 48% deles usavam doses maiores da droga nova. Algumas das maracutaias metodológicas mais usadas em trabalhos científicos que recebem verbas da indústria são:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;Comparar a droga com um      tratamento sabidamente pior;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;Comparar a droga com uma      dose muito baixa de outra;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;Comparar a droga com uma      dose muito alta de outra (para mostrar que é menos tóxica);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;Realizar estudos      multicêntricos e só publicar os resultados mais favoráveis;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;Apresentar resultados mais      impressionantes (ex: medicamento que aumenta a sobrevida em 80% - de 2      meses para 3 e pouco XD).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma das formas que temos de ler mais criticamente um artigo é sabermos dessas coisas, e saber se o artigo foi financiado. Isso é feito declarando o "conflito de interesses". Só que a política de declarar esses conflitos só é observada em 33% de 474 jornais médicos e 3% de 922 de ciência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SRCeufqj9oI/AAAAAAAAAHk/NHxk_ApEdCI/s1600-h/med10.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 312px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SRCeufqj9oI/AAAAAAAAAHk/NHxk_ApEdCI/s400/med10.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264882486007297666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Descubra quem executou esse experimento. Parece&lt;br /&gt;que metade dos pacientes recebeu placebo&lt;br /&gt;e a outra metade, outro tipo de placebo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas já que a brincadeira aqui é meter o pau na indústria, não dá pra esquecer do filho mais feio (dos que a gente ficou sabendo, é claro): o Vioxx.&lt;br /&gt;A história é famosa, mas pra quem não conhece, o Vioxx foi um anti-inflamatório maravilhoso, muito mais eficaz e com menos efeitos colaterais, exceto um que era um pouquinho chato: matava os pacientes de infarto. Foi um tal de gente nova morrendo de infarto, começaram a perceber que podia, talvez, ter uma associação com o remédio e aí, a Merck, fabricante, foi lá toda fazendo cara bonita e disse que tirariam o Vioxx do mercado, mesmo antes de a justiça obrigá-los a fazer isso, porque apesar de as evidências serem ainda inconclusivas de que era o remédio que estava provocando os infartos, era a saúde da população a coisa mais importante. Isso, é claro, ganhou a simpatia dos juízes e ajudou a Merck a não pagar um monte de indenizações.&lt;br /&gt;Se tivesse sido só isso, vá lá. Mas acontece que depois ficou provado que em um estudo com 70 (isso mesmo, não coloquei um zero a menos) pacientes por um ano já mostraria o risco de infarto. Agora nenhuma droga sai no mercado com um estudo de 70 pacientes por 1 ano, convenhamos. O que aconteceu foi que, após descobrirem uma mina de ouro, os cientistas se depararam com um obstáculo bem inconveniente, e que certamente tirariam o Vioxx do páreo. O que eles fizeram foi calcular quanto eles teriam que gastar com propaganda massiva pra que o medicamento desse &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;muito&lt;/span&gt; dinheiro até descobrirem a relação com o infarto; esse "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;muito&lt;/span&gt;" tinha que ser o suficiente para pagar todas as despesas com a pesquisa, a propaganda, as indenizações dos infartados, e claro, um lucrinho pra Merck que também ninguém é de ferro, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se a minha idéia no primeiro post foi comparar religião e ciência, senhoras e senhores, acabei de apresentá-los o demônio. Mas se Deus não destruiu o tinhoso porque ele também é seu filho, também acho que não devemos execrar a indústria farmacêutica como a escória da humanidade. Na verdade, ela só faz o que todas as outras indústrias fazem (é, mais uma vez o capetalismo, que para muitos é a escória a ser execrada da humanidade e tal), mas mexendo com algo que é meio intocável, que é a saúde.&lt;br /&gt;Essa visão maniqueísta fica ótima na ficção, seja na &lt;a href="http://www.thebricktestament.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bíblia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ou n&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0387131/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Jardineiro Fiel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, mas é fato que a indústria ajudou muito o desenvolvimento dos medicamentos, e a lógica de mercado também ajuda a fazer com que muitas drogas tenham um preço ínfimo (e outras, exorbitante, mas enfim). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não tem muito valor acreditar-se no meio de uma grande conspiração mundial como a do filme do Fernando Meirelles que acabei de citar. Existe uma rigidez ética considerável quando se faz pesquisa com seres humanos, e, por mais que muitos achem que todo o resto do mundo só tem um bando de idiotas, isso não é verdade – tem um monte de gente mais inteligente do que nós que já pensaram nisso e que fazem alguma coisa a respeito. Uma teoria maniqueísta sempre é atraente, e eu não acho que, como dizem tanto, “Descobriram a cura do(a)... (coloque aí o que você quiser, mas os preferidos são aids, câncer, diabetes) mas mataram o cientista”, blá blá blá. Não acho que seja o caso, mesmo porque “câncer” ou “células tronco” são palavras que têm um significado muito diverso no imaginário leigo em relação ao que são de fato, e as inúmeras variedades de mecanismos ou apresentações. Afinal de contas, a indústria sempre se adapta a uma nova situação, e tira vantagem dela, mesmo porque é esse o seu trabalho – por exemplo a demonização da gordura trans, que parecia vir pra prejudicar a maioria das indústrias de alimentos, mas elas só aprenderam a ganhar mais dinheiro com os alimentos mais leves e light, com 0% de gordura trans, mais vitamina d, cálcio, zinco (e vários asteriscos). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, acho que devemos, sim, lutar contra e não compactuar com a não-ciência que está sendo feita por aí (e ignorar os brindezinhos e agrados da indústria nos consultórios já é um bom começo), mas cuspir no prato em que se come certamente não é o caminho.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-5875029877526120267?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/5875029877526120267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=5875029877526120267' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5875029877526120267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5875029877526120267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/11/cincia-2-vioxx-ou-o-jardineiro-fiel.html' title='Ciência 2: Vioxx ou O Jardineiro Fiel'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SRCeuavH2_I/AAAAAAAAAHs/tVqxJ3Bi7X4/s72-c/med15.gif' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-4798282065127384676</id><published>2008-10-25T18:06:00.005-02:00</published><updated>2008-10-25T18:35:39.907-02:00</updated><title type='text'>Ciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SQN8t2b-ewI/AAAAAAAAAHM/3ytJzTWA8hM/s1600-h/physics38.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SQN8t2b-ewI/AAAAAAAAAHM/3ytJzTWA8hM/s400/physics38.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261185916847684354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Acho que sempre vai haver uma&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lacuna entre ciência e tecnologia."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como parece que estamos vivendo todos na Idade Média de novo, só que dessa vez não é a Igreja que está mandando na parada, e sim a "Ciência". Não, a comparação não é bem essa; acho que a ciência é mais comparável com o Deus moderno, com um monte de igrejas diferentes espalhadas por aí.&lt;br /&gt;Cada dia que passa ouço mais gente acreditando ou duvidando de coisas, defendendo ou negando-as só porque "dá (ou não) pra comprovar cientificamente".&lt;br /&gt;Um exemplo bom e que é do meu dia-a-dia é o da homeopatia. "Ah, eu não acredito em homeopatia" é uma frase bem comum de ser ouvida no meio médico e acadêmico, e uma coisa que o professor da Liga de Homeopatia sempre disse é: "A homeopatia é reconhecida como especialidade médica desde 1979. Eu não entendo nada de Dermatologia, acho super complicado e não saio dizendo por aí que eu não acredito em Dermatologia". E ninguém sai, o que acontece com a Homeopatia e a Acupuntura tem uma boa dose de preconceito.&lt;br /&gt;A Homeopatia é um bom exemplo porque é uma racionalidade médica completamente diferente, e os princípios terapêuticos não têm quase nada em comum com a alopatia. Ninguém consegue explicar como diabos ela funciona, simplesmente porque, pra quem não sabe, as diluições homeopáticas superam 10 elevado a 24 vezes, o que quer dizer (lembra do número de Avogrado, da época do cursinho??) que já não tem fisicamente nenhuma molécula ali. A explicação é que há energia proveniente da molécula que fica na chamada "memória da água", e a grande esperança dos entusiastas teóricos da Homeopatia é que a Física Quântica venha a elucidar como isso realmente funciona. Mas acontece é que funciona.&lt;br /&gt;E vários estudos com duplo cego (quando um grupo toma placebo e outro grupo toma o medicamento, e nem quem está tomando nem os pesquisadores que fazem a coleta de dados sabem quem está tomando o que) comprovam uma eficácia maior do medicamento em relação ao placebo.&lt;br /&gt;Bem, apesar de já ter falado bastante, não é minha intenção aqui entrar no mérito da homeopatia especificamente, mas sim exemplificar como a ciência está se transformando num dogma.&lt;br /&gt;E pra onde essa ciência está caminhando?&lt;br /&gt;Qual a utilidade das coisas que estão sendo descobertas e do que se pretende produzir?&lt;br /&gt;Dizem que o conhecimento científico dobra a cada x anos, sendo que x decresce exponencialmente; no momento em que estamos, o conhecimento científico dobraria a cada 1 ano ou menos - o que não é surpresa pra qualquer um que venha a procurar um tema ou um artigo em qualquer banco de dados por aí; mas qual a significância desses trabalhos? Qual foi a última descoberta REALMENTE relevante da ciência?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SQN-F7ehqmI/AAAAAAAAAHU/fdq-4vWwsBY/s1600-h/chem09.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 394px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SQN-F7ehqmI/AAAAAAAAAHU/fdq-4vWwsBY/s400/chem09.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261187430029044322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"O que você esperava, se 90% de todos os&lt;br /&gt;cientistas que já existiram estão vivos hoje?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, a exemplo da religião, novamente, já passamos pelo período de milagres e profetas freqüentes e agora estamos naquele em que debruça-se sobre velhas teorias e tudo o que se consegue tirar de novo vem de objetivos ou fontes duvidosos?&lt;br /&gt;Justamente comecei a escrever esse post há algum tempo, na época em que tinham acabado de ligar o bendito acelerador de partículas, e resolvi terminá-lo agora, que pretendo escrever uma série de posts sobre ciência, depois que tive uma aula de ética sobre a indústria farmacêutica.&lt;br /&gt;Realmente me preocupa o rumo que estamos tomando e a falta de crítica da maioria das pessoas em relação ao que é ciência. Onde acaba a ciência e começa a política, os interesses financeiros, a religião, e a própria humanidade?&lt;br /&gt;É um pouco do que será discutido nos próximos posts! Aguardem... =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SQOCEWD0HUI/AAAAAAAAAHc/wDAAe8mF9PE/s1600-h/physics41.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 384px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SQOCEWD0HUI/AAAAAAAAAHc/wDAAe8mF9PE/s400/physics41.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261191800851537218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Consegui - descobri a partícula mais básica de todas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Descobri a partícula que compõe a partícula mais básica!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu descobri a partícula de que são feitas as partículas que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-4798282065127384676?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/4798282065127384676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=4798282065127384676' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4798282065127384676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4798282065127384676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/10/cincia.html' title='Ciência'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SQN8t2b-ewI/AAAAAAAAAHM/3ytJzTWA8hM/s72-c/physics38.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-5978757589870966752</id><published>2008-10-20T22:07:00.003-02:00</published><updated>2008-10-20T22:22:30.196-02:00</updated><title type='text'>Mangá com a sua cara</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d9fXQuEI/AAAAAAAAAGs/0fwXZzo0DqI/s1600-h/erika.dejiko%40gmail.com_7bfae94d.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d9fXQuEI/AAAAAAAAAGs/0fwXZzo0DqI/s320/erika.dejiko%40gmail.com_7bfae94d.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259392882066896962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Olha eu aí!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Pra vocês que estão sem nada pra fazer, ou que, como eu, estão com muita coisa pra fazer mas preferem perder tempo com inutilidades na internet, vai aí a dica: &lt;a href="http://www.faceyourmanga.com"&gt;Nesse site&lt;/a&gt;, dá pra criar, rápido e fácil, o seu avatar em estilo mangá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d9rsyqVI/AAAAAAAAAG0/HzlA0I0CA18/s1600-h/erika.dejiko%40gmail.com_9ec149ff.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d9rsyqVI/AAAAAAAAAG0/HzlA0I0CA18/s320/erika.dejiko%40gmail.com_9ec149ff.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259392885378427218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minha irmã &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d-DnEeSI/AAAAAAAAAG8/aFlhH5Enm4Q/s1600-h/erika.dejiko%40gmail.com_441d8f56.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d-DnEeSI/AAAAAAAAAG8/aFlhH5Enm4Q/s320/erika.dejiko%40gmail.com_441d8f56.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259392891796879650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu namorado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O resultado pode ficar bem parecido, bonitinho, ou engraçado. Tem poucas ferramentas: no máximo dá pra colocar as sobrancelhas, o nariz ou a boca mais pra cima ou mais pra baixo em um dos modelos pré-estabelecidos de formato de rosto. Mas de qualquer forma, é simples e divertido. =)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d-RN4wlI/AAAAAAAAAHE/ZaMCvdWWDJc/s1600-h/erika.dejiko%40gmail.com_64135439.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d-RN4wlI/AAAAAAAAAHE/ZaMCvdWWDJc/s320/erika.dejiko%40gmail.com_64135439.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259392895449350738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse aí não é ninguém que eu conheço,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas ficou bem legal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-5978757589870966752?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/5978757589870966752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=5978757589870966752' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5978757589870966752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5978757589870966752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/10/mang-com-sua-cara.html' title='Mangá com a sua cara'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SP0d9fXQuEI/AAAAAAAAAGs/0fwXZzo0DqI/s72-c/erika.dejiko%40gmail.com_7bfae94d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-2218256796980820824</id><published>2008-10-15T17:56:00.012-03:00</published><updated>2008-10-15T18:52:20.314-03:00</updated><title type='text'>Comunicação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SPZiXFcXq1I/AAAAAAAAAGE/rihk2vw8mLQ/s1600-h/placas_sinalizadoras_engracadas_pelo_mundo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SPZiXFcXq1I/AAAAAAAAAGE/rihk2vw8mLQ/s400/placas_sinalizadoras_engracadas_pelo_mundo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257497763739315026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Engraçado, esses dias, logo depois de eu ter resolvido escrever esse post, recebi um e-mail de um amigo com o &lt;a href="http://www.malvados.blogger.com.br/2008_10_05_archive.html#40450736"&gt;link de um blog com diversas placas engraçadas&lt;/a&gt;, bizarras ou incompreensíveis.&lt;br /&gt;Queria escrever sobre isso não só por causa das interpretações muito cômicas que se pode dar às placas, como essas que colquei aqui, mas porque eu nunca tinha parado pra pensar no potencial efeito desastroso de uma coisa dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://medicineworld.org/images/blogs/thalidomide-birth-defects.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 189px; height: 308px;" src="http://medicineworld.org/images/blogs/thalidomide-birth-defects.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há umas duas semanas eu tive uma aula sobre anomalias congênitas, e a professora comentou sobre a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Talidomida"&gt;Talidomida&lt;/a&gt;. Pra quem não conhece, foi um medicamento ótimo que entrou no mercado em 1957 como sedativo e hipnótico, quase sem efeitos colaterais. O problema é que alguns anos depois, desocbriu-se o potencial teratogênico dessa medicação quando começaram a aparecer os casos da chamada "geração talidomida" - crianças que nasciam com mal-formações dos braços e pernas, chamadas conjuntamente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;focomielia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Depois do alarde pelas mais de 10 mil crianças afetadas, a droga foi temporariamente retirada do mercado, mas depois voltou com restrições, afinal há muitas drogas teratogênicas, e como foram evidenciados muitos benefícios de seu uso em doenças como a hanseníase, é só controlar o medicamento e não deixar que grávidas o utilizem, além de alertar as mulheres em uso sobre os riscos de engravidar, certo?&lt;br /&gt;Bem, nem tão certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SPZljkBtUJI/AAAAAAAAAGk/zF8dyJmpt0Y/s1600-h/talido.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SPZljkBtUJI/AAAAAAAAAGk/zF8dyJmpt0Y/s320/talido.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257501276642300050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SPZh5g6rJsI/AAAAAAAAAF0/glaOCM0Vuew/s1600-h/talidomida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SPZh5g6rJsI/AAAAAAAAAF0/glaOCM0Vuew/s320/talidomida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257497255718102722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acontece que em algumas cidades começaram a ocorrer casos de focomielia bastante tempo depois de o uso do medicamento ser controlado. O que aconteceu? Ora, para deixar bem claro que grávidas não deveriam fazer uso de talidomida, algum GÊNIO resolveu colocar um símbolo de "proibido" em cima da silhueta de uma mulher grávida na caixa do remédio e nas cápsulas, indicando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;obviamente&lt;/span&gt;, pra ele e pra nós, que agora já sabemos a merda que dá quando a grávida toma, que tais mulheres não podiam fazer uso da droga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que não foi exatamente essa a interpretação das pessoas que acabaram desavisadamente tendo filhos mal-formados.&lt;br /&gt;Alguém imagina o que pessoas que nunca ouviram falar na talidomida e nos bebezinhos mal-formados pensaram que era quando viram o tal do símbolo?&lt;br /&gt;Isso mesmo, Anti-concepcional.&lt;br /&gt;Não era óbvio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-2218256796980820824?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/2218256796980820824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=2218256796980820824' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/2218256796980820824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/2218256796980820824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/10/comunicao.html' title='Comunicação'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SPZiXFcXq1I/AAAAAAAAAGE/rihk2vw8mLQ/s72-c/placas_sinalizadoras_engracadas_pelo_mundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-1685334998070240670</id><published>2008-10-08T18:23:00.003-03:00</published><updated>2008-10-08T18:54:38.139-03:00</updated><title type='text'>Censura, o retorno</title><content type='html'>Como eu escrevi sobre classificação etária e censura ultimamente, vou pegar o embalo e escrever de novo. Os principais parâmetros do Ministério da Justiça (e dos pais) na hora de definir a faixa etária que um filme vai receber são o conteúdo de cenas de violência e sexo. Engraçado, uma vez eu li um texto (não lembro de quem) que falava mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma família está sentada no sofá da sala assistindo a um filme. Então aparece uma cena em que um casal troca carícias na cama e eles resolvem usar o travesseiro para, digamos, proporcionar mais prazer na relação. O pai, constrangido muda de canal enquanto a mãe solta olhares de reprovação. No canal seguinte, em um filme de ação, um homem sufoca outro usando um travesseiro, e depois de matá-lo foge. Bem melhor, e agora e a família segue assistindo ao filme sem maiores problemas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência e o sexo são muitas vezes equiparáveis em termos de apelo, inclusive por parte da produtora que quer vender um filme. Mas o sexo parece ter um impacto muito maior na hora de despertar a censura e as restrições em relação aos filhos. Ou seja, um travesseiro usado para matar alguém é muito mais aceitável do que o uso do objeto para dar prazer. Os pais surtam na hora em que aparecem aquelas cenas do mocinho com a mocinha que ultrapassam a clássica filmagem de uns beijinhos, a cortina, e eles acordando no dia seguinte, mas vamos juntar a família na sala pra ver o novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jogos Mortais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Dessa vez não vou escrever 5 páginas de texto, mesmo porque ainda vou voltar a esse tema, que me interessa bastante, de algumas outras formas.&lt;br /&gt;Mas deixo aí de exemplo uma cena de Dragon Ball que, entre muitas outras, foi cortada no Brasil e nos EUA, e logo depois uma cena de Dragon Ball Z que passou na TV aberta, 10h30 da manhã, sem nenhum problema. Talvez pelo fato de não estarmos muito acostumados com referências sexuais em desenhos animados no ocidente, isso deve chocar um pouco os pais.&lt;br /&gt;Eu sinceramente não acho que preferiria meus filhos assistindo e dando risada com a segunda cena mais que com a primeira, e quem acha, por favor, deve estar precisando de uma terapia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GHKm9hrt3Jk&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GHKm9hrt3Jk&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QeW5XEaIfmQ&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QeW5XEaIfmQ&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-1685334998070240670?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/1685334998070240670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=1685334998070240670' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1685334998070240670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1685334998070240670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/10/censura-o-retorno.html' title='Censura, o retorno'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-476370353878266193</id><published>2008-10-07T00:01:00.006-03:00</published><updated>2008-10-07T23:59:36.462-03:00</updated><title type='text'>Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais!</title><content type='html'>Dê-me um cigarro&lt;br /&gt;Diz a gramática&lt;br /&gt;Do professor e do aluno&lt;br /&gt;E do mulato sabido&lt;br /&gt;Mas o bom negro e o bom branco&lt;br /&gt;Da Nação Brasileira&lt;br /&gt;Dizem todos os dias&lt;br /&gt;Deixa disso camarada&lt;br /&gt;Me dá um cigarro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oswald de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1890-1954)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa que vai entrar em vigor ano que vem não é a primeira reforma ortográfica pela qual o Brasil passa.  Para os puristas que se apegam tanto a alguns detalhes como o trema, como se saber utilizá-lo reiterasse sua superioridade intelectual, eu digo para que escrevam flôr e pharmácia, oras. Não adianta ficar reclamando, o que está feito está feito, resta se acostumar com a nova grafia e  com o fato de não poder mais encher o saco das pessoas que esquecem do trema.&lt;br /&gt;Bom, mas se não é pra reclamar, o que eu estou fazendo aqui? Ahn, é, tá bom, vou reclamar só um pouquinho, mas não vou reclamar das mudanças propriamente ditas, as quais eu resumo no que é mais importante no final do post e estão na íntegra na nossa amada &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1990"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt; (que agora ser escrita com w e k sem problemas). Mesmo porque eu não conseguiria reclamar com a beleza que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teixeira_de_Pascoaes"&gt;Teixeira de Pascoales&lt;/a&gt; reclamou da reforma de 1911:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;"Na palavra&lt;/i&gt; lagryma&lt;i&gt;,&lt;/i&gt; (...) &lt;i&gt;a forma da&lt;/i&gt; y &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; lacrymal&lt;i&gt;; estabelece&lt;/i&gt; (...) &lt;i&gt;a harmonia entre a sua expressão gráfica ou plástica e a sua expressão psicológica; substituindo-lhe o&lt;/i&gt; y &lt;i&gt;pelo&lt;/i&gt; i &lt;i&gt;é ofender as regras da Estética. Na palavra&lt;/i&gt; abysmo&lt;i&gt;, é a forma do&lt;/i&gt; y &lt;i&gt;que lhe dá profundidade, escuridão, mistério... Escrevê-la com&lt;/i&gt; i &lt;i&gt;latino é fechar a boca do abysmo, é transformá-lo numa superfície banal."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOrnEckb3tI/AAAAAAAAAFU/sYKQ_w3WJdQ/s1600-h/Nova+imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOrnEckb3tI/AAAAAAAAAFU/sYKQ_w3WJdQ/s320/Nova+imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254265978855612114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essa reforma de agora visa a unificação do português, a 5ª língua mais falada do mundo, para que as regras ortográficas não demandem diferentes edições e impressões nos 8 países falantes da língua, o que teoricamente vai ajudá-la a ter maior expressividade no campo internacional. Aham. É só trocar 0,45% da ortografia das palavras brasileiras e 1,6% das portuguesas e a língua portuguesa passará a ser respeitada e considerada na ONU, e, como diz o meu namorado, as compras vão pular dentro do carrinho. Problema resolvido.&lt;br /&gt;Será que alguém realmente tem alguma dúvida da hegemonia do inglês? Fizeram o Esperanto, uma língua inteirinha, pra unificar a ortografia, a gramática e o vocabulário do mundo inteiro mas o inglês está lá, firme e forte, o que é óbvio, dada a influência que acaba sendo exercida no resto do mundo - até alguém traduzir o nome de uma nova invenção, por exemplo, ela continua com o nome original (pelo menos aqui no Brasil ninguém deve estar usando o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; rato&lt;/span&gt; para rolar este texto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro argumento que andam dando pra fazer essa reforma é que haveria redução dos gastos com edições e impressões de materiais gráficos. Mais uma bobegem; será que é preciso ser um génio para conseguir entender um texto em português de Portugal só pelo facto de escrevermos com algumas discordanciazinhas? Ou seja, se não há prejuízo do entendimento (é só ver quantos livros no mais puro vernáculo lusitano foram vendidos por Saramago na terra verde e amarela), tanto faz o jeito que eles imprimem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, dizem que a reforma vai unificar o ensino da Língua Portuguesa no mundo. Claro, é só ver como num país em que todo mundo supostamente escreve igual, como o Brasil, a unificação do ensino da língua é uma realidade; se não fosse, certamente veríamos um monte de analfabetos funcionais saindo da 8ª série e a nota desses alunos no &lt;a href="http://ideb.inep.gov.br/Site/"&gt;IDEB&lt;/a&gt; não seria de fantásticos 3,8 pontos! Uhu, quase 40% de aproveitamento, hein?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOrnuISj55I/AAAAAAAAAFc/rKeKYFiGfM4/s1600-h/Placa1044.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOrnuISj55I/AAAAAAAAAFc/rKeKYFiGfM4/s400/Placa1044.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254266694966437778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quero ver quem unifica isso...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acho que uma boa parte desses pseudo-problemas podia ser resolvida mais facilmente se todas essas questões que geram discordâncias fossem de grafia facultativa. Por que não deixar o coitado do cara escrever o abysmo que me parece tão mais poético agora, com y? Por que obrigar alguém a tirar o trema da sua linguiça se ela perde um tanto do seu gostinho? Claro, porque os puristas sempre estão lá. São milhares de tias marocas escondidas por aí que acham que pra existir o certo, tem que ter o errado, e que isso é ortografia, que isso é a nossa Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;Eu acho, por outro lado, que a língua deve ser, e freqüentemente, reformada. Isso porque a língua precisa disso para estar viva. Ninguém precisa unificar o latim, ele está lá, perfeito e puro, vamos estudar latim! A língua falada e escrita é modificada todo dia pela fala, pelo uso. Qualquer outra natureza dessas modificações é uma aberração, um mecanismo antinatural da linguagem.&lt;br /&gt;Aliás, pra terminar o post antes de colocar as mudanças da reforma, queria voltar no poema do Oswald de Andrade do começo, que se chama &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pronominai&lt;/span&gt;s. Acho que deviam deixar o hífen e os acentos quietinhos e reformar é a colocação pronominal! Que brasileiro sabe usar próclise, ênclise e mesóclise no lugar certo, afinal??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Principais alterações feitas pela reforma ortográfica de 1990: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1. Trema, só em nomes próprios;&lt;br /&gt;2. Hífen não será mais usado:&lt;br /&gt;- quando 2ª palavra começar com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;s&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;r&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;antissemita, contrarregra&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;  *exceto quando o prefixo termina em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;r&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;inter-, super-, hiper-&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;- quando sufixo termina com vogal e 2ª palavra começa com vogal diferente (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;autoescola&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;   *por essa regra, o hífen passará a ser usado em palavras como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;micro-ondas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arqui-inimigo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;3. Não se usará mais acento circunflexo:&lt;br /&gt;- na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do sujuntivo dos  verbos: crer, dar, ler e ver.&lt;br /&gt;- nas palavras terminadas em hiatos com dois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o&lt;/span&gt;s. (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;enjoo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voo&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;4. Não se usará mais acento agudo:&lt;br /&gt;- nnos ditongos abertos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ei&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oi&lt;/span&gt; de palavras paroxítonas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ideia, heroica&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;- nas paroxítonas com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;u&lt;/span&gt; tônicos quando precedidas de ditongo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;feiura&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;- nos verbos com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;u&lt;/span&gt; tônico depois de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;q&lt;/span&gt; ou&lt;span style="font-style: italic;"&gt; g&lt;/span&gt; ou antes de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;i  &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;averigue, apazigue, arguem&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;5. Não se usará mais acento diferencial (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para, pela, pelo, polo, pera&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;6. 26 letras no alfabeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No português de Portugal, a mudança alterará bem mais palavras, como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;h&lt;/span&gt; que deixará de existir em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;húmido&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;herva&lt;/span&gt; e as consoantes mudas de palavras como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acto&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;óptimo&lt;/span&gt; (passam a ser escritas como no Brasil: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;úmido, erva, ato &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ótimo&lt;/span&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-476370353878266193?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/476370353878266193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=476370353878266193' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/476370353878266193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/476370353878266193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/10/todas-as-palavras-sobretudo-os.html' title='Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais!'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOrnEckb3tI/AAAAAAAAAFU/sYKQ_w3WJdQ/s72-c/Nova+imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-1964428683558182653</id><published>2008-10-02T19:31:00.003-03:00</published><updated>2008-10-02T19:44:29.571-03:00</updated><title type='text'>Surreal</title><content type='html'>Bem, eu queria muito escrever aqui sobre dois temas que estão me encafifando ultimamente, mas tenho prova amanhã e é praticamente impossível, então semana que vem eu escrevo.&lt;br /&gt;Então, como quando eu tenho prova faço de tudo pra enrolar e não começar a estudar logo (estou com a apostila de eletrocardiograma bem na minha frente), estava vendo vídeos no youtube e resolvi colocar um aqui, só pra essa semana não passar em branco. Claro que acabei de gastar mais de meia-hora lendo tirinhas do Calvin sob o pretexto de procurar uma que eu tinha lido há algum tempo e queria colocar nesse post.&lt;br /&gt;Agora chega de enrolar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOVNW_xAatI/AAAAAAAAAFM/aNIhGuE1HRc/s1600-h/CalvinSurrealPizza.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOVNW_xAatI/AAAAAAAAAFM/aNIhGuE1HRc/s400/CalvinSurrealPizza.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252689597866994386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com esse vídeo (e, de certa forma, com esse blog todo), tenho a intenção de, como o Calvin, deixar a vida das pessoas um pouco mais surreal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4MjTb5A68VA&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4MjTb5A68VA&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, e agora eu vou estudar que amanhã tem que tirar 7 na prova!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Cliquem na tirinha pra ver maior, eu sei que assim é ruim de ler.&lt;br /&gt;Aliás, a tradução do texto da tirinha é:&lt;br /&gt;- Oi, aqui é o Calvin! Eu queria uma pizza grande de anchova!&lt;br /&gt;- Hã? Eu...&lt;br /&gt;-Oh, desculpe, você deve ter ligado errado. Tchau.&lt;br /&gt;- Eu tento fazer com que o dia de todos seja um pouco mais surreal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-1964428683558182653?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/1964428683558182653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=1964428683558182653' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1964428683558182653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1964428683558182653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/10/surreal.html' title='Surreal'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SOVNW_xAatI/AAAAAAAAAFM/aNIhGuE1HRc/s72-c/CalvinSurrealPizza.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-5584473936674833711</id><published>2008-09-23T21:07:00.006-03:00</published><updated>2008-09-23T21:35:03.922-03:00</updated><title type='text'>Classificação: [Deus me] Livre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/51/Brazilian_film_and_TV_rating_system.png/180px-Brazilian_film_and_TV_rating_system.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/51/Brazilian_film_and_TV_rating_system.png/180px-Brazilian_film_and_TV_rating_system.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRIKA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma coisa que me incomodava desde antes de eu ter a primeira faixa etária de restrição de um filme (que antigamente era 12 anos) era a existência desse classificação. Em casa, claro, isso acaba não fazendo muita diferença; se os meus pais me deixavam ficar na sala vendo um filme e ele me interessasse, ótimo; senão eu ia fazer outra coisa.Não faz muito tempo que é obrigatório aparecer a classificação na tela embaixo de todos os programas de tevê, mas no cinema a coisa pega mais, e lembro que a lei já mudou várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando eu tinha uns 11 anos fui ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Bruxa de Blair&lt;/span&gt; com as minhas amigas da mesma idade (a classificação era 14a) e todo mundo entrou de boa - o que é lamentável, preferia ter ficado do lado de fora, considerando aquele lixo de filme. Algum tempo depois, pude entrar em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fim dos Dias&lt;/span&gt; só acompanhada da minha tia, que era um adulto maior de idade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Dali a algum tempo, tiraram a mim, minha irmã e a mesma tia da sala de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Panteras&lt;/span&gt;, isso mesmo, tiraram a gente no meio do filme, porque a minha irmã tinha só 10 ou 11 anos, o que é evidentemente uma idade muito jovem para assistir a um filme de tal complexidade e ainda com cenas tão pesadas de violência e sexo; onde estávamos com a cabeça de querer corrompê-la dessa maneira?! Sorte que trocaram os nossos ingressos para vermos o maravilhoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;102 Dálmatas&lt;/span&gt;! Irônico, porque uma semana antes tínhamos ido as três ver o primeiro "Todo mundo em pânico". &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A classificação indicativa é feita, no Brasil, pelo “&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Justi%C3%A7a,_Classifica%C3%A7%C3%A3o,_T%C3%ADtulos_e_Qualifica%C3%A7%C3%A3o"&gt;Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação&lt;/a&gt;” do Ministério da Justiça. Segundo eles, pessoas treinadas fazem um processo incrivelmente bom de seleção para preservar a nossa amada família feliz e pura, protegendo-a das perversões televisivas/ cinematográficas/ videogueimescas que possam tentar aliciar nossos filhos por um caminho de perdição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SNmHoff1H9I/AAAAAAAAAFE/xrJH_sdUWUI/s1600-h/censura.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 274px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SNmHoff1H9I/AAAAAAAAAFE/xrJH_sdUWUI/s400/censura.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249375970396544978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não acho ruim que os pais possam ter uma noção de que conteúdo gostaria que seus filhos pequenos assistam, ou que haja um horário apropriado para cada tipo de programação. É legal podermos escolher, pelo conteúdo, se queremos que alguém veja, se nós mesmos queremos ver ou ao lado de quem queremos ver. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só que eu lembro que muita gente fala que tal filme tem censura 14a e não "classificação indicativa". Talvez por uma lembrança remota da época em que a tal censura era muito comum, mas há uma certa razão considerando que classificar o que você pode ou não ver não deixa de ser, afinal, censura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho totalmente retardado que filmes com classificação 12 ou 14 anos sejam restritivos, e não só indicativos. Deveria haver uma explicação dos motivos da classificação etária, talvez até com uma descrição das cenas que a motivaram, como tem no imdb. Aí a pessoa resolve se quer ou não ver o filme, sendo ela menor do que a classificação etária. Ou talvez permitir que pessoas com 2 ou 3 anos abaixo da indicação entrem no filme, menores que isso só com autorização dos pais. Teve uma época em que acompanhadas dos pais, os menores de qualquer classificação etária exceto 18 anos podiam entrar. Faz um certo sentido, mas ainda acho que a restrição total de 18 anos é exagerada pra muitos filmes, e talvez devesse valer só pra filmes realmente pornográficos (que é a razão pela qual imagino que foi feita a exceção). Acho que sou conservadora o suficiente pra imaginar que não faz nenhum sentido você ir acompanhado de seus pais ver o novo sucesso da Emanuelle (argh).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei que o Estatuto da Criança e do Adolescente quer que os menores sejam protegidos, mas acho que, em primeiro lugar, cumpre aos pais algo nesse papel, e em segundo lugar, o serviço não está sendo feito muito direito.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na verdade, eu tenho a sensação de que pessoas mal treinadas usando conceitos hipócritas levam a classificações inadequadas, ou mesmo ridículas. Não entendo, por exemplo, o fato de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harry Potter 4&lt;/span&gt; ser 12 anos. Oh, ele é mais violento que os outros, ok, mas é um filme de criança! O lobo come a vó da chapeuzinho, e o caçador não menos sanguinário atira no bicho e abre sua barriga, então só vamos contar a historinha pros nossos filhos quando começarem a aparecer espinhas na cara deles. Algum nível de violência faz parte, é intrínseco da relação maniqueísta que está nas historinhas infantis. Por outro lado, vamos dar uma olhadinha nesses dois exemplos de filmes 14 anos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Closer - Perto Demais&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Priscila, a Rainha do Deserto&lt;/span&gt;. O primeiro é um filme sobre relações amorosas, essencialmente fala de sexo, com diálogos de caráter sexual não muito fortes, mas provavelmente suficientes pra você desejar que a sua mãe não esteja na sala. O segundo é uma comédia sobre um grupo de travestis que viaja em um ônibus fazendo shows, e que tem alguma referência a uso de drogas, que eu me lembre. Minha vó tinha o VHS e eu assisti milhares de vezes quando era criança, com a família toda, porque adorava o filme.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/files/images/classificacao.materia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/files/images/classificacao.materia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ué, mas será que só eu fiquei com a impressão que há um abismo entre as impropriedades dos dois filmes que, no entanto, receberam a mesma classificação? Ah, mas você não vai querer que o seu filho assista a um filme de travestis, não é mesmo? O fato de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Segredo de Brokeback Mountain&lt;/span&gt; ter recebido classificação 16 anos contraria o meu bom-senso que me diz que qualquer idiota vê que as cenas de insinuação sexual ou violência lhe renderiam no máximo um 14 anos, mas ainda assim o ministério nos diz que a presença de homossexualidade não aumenta a classificação indicativa de um programa, muito pelo contrário, a diversidade é estimulada e qualquer forma de preconceito é condenável por lei. Aham.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então é isso, eu acho que seria ótimo ter uma classificação que me ajudasse a escolher o que eu quero ver ou o que eu acho que os meus filhos (ou a minha mãe) devem assistir, mas não quero para tal me basear em decisões tendenciosas que uns idiotas têm por aí. Não consigo me conformar que as criancinhas tenham que esperar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harry Potter&lt;/span&gt; sair na locadora enquanto assistem a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Simpsons&lt;/span&gt; na TV Globinho. No site do Ministério da Justiça tem um&lt;a href="http://www.mj.gov.br/data/Pages/MJFDA11DA1ITEMID43CEBBC38C5A4A8E88A8514FACE3E72CPTBRNN.htm"&gt; novo espaço&lt;/a&gt; pra você procurar o nome de um filme num bando de dados, ver a classificação indicativa, o porquê dela e concordar ou discordar. Não sei se vai fazer alguma diferença, mas estou me divertindo xingando as classificações que acho ruins.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No fim das contas a solução pros pais preocupados é simples; no fundo no fundo as crianças deviam ver só TV Cultura, que são os caras em cujo bom-senso eu confio, mesmo porque eu lembro que as roupas que a Xuxa e a Eliana usavam não eram muito cristãs (claro, pro papai não mudar de canal).&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-5584473936674833711?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/5584473936674833711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=5584473936674833711' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5584473936674833711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5584473936674833711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/09/classificao-deus-me-livre.html' title='Classificação: [Deus me] Livre'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SNmHoff1H9I/AAAAAAAAAFE/xrJH_sdUWUI/s72-c/censura.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-9204118586858861992</id><published>2008-09-15T23:22:00.003-03:00</published><updated>2008-09-15T23:43:29.975-03:00</updated><title type='text'>Ensaio Sobre a Cegueira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.collider.com/uploads/imageGallery/Blindness/blindness_movie_image_julianne_moore_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.collider.com/uploads/imageGallery/Blindness/blindness_movie_image_julianne_moore_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A sensação como saímos do cinema deve ser capaz de dizer algo sobre o filme que acabamos de ver. Os últimos filmes a que assisti e de que me lembro foram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Batman - Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;, que me fez sair da sala com uma sensação de frio na barriga igual àquela de quando fecham a sua trava no Evolution, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juno&lt;/span&gt;, que me fez sair com um sorriso meio bobo e vontade de ouvir música ruim.&lt;br /&gt;A sensação que tive sábado ao terminar de ver &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0861689/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; está me acompanhando até agora, mas muito mais difícil de determinar. Saí com vontade de chorar, mas não de tristeza ou comoção, mas daquele choro amargo de raiva de si mesmo, de desespero, de culpa. Sinto que o filme entrou em mim e lembranças e pensamentos ao seu respeito aparecem na minha cabeça de vez em quando e atrasaram o meu sono à noite. Saí com a sensação de que preciso ver o filme de novo, quase compulsivamente, e que ao mesmo tempo posso assisitr quantas vezes for e vou continuar igualmente cega.&lt;br /&gt;Infelizmente ainda não li o livro que deu o Nobel a Saramago, o que talvez tenha me ajudado a ver o filme sem todo aquele juízo de valor que a comparação com o livro inevitavelmente traz (talvez eu não tivesse odiado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Caçador de Pipas&lt;/span&gt; se eu não tivesse lido o livro; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Código daVinci&lt;/span&gt;... não, esse é um lixo mesmo, eu teria odiado de qualquer jeito). Mas achei o clima surreal meio parecido com o de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Intermitências da Morte&lt;/span&gt;, apesar de a força da metáfora ser mais forte.&lt;br /&gt;É uma história de algum lugar (uma cidade? um país? o mundo todo?) em que se instala uma epidemia de cegueira, uma cegueira branca contagiosa e sem cura. Os primeiros afetados são atirados em um hospíco desativado numa quarentena forçada. Acontece que a Esposa do Doutor diz estar cega para acompanhá-lo, e se vê em uma situação quase insustentável conforrme vão chegando mais e mais doentes - e cada vez mais responsabilidades - sendo ela a única a enxergar.&lt;br /&gt;O filme tem um clima bem apocalíptico e não pretende vender uma daquelas histórias de ficção científica com uma explicação sobre de onde veio o agente da "doença branca" ou de uma conspiração do governo para encobrí-la, nada do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sou lenda&lt;/span&gt; (que, aliás, também conta com &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0103797/"&gt;Alice Braga&lt;/a&gt; no elenco, mas não vamos viajar, esse filme é um verdadeiro lixo), o que talvez seja o que fez com que alguns tenham achado a história do filme ruim. Bem, talvez seja porque nada disso que eu disse sobre a trama seja de fato importante; o filme é uma algoria, e como eu já disse, a história é só um argumento meio surreal pra desenvolvê-la.&lt;br /&gt;Não é um filme leve pra assistir com a mamãe num domingo à tarde. Na verdade, antes de chegar à versão cortada a que podemos assistir no cinema, o diretor Fernando Meirelles disse no &lt;a href="http://blogdeblindness.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; que manteve sobre [as dificuldades d]a produção do filme que no test screening de fevereiro, 58 mulheres (de 540 pessoas que estavam assistindo) saíram no meio da sessão.&lt;br /&gt;Também não me parece que o filme não prenda ou que a história se perca ao tentar passar para as telas um livro que, em 1995 Saramago disse ser "infilmável". Parece que o mesmo Saramago &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY&amp;amp;feature=related"&gt;mudou de idéia ao emocionar-se às lágrimas&lt;/a&gt; quando, proibido por seu médico de ir à abertura do Festival de Cannes terminou de ver a cópia que Meirelles levou-lhe em Portugal, três dias depois. E ainda disse ter ficado tão feliz depois de ver o filme quanto ficou depois de ter escrito o livro. Claro que não é suficiente pra dobrar a língua dos críticos por aí - é um filme bem daqueles ame-o ou odeio-o, num estilo meio &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0276919/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dogville&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://thecia.com.au/reviews/b/images/blindness-4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://thecia.com.au/reviews/b/images/blindness-4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fora as ótimas atuações (principalmente da &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000194/"&gt;Juliane Moore&lt;/a&gt;) e do trabalho primoroso de Meirelles com as cenas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Jardineiro Fiel&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cidade de Deus&lt;/span&gt; são excelentes, mas esse filme é uma obra-prima), o mais impressionte é o quanto o filme é intenso, em como ao ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/span&gt; você vai passar pela maioria das sensações e sentimentos humanos - a desconfiança, o desespero, o ódio, a revolta, a humilhação, o medo, e claro, a esperança, tudo de uma forma rápida e delineada pela trilha sonora, a partir de uma identificação com personagens de quem só se sabe serem o "Doutor", a "Esposa do Doutor", a "Mulher de óculos escuros" ou o "Homem de tapa-olho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, amem ou odeiem, mas vão ver esse filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/12zOOaLBlnE&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/12zOOaLBlnE&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-9204118586858861992?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/9204118586858861992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=9204118586858861992' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/9204118586858861992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/9204118586858861992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/09/ensaio-sobre-cegueira.html' title='Ensaio Sobre a Cegueira'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-5693247065816233456</id><published>2008-09-10T21:16:00.005-03:00</published><updated>2008-09-10T21:51:40.403-03:00</updated><title type='text'>Idéias rejeitadas pro GTA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMhrLcQkiDI/AAAAAAAAAE8/MOgLVrR21cY/s1600-h/grandadct9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMhrLcQkiDI/AAAAAAAAAE8/MOgLVrR21cY/s400/grandadct9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244559610381371442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMhncGf9q3I/AAAAAAAAAEs/6rKcXCAwqbc/s1600-h/gtagqa4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMhncGf9q3I/AAAAAAAAAEs/6rKcXCAwqbc/s400/gtagqa4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244555498551618418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMhncVrdFAI/AAAAAAAAAE0/8s6O3kW__kU/s1600-h/gta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMhncVrdFAI/AAAAAAAAAE0/8s6O3kW__kU/s400/gta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244555502626345986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tirei essas imagens de um concurso &lt;a href="http://www.cracked.com/forums/topic/33459/re-cracked-photoshop-contest-ending-4.30.08-rejected-ideas-from-gta-iv"&gt;nesse site&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E &lt;a href="http://www.cracked.com/article_16196_p1.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; tem os 7 mandamentos que todo jogo de video game deveria obedecer (em inglês), é muito bom!&lt;br /&gt;E falando em videogame, atualmente estou jogando Kingdom Hearts e me divertindo pra caramba. Mas eu queria mesmo era um Wii. Ou até um DS, estou louca pra jogar o &lt;a href="http://www.square-enix.co.jp/ff4ds/"&gt;remake de FFIV&lt;/a&gt;... eu sei que é só o mesmo jogo em versão 3D, mas o jogo é muito bom! =D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-5693247065816233456?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/5693247065816233456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=5693247065816233456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5693247065816233456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5693247065816233456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/09/idias-rejeitadas-pro-gta.html' title='Idéias rejeitadas pro GTA'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMhrLcQkiDI/AAAAAAAAAE8/MOgLVrR21cY/s72-c/grandadct9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-3302879435671865368</id><published>2008-09-05T14:53:00.002-03:00</published><updated>2008-09-05T15:00:11.856-03:00</updated><title type='text'>A Polêmica dos Anencéfalos</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CGabriela%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"MS Mincho"; 	panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4; 	mso-font-alt:"ＭＳ 明朝"; 	mso-font-charset:128; 	mso-generic-font-family:modern; 	mso-font-pitch:fixed; 	mso-font-signature:-1610612033 1757936891 16 0 131231 0;} @font-face 	{font-family:"\@MS Mincho"; 	panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4; 	mso-font-charset:128; 	mso-generic-font-family:modern; 	mso-font-pitch:fixed; 	mso-font-signature:-1610612033 1757936891 16 0 131231 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"MS Mincho";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como faz tempo que eu não falo de assuntos atuais, vamos falar de um assunto light, que é o aborto de fetos anencéfalos. O tema é tão controverso que até essa primeira frase, aparentemente inocente, pode render horas de discussão. Isso porque, para muitos, não existe vida no anencéfalo, que é considerado uma "morte intra-uterina", e portanto não há aborto (que é definido como a interrupção da gravidez com a morte do produto da concepção), porque não se pode matar o que já está morto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem, mas vamos começar do começo. Anencefalia é uma má-formação do tubo neural em que não há fechamento da porção encefálica, sem formação dos ossos cranianos e de parte do encéfalo, seja só dos hemisférios cerebrais ou também do tronco cerebral, o que caracteriza uma anencefalia total. Entre os recém-nascidos anencéfalos nascem vivos 2 de cada 3 casos. Desses nascidos vivos cerca de 98% morrem ainda na primeira semana. Cerca de 1% sobrevive até 3 meses; existem relatos na literatura científica de crianças que sobreviveram até mais de um ano sem o auxilio de respiração artificial. Claro, tudo isso se você considerar que elas estão vivas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou desenvolvendo esse tema partindo do meu ponto de vista, que acredito que a Medicina e a lei devem proteger a vida em sobreposição aos interesses individuais para quem essa vida poderia ser inconveniente. Claro que não é possível precisar onde começa de fato a vida, mas enquanto a ciência não for capaz de fazê-lo, a evidência de que uma gestação normal levada a termo resulta num indivíduo que, em seu curso normal, se desenvolverá a um cidadão plenamente capaz e funcionante me basta. Já tive muitas opiniões a respeito da legalização do aborto, e gostaria de discutir o assunto em outra oportunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltando aos anencéfalos, essas determinações tão controversas a respeito da existência ou não da vida esbarram em conceitos médicos como a "morte clínica" e a "morte cerebral", que são os critérios aceitos, mas ainda muito discutidos, e certamente não aplicáveis a neonatos (o protocolo de morte cerebral nem pode ser aplicado em menores de 7 dias). Então há um certo contra-senso naqueles que, tão apegados em questões semânticas, defendem que o anencéfalo não pode sofrer aborto por não estar vivo, e chamam de "antecipação terapêutica do parto" o ato a ser legalizado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O advogado que apresentou o caso ao Supremo disse: "&lt;i style=""&gt;A antecipação terapêutica do parto de fetos anencéfalos situa-se no domínio do senso comum e não suscita quaisquer das escolhas morais envolvidas na interrupção voluntária da gravidez viável. Não existe nenhuma proximidade entre nossa pretensão e o chamado aborto eugênico. A antecipação do parto em casos de gravidez de feto anencefálico não caracteriza aborto, como tipificado no Código Penal. No aborto a morte do feto deve ser resultado direto dos meios abortivos, sendo imprescindível tanto a comprovação da relação causal como a potencialidade da vida extra uterina do feto, que não é o que ocorre na antecipação do parto de um feto anencefálico. Não há potencial de vida a ser protegido. Somente o feto com capacidade potencial de ser pessoa pode ser sujeito passivo de um aborto&lt;/i&gt;".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem eu discordo um pouco dos pontos apresentados. Se não houvesse, de fato, nenhuma implicação moral como no caso da gravidez viável, por que o assunto precisaria ser tão discutido? Porque o "senso-comum" não parece tão comum assim nem entre os juristas, nem entre os médicos, nem entre os religiosos e nem entre a população? Outra coisa: se quando não há potencial de vida a ser protegido não há aborto, eu sinto um frio na barriga que me faz duvidar da outra afirmação do advogado, de que não há proximidade entre essa legalização e o aborto eugênico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ora, se definir o que é vivo e morto, o que tem potencial de se tornar uma pessoa, o que caracteriza um ser humano, etc. depende de preceitos freqüentemente mutáveis e adaptáveis à conveniência de quem expressa o ponto de vista, baseados em uma ciência falha, o que me impede de concluir que com o diagnóstico intra-uterino de retardo mental grave, autismo, outras mal-formações ou uma doença crônico-degenerativa (que muitas vezes faz o bebê morrer muito cedo ainda), por exemplo, são incompatíveis com a individuação plena, e o feto nunca vai se tornar um ser humano plenamente capaz, permitindo, assim, o aborto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei dizer com certeza se os bebês anencéfalos realmente não possuem nenhum tipo de consciência primitiva, pois a neuroplasticidade nesse período é sabidamente extraordinária, mas essencialmente não se sabe quase nada a seu respeito. Ninguém se lembra de como era ser bebê, e muito menos é capas de se colocar no lugar de alguém que tenha só o tronco cerebral e que é capaz, assim, de realizar controle respiratório e vasomotor sem auxílio de aparelhos, o que pra alguns é suficiente pra enxergar vida no seu bebê e até atribuir-lhe expressões ou sentimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora é bem mais fácil colocar-se no lugar de uma mãe que já pintou o quarto do bebê, começou a comprar o enxoval e anda espalhando a notícia por aí, contente apesar dos enjôos e tonturas, e que vai toda feliz ao médico fazer um ultra-som e descobre que seu bebê, aquele que já tinha nome, roupinha, brinquedinho e planos sobre se ia gostar de jogar futebol, se ia se médico ou engenheiro, é um anencéfalo que provavelmente vai morrer após algumas horas ou dias após o parto. E agora, como será ter que dar a notícia pra todo mundo, como será ter que olhar para o quartinho da criança e ter a certeza de que ele nunca vai ser capaz de brincar com os brinquedinhos, nem ouvir as musiquinhas, nem crescer pra jogar bola e ralar o joelho, pra fazer birra e não querer a comida? Como será deixar de sonhar com o rostinho dele pra começar a ter pesadelos com o dia de comprar o caixãozonho?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Será que é justo obrigá-la a passar por tudo isso por mais 6 meses, até a gestação chegar a termo? Grande parte das grávidas de anencéfalos que entram na justiça para tentar realizar o aborto consegue. Não é difícil concluir que o sofrimento deve ser muito e que o apelo da mãe é justo, desobrigando-a a levar a gravidez adiante. Mas outro ponto de vista interessante é o de um professor de bioética da USP, Dalton Luiz de Paula Ramos, que diz que o dramático nunca pode ser solucionado com o trágico, pois do dramático é possível tirar algum sentido de positividade (como o caso da mãe da menina Marcela, que viveu 1 ano e seis meses), mas do trágico não é possível tirar nada, pois só há destruição (leia o texto dele &lt;a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&amp;amp;subsecao=ciencia&amp;amp;artigo=esclarecimento_anencefalos&amp;amp;lang=bra"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Também é ilusório acreditar que depois do aborto a mulher vai sair aliviada e que o sofrimento terá tido fim, de que é um ato simples e, como afirmado no supremo, respaldado pelo senso comum e pela isenção da moral. Acho que o instinto materno fala mais alto que o de auto-preservação em muitas mulheres, e o fato de levar a gestação a termo, mesmo o recém-nascido morrendo em algumas horas, pode deixar a sensação de dever cumprido e de que tudo o que ela podia fazer foi feito, levando a um alívio talvez maior. Em ambos os casos há sofrimento e deve haver acompanhamento psicológico familiar, tanto antes quanto depois de tomada a decisão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMFzXKfeIEI/AAAAAAAAAEk/bnaZbLzcHnc/s1600-h/marcela1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMFzXKfeIEI/AAAAAAAAAEk/bnaZbLzcHnc/s400/marcela1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242598283026505794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho minhas dúvidas quanto à legalização, mas acho que de certa forma ela já existe na prática, sendo válido, portanto, que essa legitimação possa acelerar o processo a fim de evitar maiores sofrimentos. Acho injusto que os juristas ou os religiosos vetem uma decisão tão trágica em momentos de tanto desespero para os pais e a família, mas continuo defendendo que deva haver acompanhamento psicológico e aconselhamento ANTES e depois, para dar suporte e ajudar a nortear a decisão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora a questão semântica já colocada me incomoda até mais que a questão moral. Dêem uma olhada &lt;a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/19/69/1969/"&gt;nesse site&lt;/a&gt; que coloca um ponto de vista jurídico que tem como base essa questão de que o anencéfalo não é vivo e portanto não pode haver aborto. Essa coisa de "antecipação terapêutica do parto" prescinde de algumas definições que a limitação técnico-científica nos impede de dar. Tem o risco de abrir precedentes, como eu já expliquei, para abortos eugênicos. E ainda pode levar à preconização de um ato cuja decisão deveria caber somente aos pais para o outro lado - ou seja, se a antecipação do parto é terapêutica, devemos tratar essa mãe que padece da gravidez de um feto morto, sendo essa determinação quase que absoluta e a informação dos pais de anencéfalos feitas dessa forma baseada nas determinações legais vigentes, levando ainda a um aumento do preconceito no caso de pais que resolverem levar, afinal, a gestação adiante (que hoje já são taxados de egoístas, por exemplo). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho um certo receio à legalização das coisas que acabam sendo aderidas, aí sim, ao senso comum, não havendo mais o porquê de discutí-las, como é o caso da inseminação artificial, por exemplo: se eu digo que sou contra a terapêutica com células-tronco embrionárias, ou contra o aborto, tudo bem, é o que todo mundo está discutindo por aí; agora se eu digo que sou contra a inseminação artificial, todo mundo acha que eu sou maluca, que isso não tem por que ser discutido, e isso é um fato, e em outro post eu falo do assunto, mesmo porque esse aqui deve ser o recordista de tamanho até agora.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-3302879435671865368?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/3302879435671865368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=3302879435671865368' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3302879435671865368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3302879435671865368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/09/polmica-dos-anencfalos.html' title='A Polêmica dos Anencéfalos'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMFzXKfeIEI/AAAAAAAAAEk/bnaZbLzcHnc/s72-c/marcela1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-6435312979399216128</id><published>2008-09-04T15:38:00.005-03:00</published><updated>2008-09-04T15:45:43.003-03:00</updated><title type='text'>44 razões porque eu NÃO vou na Intermed</title><content type='html'>1. Pra assistir sessão da tarde&lt;br /&gt;2. Pra acordar meio-dia&lt;br /&gt;3. Porque eu adoro a comida da minha mãe&lt;br /&gt;4. Porque eu preciso estudar hemato&lt;br /&gt;5. Porque eu não quero que meu carro seja riscado&lt;br /&gt;6. Porque o truco não está entre as competições&lt;br /&gt;7. Porque eu gosto de tomar banho todo dia&lt;br /&gt;8. Pra ir ao cinema nos dias mais baratos&lt;br /&gt;9. Pra terminar aquele jogo de videogame&lt;br /&gt;10. Pra ver desenho de manhã&lt;br /&gt;11. Pra viajar pra lugares melhores que Araraquara&lt;br /&gt;12. Pra poder ficar vadiando o dia inteiro&lt;br /&gt;13. Pra tirar o atraso com o(a) namorado(a)&lt;br /&gt;14. Porque eu sou da 44 e não do caos&lt;br /&gt;15. Porque eu não to a fim de levar tijolada&lt;br /&gt;16. Porque eu não vejo graça em trote&lt;br /&gt;17. Porque eu tenho que fazer minha IC&lt;br /&gt;18. Porque eu não quero ser tema da aula de ética&lt;br /&gt;19. Porque eu não gosto de violência&lt;br /&gt;20. Porque prefiro conversar com pessoas sóbrias&lt;br /&gt;21. Porque prefiro gente cheirosa&lt;br /&gt;22. Porque esse negócio de calouro enche o saco&lt;br /&gt;23. Porque não agüento mais ouvir os hinos da atlética&lt;br /&gt;24. Porque não agüento mais a atlética&lt;br /&gt;25. Porque a minha cama é bem melhor que um colchonete&lt;br /&gt;26. Porque eu não preciso de ninguém pra proteger nossas mulheres&lt;br /&gt;27. Pra não ter que ver pessoas vomitando&lt;br /&gt;28. Porque não tenho nada contra alguém que esta fazendo outra faculdade&lt;br /&gt;29. Porque sou sedentário mesmo&lt;br /&gt;30. Porque quero continuar vivo e sem mutilações ate o fim da faculdade&lt;br /&gt;31. Porque fico de mau humor se alguém me acorda gritando&lt;br /&gt;32. Porque tenho espírito esportivo&lt;br /&gt;33. Porque eu não quero ser molestada(o)&lt;br /&gt;34. Porque não gosto de gente gritando comigo&lt;br /&gt;35. Porque eu prefiro beber Kisuco da minha avó do que Vodka Balalaika ou Jurupinga falsificada só pra ficar doidão&lt;br /&gt;36. Porque não quero fazer cirurgia/ortopedia, então foda-se a patética!&lt;br /&gt;37. Porque eu não comi cogumelo&lt;br /&gt;38. Pra ficar uma semana sem ouvir o povo se sentindo&lt;br /&gt;39. Porque eu nunca renovei a carteirinha da atlética(e nem paguei a do primeiro ano ainda)&lt;br /&gt;40. Porque eu prefiro viajar de Cometão do que de Terrorzão&lt;br /&gt;41. Porque quando eu crescer eu não quero ser igual à Eskoria, Tropa de Elite, Delecious ou qualquer coisa do tipo.&lt;br /&gt;42. Porque eu sou Med Unicamp, e não Med Campinas&lt;br /&gt;43. Porque se for para passar calor fico em Campinas mesmo&lt;br /&gt;44. Porque esse negócio de CAOS já encheu o SACO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma resposta bem-humorada à camiseta da Intermed 2008 da Turma 44 de Medicina da Unicamp. A camiseta original, obviamente, continha as 44 razões para ir à Intermed, e ao pedir ajuda dos meus amigos pra escrever esse outro ponto de vista, mesmo pouca gente respondendo, sobraram motivos e eu tive até que apagar alguns pra deixar só 44. Valeu a ajuda, galera!!&lt;br /&gt;E divirta-se.&lt;br /&gt;Se você se sentir ofendido de alguma forma pelo conteúdo dessa página... foda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e não esqueçamos alguns dos ítens obrigatórios na sua mala caso você ignores todas essas razões e resolva ir à intermed mesmo assim:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMAsgd4f0oI/AAAAAAAAAEU/aoFDcr1CoOs/s1600-h/g_tijolo_gauchao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMAsgd4f0oI/AAAAAAAAAEU/aoFDcr1CoOs/s400/g_tijolo_gauchao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242238902548288130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMAsm_-AnhI/AAAAAAAAAEc/UpeluYmaBDc/s1600-h/punch01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMAsm_-AnhI/AAAAAAAAAEc/UpeluYmaBDc/s400/punch01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242239014777429522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-6435312979399216128?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/6435312979399216128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=6435312979399216128' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6435312979399216128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6435312979399216128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/09/44-razes-porque-eu-no-vou-na-intermed.html' title='44 razões porque eu NÃO vou na Intermed'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SMAsgd4f0oI/AAAAAAAAAEU/aoFDcr1CoOs/s72-c/g_tijolo_gauchao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-3881560829263404949</id><published>2008-08-28T22:56:00.003-03:00</published><updated>2008-08-29T00:14:11.933-03:00</updated><title type='text'>Turma da Mônica</title><content type='html'>Há um tempinho saiu nas bancas uma revista nova da Turma da Mônica, em estilo mangá. Não fiquei surpresa com o fato a não ser pela demora em aparecer essa versão, porque eu já imaginava comos eria a Turma em mangá há uns 6 ou 7 anos, e o mercado cresceu infinitamente dessa época pra cá.&lt;br /&gt;Ouvi muitas opiniões a respeito do resultado, a maioria de pessoas que não tinham lido e algumas com muito preconceito.&lt;br /&gt;É normal que não nos agrade que mexam nas coisas de que gostamos, principalmente aquelas de quando a gente era criança (a redublagem de De Volta Para o Futuro que o diga). Mas eu sempre gostei da Turma da Mônica, e gostava muito mesmo. Aprendi a ler e a desenhar graças ao Maurío de Sousa, tenho um móvel no meu quarto cheinho de gibis... Aí resolvi dar uma chance a essa nova empreitada, e comprei a revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SLdnDsEOXAI/AAAAAAAAAEM/JimQYA9_G-M/s1600-h/MonicaJovem01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SLdnDsEOXAI/AAAAAAAAAEM/JimQYA9_G-M/s400/MonicaJovem01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239770004535008258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bom, acontece que é bem bacana. Quando era criança, adorava aquelas histórias em que os personagens apareciam mais velhos, ou com roupas diferentes e o mangá acaba não fugindo muito disso. A Mônica não dá mais coelhada no Cebolinha, que não fala mais elado e nem bola planos infalíveis; a Magali aderiu a uma dieta balanceada e o Cascão, ao banho. Não acho que isso estrague os personagens, mas ainda acho que o Maurício poderia ter sim se utilizado de alguns desses jargões para caracterizar melhor os personagens e criar umas boas piadas.&lt;br /&gt;Mas a dinâmica é mais ou menos a mesma, e apesar dos cenários relativamente mais complexos do que os do antigo Bairro do Limoeiro e do uso (um pouco exagerado) de retículas, o estilo de desenho dos personagens são essencialmente os mesmos. Talvez pra quem não tem muita familiaridade com desenho possa parecer que o traço mudou muito, mas tente dar uma olhada nos personagens secundários, ou nos desenhos dos pais dos protagonistas e verão que os desenhos, simples e com traço grosso, são os mesmos, afinal de contas. A história é ruim em termos de mangá, mas não imagino que se tenha a pretensão de concorrer com os mangás japoneses ou coreanos. Não, me parece mais uma história daquelas mais compridas, a primeira história do gibi, só que com folga, tempo pra ser desenvolvida e aproveitar as possibilidades de piadas e situações que vão aparecendo.&lt;br /&gt;Acho ainda que é um importante passo pros desenhistas daqui, afinal em termos de quadrinhos brasileiros, Maurício de Sousa é a referência, e apesar de o negócio de quadrinhos andar meio a trancos e barrancos, os gibis estão lá, na banca. É interessante ter um mangá nacional, que pode ser um precedente importante a oportunidades que venham a se descortinar para tantos desenhistas tão bons que eu vejo por aí e que dificilmente passariam das feiras de fanzine por falta de um mercado. Será que é sonhar demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, achei o mangá bem divertido, descomprometido e ousado, tem umas piadas muito boas e a história é bem nonsense. O estilo ainda tem muito o que crescer e eu pretendo acompanhar esse crescimento, comprando a revista todo mês (afinal, considerando os preços dos mangás convencionais e dos próprios gibizinhos fininhos da Turma da Mônica, o preço está bacana; e lá em casa, todo mundo curtiu a novidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém quiser dar uma conferida no Volume 0, que foi dado de brinde em eventos por aí, é só baixar no link: http://rapidshare.com/files/136891303/MJ00.zip&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e um videozinho trash que não tem nada a ver com o mangá... ^_^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m4Zbs7kcpfo&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/m4Zbs7kcpfo&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-3881560829263404949?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/3881560829263404949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=3881560829263404949' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3881560829263404949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3881560829263404949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/turma-da-mnica.html' title='Turma da Mônica'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SLdnDsEOXAI/AAAAAAAAAEM/JimQYA9_G-M/s72-c/MonicaJovem01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-7659984158875051325</id><published>2008-08-20T23:54:00.003-03:00</published><updated>2008-08-20T23:59:15.771-03:00</updated><title type='text'>Olhar para os lados</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRIKA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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Sem falar no gerente do banco que quer atrasar minha vida, do dia em que fui no bandejão esperando steak e tinha kibe, das duas vezes que eu tentei ir ao teatro e não consegui ver a peça, ou de pegar uma carona e ter que ir espremida com mais três desconhecidos no banco de trás de um celta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, todas as coisinhas que parecem ínfimas e que vão se juntando numa bola de neve no decorrer das semanas e que, junto com o baque de voltar a uma rotina estressante, saindo de casa 7h45 e chegando a voltar 23h15, como foi o caso ontem, tendo aulas ininterruptamente, acabam provocando uma avalanche de fato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesses dias em que eu tenho vontade de gritar e espernear porque não pode ser que tudo está dando tão errado, eu tento parar, pensar e olhar para os lados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Claro que num dia-a-dia de estar sempre no hospital, vendo o aspecto de maior fragilidade das pessoas, não fica difícil concluir que os meus problemas, comparados com os dos outros, não são nem problemas. Mas esse é um jeito meio pessimista de ser otimista; quer dizer, enxergar a desgraça do outro pra concluir que eu sou feliz, ou que eu poderia ser muito mais desgraçada mas graças a Deus não sou me parece um jeito meio frio e triste de se livrar dos problemas. Aliás, dizem que é por isso que junta tanta gente em volta de acidente ou gente morta na rua, porque a desgraça alheia nos é agradável, não tem jeito melhor de reafirmar que estamos vivos do que ao nos contrapormos a alguém que está morto, ali na nossa frente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas sejamos mais otimistas. Quando eu digo "olhar para os lados" estou pensando em minimizar os nossos problemas em relação às coisas boas, não deixarmos de valorizá-los porque há outros problemas maiores, mas sim porque só nós os valorizamos e isso não faz diferença pra ninguém além de nós mesmos. Apesar de termos a nítida impressão de que somos personagens principais do Mundo e todo o resto é coadjuvante, não dá pra esquecer de que não estamos no Show de Truman. Os lugares não passam a existir de verdade só porque fomos lá e as pessoas não estão passando pela rua só pra dar mais verossimilhança ao nosso passeio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhar para os lados é ver que os ipês se enfileiram floridos e as amoras dão de monte nessa época do ano, inexoravelmente. É poder apreciar, uma coruja austera que levanta vôo de cima do fio de eletricidade e depois dá um rasante, provavelmente alheia à sua própria beleza. Pensar que se eu não tivesse perdido o ônibus e voltado à pé, provavelmente não teria visto a coruja que acabou, em última análise, inspirando esse post.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E vou usar de novo essa palavra de que eu gosto tanto, que tem uma sonoridade ao mesmo tempo bonita e apreensiva, assim como seu significado que capta tão bem a essência desse mundo, desse mundo que às vezes me faz sentir tão insignificante, desse mundo inexorável.&lt;/p&gt;  &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://sobreventos.files.wordpress.com/2007/08/dsc00011.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 417px; height: 312px;" src="http://sobreventos.files.wordpress.com/2007/08/dsc00011.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-7659984158875051325?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/7659984158875051325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=7659984158875051325' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7659984158875051325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7659984158875051325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/olhar-para-os-lados.html' title='Olhar para os lados'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-3801433549927637770</id><published>2008-08-17T21:33:00.001-03:00</published><updated>2008-08-17T21:36:56.550-03:00</updated><title type='text'>E viva o Espírito Olímpico!</title><content type='html'>Sei que esse post está meio atrasado (semana passada foi f***), mas quando eu cheguei em casa no outro sábado, a minha mãe me disse "Você viua guerra?" e eu, muito surpresa, perguntei "Que guerra??"&lt;br /&gt;Tudo bem que ultimamente eu estou meio sem tempo, vendo menos jornl que o normal, mas não ficar sabendo de um guerra?&lt;br /&gt;Aí eu comecei a ver o jornal na semana seguinte e entendi que, a não ser que eu realmente estivesse interessada no assunto, ficaria meio difícil de ficar sabendo que a Rússia estava bombardeando a Geórgia. Afinal, no dia que eu estava vendo, nos primeiros 40 minutos do jornal (não é brincadeira, foram QUATRO blocos), ficaram falando sobre as Olimpíadas.&lt;br /&gt;OK, toda Olimpíada é assim, não se fala de outra coisa e tal, mas quando tem algo "um pouquinho" mais relevante acontecendo no mundo, acho que a atitude não deveria ser tão displicente.&lt;br /&gt;Engraçado é que sempre que vemos filmes sobre guerra, ou discutimos o assunto (como por exemplo no caso dos Hutus e Tutsi), sempre se levanta a questão da omissão internacional, que poderia ajudar a resolver, ou acelerar a resolução do caso. Não preciso ser muito ligada em política pra perceber que pra Rússia foi oportuno esse momento em que as atenções internacionais estão voltadas pra China; mas o que poderia ter acontecido - e que teria sido realmente lindo - seria o feitiço ter virado contra o feiticeiro. Assim: era só parar os jogos. Pronto, um protesto mundial pela paz. Parasse tudo, ou então proibisse  participação de qualquer atleta da Rússia ou da Geórgia enquanto o assunto não estivesse resolvido.&lt;br /&gt;Mas não, eu estava lá, vendo o jornal nacional esperando aparecer alguma coisa sobre a guerra que até então eu não tinha ouvido falar e jajá ouvi "... nesse doloroso confronto contra a Rússia, já que são inimigos de tantos anos", virei pra olhar... e era só o vôlei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-3801433549927637770?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/3801433549927637770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=3801433549927637770' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3801433549927637770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3801433549927637770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/e-viva-o-esprito-olmpico.html' title='E viva o Espírito Olímpico!'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-7312779844068443740</id><published>2008-08-10T18:55:00.000-03:00</published><updated>2008-08-10T19:09:37.504-03:00</updated><title type='text'>Literatura nas Escolas</title><content type='html'>Acho que o ensino de Literatura nas escolas é uma droga.&lt;br /&gt;A grande maioria das pessoas não lê o livros e muitos dos que leêm não gostam.&lt;br /&gt;Como acontece: a tia Marocas ensina Literatura usando basicamente a ordem cronológica; ensina aquela Escola Literária, os autores de Língua Portuguesa importantes naquele contexto e as obras mais importantes. Escolhe a que ela acha mais relevante - ou a que a Fuvest acha - e manda os alunos lerem, e na prova cobra tudo isso do aluno.&lt;br /&gt;A coisa já começa não dando certo, porque a maioria das escolas começa a ensinar Literatura no 1º ano do Ensino Médio, quando os alunos têm 14 ou 15 anos. E, pela ordem histórica, querem nos ensinar Trovadorismo, Humanismo, Classissismo... um monte de chatices que dão uma primeira má impressão à maioria das pessoas. Aí, a tia Marocas quer que você leia Os Lusíadas, mas como ela tem (o mínimo de) bom senso, sabe que os seres iluminados de 15 anos não têm capacidade de ler e entender um livro desses e manda você ler a bendita versão adaptada, daquelas da Série Reencontro, que só conta a história do livro - que, no caso dos Lusíadas, é MUITO chata. E por aí vai, temos que ler Alencar, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco e um monte de outros chatos que não nos dizem nada. Claro, às vezes tiramos alguma coisa boa dos livros, conhecemos autores bons e aprendemos coisas novas. Não vou dizer que eu não admire Os Lusíadas e toda aquela maluquice de versos decassílabos, mas até hoje não tive saco pra ler tudo. (O Camilo Castelo Branco sim, eu já li, e não recomendo nem pro meu pior inimigo!)&lt;br /&gt;Outra coisa que acho péssima é que a Literatura que aprendemos é exclusivamente de Língua Portuguesa, deixando-nos com a impressão de que antes dos trovadores ou de Camões, ninguém nunca escreveu nada que valesse a pena ser lido, e que durante os movimentos literários, os brasileiros e portugueses sofreram diversas influências, mas não sabemos diretamente de quem, de onde ou por quê.&lt;br /&gt;Acho que é importante ensinar Literatura, mas acho que do jeito que é feito, o prejuízo causado pode ser maior que os possíveis benefícios a uma parcela dos alunos. Acho que já disse isso, mas a minha tia Marocas da 8ª série me mandou ler Esaú e Jacó e quase me fez odiar Machado de Assis, simplesmente porque eu não tinha maturidade pra ler aquele livro. Ela mandou a gente ler O Quinze, da Rachel de Queiroz também, e eu nunca superei esse trauma (nunca tentei ler de novo). Se eu, que sempre gostei de ler e sempre li muito quase morri, imagina aqueles que penavam pra ler Pedro Bandeira nos anos anteriores!&lt;br /&gt;Mas a tia Érika, se fosse professora de Literatura faria tudo diferente. Acho que seria legal se as Escolas Literárias fossem ensinadas sim, e explicadas com base em textos, em pedaços de obras de autores importantes, em exemplos, e não necessariamente em livros inteiros. E acho que isso devia ser ensinado de forma contextualizada, com os autores importantes de outras línguas, e não só do português. Por que fingir que não existiram Sófocles, Homero, Virgílio, Dante Alighieri, Cervantes, Goethe, Baudelaire, Oscar Wilde, Dostoiévski, Tolstói, Mark Twain e Charles Dickens, só como exemplos?&lt;br /&gt;Aí o aluno escolhe o que ele quer ler, só o que ele quiser. Aqueles alunos mais nerds, que aprovaitam o ensino de Literatura do jeito que é, provavelmente escolhem um dos livros da lista de sugestões do professor, que são relevantes praquele período literário estudado. Os que não tiverem interesse nenhum em ler um desses livros, ou simplesmente estiverem com preguiça ou com muitas outras coisas pra fazer, podem escolher QUALQUER livro, até um daqueles da Série Vaga-lume ou um Harry Potter, só tem que ler um livro aquele mês. Aí o professor pode pedir um trabalho sobre o livro, pedindo por exemplo pro aluno identificar um trecho que tenha a ver com alguma característica de alguma escola literária que já estudaram, ou mesmo não pedir nada, só o nome do livro que está lendo, por que escolheu aquele e o que mais gostou. O número de um livro por mês também pode ser negociável, pra estimular a leitura de livros mais grossos (por exemplo, se você quiser ler um livro com mais de 250 páginas, pode levar 2 meses e assim por diante).&lt;br /&gt;Eu provavelment nunca vou dar aula de Literatura na vida, claro que não sei se nada disso que eu disse daria certo, mas, considerando que do jeito atual não dá certo pra maioria, talvez fosse interessante tentar (né, Fabi?).&lt;br /&gt;Conheci muitos livros bons quando estudava Literatura, e gosatava muito dos livros (nem tanto das aulas). Mas eu tirei 4,5 no bimestre do Trovadorismo, e continuo achando um desaforo mandar alunos de 16 ou 17 anos lerem Guimarães Rosa, pelo menos eu acho que ele está num nível que transcende muito o meu, mesmo hoje em dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-7312779844068443740?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/7312779844068443740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=7312779844068443740' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7312779844068443740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7312779844068443740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/literatura-nas-escolas.html' title='Literatura nas Escolas'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-6963472395908811317</id><published>2008-08-07T00:57:00.005-03:00</published><updated>2008-08-07T01:18:35.444-03:00</updated><title type='text'>Conjecturas de volta às aulas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJp3ks5_r9I/AAAAAAAAAD0/ZUxzEblE3no/s1600-h/Long+Term.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJp3ks5_r9I/AAAAAAAAAD0/ZUxzEblE3no/s400/Long+Term.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231625389557657554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Começo de semestre é terrível.&lt;br /&gt;Queria postar nesse blog todo dia, nem que fosse um vídeo ou uma charge legais, mas agora que as aulas começaram pra valer - e põe pra valer nisso, porque estou estudando 40 horas semanais fora Iniciação Científica e os professores não estão pegando muito leve - , acho que vai ficar um pouco inviável.&lt;br /&gt;Abri mão de pegar matérias de noite pra ter um pouco mais de tempo pra mim, pros meus livros que costumavam ficar aposentados até as férias e pra estudar um pouco, mas esse tempo parece que não dura nada! Hoje, por exemplo, vi a novela, lavei louça, estudei um caso clínico pra amanhã, estou escrevendo no meu blog e... já é mais de 1h da manhã e eu nem jantei!&lt;br /&gt;Assim não dá, nas férias os dias duravam infinitamente mais. Só que, uma contradição meio óbvia, as semanas de férias passam bem mais rápido que essas aqui em Campinas.&lt;br /&gt;Independentemente da minha depressão costumeira que aparece todo começo e fim de semestre, estou relativamente otimista, e apesar da perspectiva de passar mal no hospital todo dia de manhã, acho que vou aprender bastante Clínica esse semestre.&lt;br /&gt;Quem sabe isso me ajuda a tirar as dúvidas de todo mundo que vem perguntar coisas sobre as quais eu não faço nem idéia (mas sou muito boa de inventar respostas, senão não tinha passado no vestibular com o que eu sabia de História e Geografia).&lt;br /&gt;Enfim, esse tópico não fez sentido nenhum e acho que eu vou dormir, senão não vai adiantar nada ter estudado o caso clínico e dormir na discussão amanhã cedo.&lt;br /&gt;Ah, e a tirinha do Calvin expressa bem os meus dilemas universitários - e melhor ainda a minha conduta de sempre optar por vagabundear e ficar vendo porcarias no youtube ou jogando qualquer coisa nas vésperas de prova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-6963472395908811317?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/6963472395908811317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=6963472395908811317' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6963472395908811317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/6963472395908811317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/conjecturas-de-volta-s-aulas.html' title='Conjecturas de volta às aulas'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJp3ks5_r9I/AAAAAAAAAD0/ZUxzEblE3no/s72-c/Long+Term.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-7488208357245386731</id><published>2008-08-03T15:31:00.006-03:00</published><updated>2008-11-13T01:29:06.120-02:00</updated><title type='text'>"A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer tem que destruir um mundo."</title><content type='html'>Anteontem eu terminei de ler, às 3h da manhã, o livro Demian, de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hermann_Hesse"&gt;Herman Hesse&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;É um livro incrível, que apesar de seu conteúdo denso apresenta, na medida no possível, uma leitura bem fluida. Não insere-se, de forma alguma, na categoria de livros que contam histórias, como os que citei no post "&lt;a href="http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/por-que-no-ler-s-por-ler.html"&gt;por que não ler só por ler?&lt;/a&gt;", pois apesar de conter uma história interessante, e, a partir de certo ponto até mesmo fantástica, isso é o menos importante e o livro apresenta muito conteúdo artístico, literário e (talvez principalmente) filosófico.&lt;br /&gt;Pertence a um gênero conhecido como "&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bildungsroman"&gt;Bildungsroman&lt;/a&gt;" (algo como 'romance de formação' em Alemão), no qual o autor apresenta a formação da personalidade psicológica, moral e social do protagonista, geralmente jovem.&lt;br /&gt;Se tem uma coisa que aprendi no meu curso de Literatura e Psicanálise semestre passado foi a sempre pesquisar sobre o autor antes de começar a ler um livro seu. Pois bem, nesse caso é quase impossível negar o caráter auto-biográfico do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Hermann_Hesse_1927_Photo_Gret_Widmann.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Hermann_Hesse_1927_Photo_Gret_Widmann.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Herman Hesse nasceu na Alemanha, em 1877, filho de missionários prostestantes que queriam que o filho seguisse o mesmo caminho pelo Cristianismo. Ele, entretanto, abandonou o seminário e foi para a Suíça, onde naturalizou-se, trabalhando em livrarias e posteriormente escrevendo seus romances. Viajou para a Índia em 1911 onde teve contato com o Budismo; também conheceu Jung e suas teorias psicanalíticas. Chegou a tentar o suicídio. Teve bom reconhecimento literário, e a partir de algumas publicações de sucesso passou a viver de escrever. Colocou-se contra a guerra e contra o patriotismo, sendo muito condenado pelo povo alemão. Ganhou o Nobel de Literatura em 1946 por "Jogo das Contas de Vidro" e morreu em 1962.&lt;br /&gt;Além de muitos desses acontecimentos em rumo à maturidade - o rompimento com o mundo paterno para encontrar a si mesmo, o encontro com a espiritualidade - serem muito próximos entre a história do protagonista e a do próprio Hesse, ele publicou Demian sob o pseudônimo de Emile Sinclair, nome do protagonista tirado, segundo o autor, de um amigo por quem tinha grande admiração.&lt;br /&gt;É difícil resumir a história do livro sem spoilers, apesar de eu achar que isso é o de menos; por exemplo, se você viu uma daquelas palestras de vestibular ou leu o resumo de Memórias Póstumas ou Macunaíma, isso não deve diminuir o prazer da leitura, certo?&lt;br /&gt;Bem, o livro apresenta-nos uma trajetória de uma criança tornando-se homem, num caminho cheio de sofrimeno, rupturas e simbolismos. O próprio Sinclair identifica um "mundo luminoso e reto", ideal, de dentro de sua casa, com seus pais e irmãs perfeitamente virtuosos; o mundo lá fora é o mundo proibido, obscuro, misterioso e cruel. Sinclair entra em contato com esse mundo ao ser extorquido por um garoto da escola pública, e, mais tarde, ao travar uma conversa decisiva com Demian, um aluno mais velho, que parece apresentar em seu rosto um aspecto sábio e atemporal, oferecendo-lhe outra interpretação para a história bíblica de Caim e Abel. A&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJX-vyN5UdI/AAAAAAAAADc/CGnZzPh6pnw/s1600-h/Abraxas,_Nordisk_familjebok.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJX-vyN5UdI/AAAAAAAAADc/CGnZzPh6pnw/s200/Abraxas,_Nordisk_familjebok.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230366639148061138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; substituição da contraposição entre o Mal e o Bem pela entre o Forte e o Fraco, o Corajoso e o 'Cordeiro' perpetuará na história como metáfora que culminará na busca do conhecimento por si mesmo e na substituição da Moral do mundo luminoso pela Ética, que deve ser pessoal e pura, seguida estreitamente e determinante da própria condição de Homem.&lt;br /&gt;Demian acaba sendo o alter-ego de Sinclair, seu ideal e seu ídolo, pertencendo claramente ao mundo das sombras - e a dualidade entre os dois mundos, o ideal e o real, o em que Sinclair se insere e o a que ele quer pertencer acaba tranferindo-se à síntese representada por "Abraxas", a divindade que reúne em si o Deus e o Demônio, o Bem e o Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante é que isso parece estar presente no Magnum Opus (algo como Grande Trabalho) na&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alchemy"&gt; Alquimia&lt;/a&gt;, que se refere à transformação de metais em ouro e à produção da Pedra Filosofal (que são metáforas para o próprio crescimento pessoal e busca da essência humana), e tem três estágios:&lt;br /&gt;* nigredo(-putrefactio): individuação, purificação, remoção completa das impurezas;&lt;br /&gt;* albedo, branqueamento: espiritualização, iluminação;&lt;br /&gt;* rubedo: unificação do homem gom deus, unificação do limitado com o ilimitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/55/Printing4_Walk_of_Ideas_Berlin.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/55/Printing4_Walk_of_Ideas_Berlin.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Certamente esse seria um livro bem mais aproveitado se eu tivesse mais conhecimentos sobre filosofia, teologia, psicanálise junguiana ou alquimia. Entretanto, acredito que qualquer indivíduo pensante vai apreciar muito a leitura de qualquer forma, e a Wikipédia também pode ser uma boa fonte de conheimentos limitados, porém instantâneos, sendo um bom pontapé inicial. Eu também gostaria muito de discutir algumas das metáforas e idéias apresentadas no livro, em passagens mais específicas, então quem já leu ou futuramente venha a ler, por favor, venha conversar comigo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-7488208357245386731?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/7488208357245386731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=7488208357245386731' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7488208357245386731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7488208357245386731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/ave-sai-do-ovo-o-ovo-o-mundo-quem_03.html' title='&quot;A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer tem que destruir um mundo.&quot;'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJX-vyN5UdI/AAAAAAAAADc/CGnZzPh6pnw/s72-c/Abraxas,_Nordisk_familjebok.png' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-4125745204457651466</id><published>2008-08-02T16:16:00.002-03:00</published><updated>2008-08-02T16:28:03.427-03:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>Ontem eu terminei de ler um livro fantástico.&lt;br /&gt;Comecei a escrever uma resenha sobre ele, mas resolvi que era imprescindível colocar aqui alguns trechos do livro, porque enquanto lia, comecei a ter uma grande coceira mental, e simplesmente não conseguiria continuar lendo se não pegasse uma folha de papel e anotasse alguns parágrafos (ou pelo menos a página em que estavam pra eu lembrar depois). E foi o que eu fiz (de madrugada, anotando trechos e tentando fazer correlações simbólicas e psicanalíticas debaixo do edredom).&lt;br /&gt;Como as citações são um pouco grandes, porque têm uma linha de pensamento e tudo, decidi não colocá-las junto com a resenha, que eu já acho que vai ficar grandinha, porque senão ninguém teria coragem de ler.&lt;br /&gt;Então não vou colocar nada sobre o livro (ok, seu estraga prazeres, a transcrição é literal, então você pode procurar um pedaço no google), e a resenha só sai amanhã, aqui nesse mesmo horário e nesse mesmo canal.&lt;br /&gt;Mas com certeza, por aqui já dá pra ter muito mais vontade de ler o livro do que por qualquer coisa que eu possa dizer a seu respeito. Então aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;“— Sei o que vais dizer-me — continuou resignado. — Sempre tropeçamos com isso! Mas ouve-me ainda um momento: este é um dos pontos em que se vê mais claramente os defeitos da religião. Esse Deus da antiga e da nova Aliança é, antes de tudo, uma figura extraordinária, mas não o que realmente deveria ser. Representa o bom, o nobre, o paternal, o belo e também o elevado e o sentimental... está bem! Mas o mundo se compõe também de outras coisas. E todas essas coisas são simplesmente atribuídas ao Diabo; toda essa parte do mundo, toda essa outra metade é encoberta e silenciada. Glorifica-se a Deus como o Pai de toda a vida, ao mesmo tempo em que se oculta e se silencia a vida sexual, fonte e substrato da própria vida, declarando a pecado e obra do Demônio. Não faço a menor objeção a que se adore esse Deus Jeová. Mas creio que devemos adorar e santificar o mundo inteiro em sua plenitude total e não apenas essa metade oficial, artificialmente dissociada. Portanto, ao lado do culto de Deus devíamos celebrar o culto do Demônio. Isto seria o certo. Ou mesmo criar um deus que integrasse em si também o demônio e diante do qual não tivéssemos que cerrar os olhos para não ver as coisas mais naturais do mundo.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“— Falamos em demasia — disse ele com gravidade desacostumada. — As palavras engenhosas não têm qualquer valor, absolutamente nenhum. Só conseguem afastar-nos de nós mesmos. E afastar-se de si mesmo é um pecado. É preciso que se saiba encerrar-se em si mesmo, como a tartaruga.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Ainda me lembro como as lágrimas me saltaram aos olhos ao sair do café num domingo pela manhã e ver uns meninos que brincavam pela rua, radiantes, limpos, bem penteados e com roupas domingueiras. Assim, enquanto divertia meus amigos e às vezes os assustava com meu incrível cinismo, entre risos bêbados, diante das mesas sujas dos cafés de baixa categoria, conservava em meu coração um respeito oculto por tudo aquilo que conspurcava com meus ditos, e em meu interior permanecia ajoelhado e chorando diante de minha alma, diante do passado, diante de minha mãe e diante de Deus.”&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“— Sempre achamos que são demasiadamente estreitos os limites de nossa personalidade! Atribuímos à nossa pessoa somente aquilo que distinguimos como individual e divergente. Mas cada um de nós é um ser total do mundo, e da mesma forma como o corpo integra toda a trajetória da evolução, remontando ao peixe e mesmo a antes, levamos em nossa alma tudo o quanto desde o princípio está vivendo na alma dos homens. Todos os deuses e todos os demônios que já existiram, quer entre os gregos, os chineses ou os cafres, todos estão conosco, todos estão presentes, como possibilidades, desejos ou caminhos. Se toda a humanidade perecesse, com exceção de uma só criança medianamente dotada, esse menino sobrevivente tornaria a encontrar o curso das coisas e poderia criar tudo de novo: deuses, demônios e paraísos, mandamentos e proibições, antigos e novos Testamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;— Pois bem — objetei-lhe. — Mas que fim leva o valor do indivíduo? Para que aspiramos a algo se já temos tudo concluído em nós mesmos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;— Alto lá! — exclamou Pistórius com força. — Há muita diferença entre levarmos simplesmente o mundo em nós mesmos e conhecê-lo. Um louco pode expor idéias que lembrem as de Platão e um colegial devoto pode criar em sua imaginação profundas conexões mitológicas que aparecem nas doutrinas dos gnósticos ou de Zoroastro. Mas sem sabê-lo! E enquanto não sabe, é uma árvore ou uma pedra, ou quando muito um animalzinho. Não creio que se possam considerar homens todos esses bípedes que caminham pelas ruas, simplesmente porque andam eretos ou levem nove meses para vir à luz. Sabes muito bem que muitos deles não passam de peixes ou de ovelhas, vermes ou sanguessugas, formigas ou vespas. Todos eles revelam possibilidades de chegar a ser homens, mas só quando vislumbram e aprendem a levá-las em parte à sua consciência é que se pode dizer que possuem uma...”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-4125745204457651466?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/4125745204457651466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=4125745204457651466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4125745204457651466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4125745204457651466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/citaes.html' title='Citações'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-293517642317117193</id><published>2008-08-01T21:02:00.002-03:00</published><updated>2008-08-01T21:14:38.794-03:00</updated><title type='text'>Gatos</title><content type='html'>Outro dia eu li uma reportagem sobre gatos na revista Seleções, e a autora dizia que quem não gosta de gatos é porque não compreende - e provavelmente não tem em si - o espírito de liberdade que define esses bichinhos.&lt;br /&gt;Porque realmente, não importa o quanto eles gostem de uma boa almofada ou, sem cerimônia, esfreguem-se em nossas pernas pedindo comida, parece que a liberdade mora dentro deles, e sua personalidade e independência não podem ser moldadas.&lt;br /&gt;Acho que todo mundo que tem um gato vai se identificar com esse vídeo - pelo menos os gatos que eu conheço fazem igualzinho - sempre conseguindo, de um jeito ou de outro, o que querem de seus donos. Aliás, com os gatos nunca é muito certo afirmar quem é dono de quem, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/s13dLaTIHSg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/s13dLaTIHSg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Ah, agradecimentos especiais nesse post:&lt;br /&gt;ao Douglas, que me ensinou a colocar o vídeo do youtube no post;&lt;br /&gt;e à Sheila, que me mandou o vídeo! =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-293517642317117193?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/293517642317117193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=293517642317117193' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/293517642317117193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/293517642317117193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/08/gatos.html' title='Gatos'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-2733009295209226013</id><published>2008-07-31T15:01:00.003-03:00</published><updated>2008-11-13T01:29:06.442-02:00</updated><title type='text'>Tudo o que é ruim sempre volta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJH-YE3NIyI/AAAAAAAAADU/oAG9ELJoMDQ/s1600-h/mommysboys011.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJH-YE3NIyI/AAAAAAAAADU/oAG9ELJoMDQ/s400/mommysboys011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229240331929461538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quadrinho do cartunista &lt;a href="http://talktohimselfshow.zip.net/"&gt;Allan Sieber&lt;/a&gt;, responsável pela série "Preto no Branco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: que ódio, a imagem não fica maior que isso! &gt;_&lt;&lt;br /&gt;Clique na figura para abrir em outra aba e enxergar direito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-2733009295209226013?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/2733009295209226013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=2733009295209226013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/2733009295209226013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/2733009295209226013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/tudo-o-que-ruim-sempre-volta.html' title='Tudo o que é ruim sempre volta'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SJH-YE3NIyI/AAAAAAAAADU/oAG9ELJoMDQ/s72-c/mommysboys011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-3081779612089015231</id><published>2008-07-30T22:16:00.005-03:00</published><updated>2008-07-30T23:05:58.132-03:00</updated><title type='text'>Terror para crianças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dancewithshadows.com/movies/images/sweeney-todd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.dancewithshadows.com/movies/images/sweeney-todd.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu assisti ao filme "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0408236/"&gt;Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet&lt;/a&gt;". O subtítulo, apesar de digno daqueles feitos pra brasileiros burros terem vontade de ver filmes cujo títulos não lhes dizem nada, é uma tradução do original.&lt;br /&gt;Não assisti ao filme antigo, já tinha ouvido falar por alto da história, mas não sabia do que se tratava. Só que era um filme do Tim Burton com o Johnny Depp (que surpresa!), e que era um musical.&lt;br /&gt;O filme é legal, mas o duro é que a partir disso que eu disse, e só disso, fica bastante previsível. O clima é bem gótico e pitoresco, no maior estilo do diretor e a atuação de Johnny Depp, como sempre impecável, nos proporciona nada muito além de um Edward Mãos de Tesoura psicopata.&lt;br /&gt;Tinha lido, na época que o filme estava no cinema, que quando a cantoria começava era uma sessão de tortura, porque os atores cantavam muito mal. Não tenho um ouvido musical muito apurado, mas não achei ruim. De fato, até pra minha orelha destreinada, é visível (quer dizer, audível) que a grande maioria dos atores não passaria na audição d'&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0293508/"&gt;O Fantasma da Ópera&lt;/a&gt;, mas passariam pra final do Astros tranqüilamente. =)&lt;br /&gt;Não tenho também experiência com musicais, exceto os desenhos da Disney. Lembro de ter visto só O Fantasma da Ópera, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0203009/"&gt;Moulin Rouge&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0168629/"&gt;Dançando no Escuro&lt;/a&gt;.  Comparativamente, Sweeney Todd perde de todos; d'O Fantasma da Ópera pela técnica e pelo brilhantismo de um musical de Andrew Lloyd Webber, de Moulin Rouge pela ousadia de usar músicas atuais e de Dançando no Escuro por infinitas razões (é um dos meus filmes preferidos, então prefiro não comentar). As músicas são um pouco repetitivas, não vi muita diferença de uma pra outra.&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://i207.photobucket.com/albums/bb79/nospheratt/Deusario/voce_vaca.jpg"&gt;Isabela Boscov&lt;/a&gt; (crítica de cinema da veja) disse que a parte cantada era dispensável e tudo poderia ser falado. Não acho; o fato de todo mundo praticamente só cantar o tempo todo ajudou a dar um clima meio surreal que se sustenta no filme, não só pelas brilhantes fotografia, figurino e atuações, mas pela própria história e seus rumos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.slashfilm.com/wp/wp-content/images/sweeneysparrow.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.slashfilm.com/wp/wp-content/images/sweeneysparrow.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Só o que me chateou foi a repetição; pra mim, todos os personagens já haviam aparecido em outras histórias, e pior, interpretados pelos mesmos atores. Aliás, o &lt;a href="http://www.hp-lexicon.org/images/film/ps/harris-dumbledore-ss.jpg"&gt;Richard Harris&lt;/a&gt; só não fez o filme porque morreu, já que o elenco todo do Harry Potter estava lá: a Helena Bonham Carter, que eu adoro desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0137523/"&gt;Clube da Luta&lt;/a&gt;, não só fazendo o mesmo papel que a cara de louca dela favorece, mas aposto que estava usando até o mesmo figurino da &lt;a href="http://static.twoday.net/derwahnsinnhateinennamen/images/Helena-Bonham-Carter-als-Bellatrix-Lestrange-.jpg"&gt;Belatrix Lestrange&lt;/a&gt;; o &lt;a href="http://www.twwn.net/DidYouKnow/alan_rickman.jpg"&gt;Alan Rickman&lt;/a&gt;, que me deu muita vontade de rir quando disse aquele "Mr. Todd!" com exatamente o mesmo tom em que disse "Mr. Potter!" na primeira aula de Poções; sem falar no &lt;a href="http://l.yimg.com/img.movies.yahoo.com/ymv/us/img/flickr/67/08/001905886708.jpg"&gt;Timothy Spall&lt;/a&gt;, fazendo pela enésima vez o papel de capanga do mal e burro.&lt;br /&gt;A história é todinha bem previsível e o final não tem nada de fantástico.&lt;br /&gt;Mas, apesar disso tudo, eu não odiei o filme; na verdade, achei até bem legal. Provavelmente vou favoritar no imdb e dar nota 6 ou 7. Se você não tiver preconceito com musicais, talvez goste; se for fã da dupla Tim Burton/Johnny Depp, vai ter orgasmos. De qualquer forma, acho que vale a pena assistir (é só me trazer um CD virgem, está em dvdrip legendado em português, 700Mb).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a impressão que o filme me deu, no final das contas, não sei se por ser um musical ou se pelo tom de conto de fadas que perpetua, é que é um filme de terror pra crianças. Imagino que se eu tivesse visto esse filme há uns 10 anos, com certeza teria sido um dos meus preferidos, pois não teria percebido nenhum de seus defeitos e teria sido muito superior à maioria dos filmes de criança que eu já  tinha visto. Fora que eu sempre gostei de uma carnificina e de um final trágico quando era mais novinha.&lt;br /&gt;É que acho que, também, assistir a um filme sobre vingança que tenta te chocar de alguma forma depois de ter assistido a Oldboy, faz com que até o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0245844/"&gt;Conde de Monte Cristo&lt;/a&gt; pareça um conto de fadas um pouquinho menos censurado.&lt;br /&gt;Só imagino que talvez a minha mãe achasse o filme meio horrível pra mim na época, e eu não teria assistido de qualquer jeito. Apesar de que pensando bem, hoje em dia não sei se as crianças gostariam de Sweeney Todd. Afinal, Os Simpsons já está passando na TV Globinho, então imagino que as crianças acabariam achando o filme uma grande piada, e iriam ver o próximo Jogos Mortais com os coleguinhas depois.&lt;br /&gt;De qualquer forma, vou assistir de novo com os meus filhos e testar a hipótese. =D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-3081779612089015231?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/3081779612089015231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=3081779612089015231' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3081779612089015231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/3081779612089015231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/terror-para-crianas.html' title='Terror para crianças'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-5694571899950919283</id><published>2008-07-29T18:27:00.004-03:00</published><updated>2008-11-13T01:29:06.662-02:00</updated><title type='text'>Trânsito em São Paulo (ok, o título é um pleonasmo)</title><content type='html'>Com a proximidade da volta às aulas, a perspectiva de voltar de Campinas às sextas de noite, pegando a Marginal Tietê todinha, de lá da Anhangüera até a Dutra, o velho problema do trânsito em São Paulo volta a me incomodar.&lt;br /&gt;A diferença no trânsito agora e há 3 ou 4 anos atrás é assustadora! A margem dos horários de pico parece ter aumentado bastante na Marginal: antes acho que era mais ou menos das 6h às 9h, por volta do 12h e das 17h às 20h; agora é tipo... das 6h às 23h, initerruptamente.&lt;br /&gt;O número de carros nas ruas aumentou e ainda está aumentando muito. Imagino que daqui a uns 5 anos, vai ser virtualmente impossível andar de carro em São Paulo.&lt;br /&gt;Acho que daqui a um tempo várias medidas que parecem impensáveis hoje acabarão tendo que acontecer, como limitar o número de carros por família (por exemplo, permitindo no máximo um caro pra cada 2 ou 3 pessoas; se você quisesse comprar outro carro, teria que provar a impossibilidade de ir com outro membro da família ou por outro meio de transporte) ou ampliar o rodízio para carros pares e ímpares, ou até de forma mais radical, &lt;a href="http://olimpiadas.uol.com.br/ultimas/multi/2008/07/29/040266C8A15327.jhtm?pequim-90-dos-carros-podem-deixar-as-ruas-durante-jogos-040266C8A15327"&gt;como se está pensando em fazer em Pequim durante as Olimpíadas&lt;/a&gt;: segunda-feira só rodam os carros de placa 0 e 1; terça, só 2 e 3; e assim por diante.&lt;br /&gt;O problema é que, em muitos casos, o carro acaba sendo uma libertação de um martírio diário, que é acordar mais cedo, andar até o ponto, esperar por um ônibus invariavelmente lotado até o metrô,&lt;a href="http://images.uncyc.org/pt/b/b7/Metro_Sao_Paulo2.jpg"&gt; empurrar-se pra dentro do trem&lt;/a&gt; (depois de deixar passar uma meia dúzia de metrôs, se você pega a linha vermelha), esgueirar-se pra porta pelo menos duas estações antes - senão não consegue descer - e andar até o trabalho/faculdade (se não tiver que encarar outro busão antes - viva o bilhete único!), onde você já chega suado, cansado e de mau-humor, possivelmente acometido por um daqueles benditos cujo desodorante venceu há milênios (principalmente se você pega a linha vermelha!). Estou deixando de fora aqui o pobre proletário que pega TREM pra sair de casa, porque esse é guerreiro mesmo, enfiando-se em vagões mais lotados e com mais gente fedida que a nossa já difamada linha 3, já que não pode esperar o próximo trem, que só vai passar dali a uns 15min. Mas pelo menos ele pode comprar uma variedade muito maior de ítens dos ambulantes, que para os usuários do metrô praticamente se resumem a balas e chicletes, mas na CPTM já evoluiu pra bolacha, salgadinho, alface, livrinhos pra colorir e televisores de 14".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SI-RSqxkgpI/AAAAAAAAADE/2ZjgVLhyk-c/s1600-h/Mapa3.PNG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SI-RSqxkgpI/AAAAAAAAADE/2ZjgVLhyk-c/s320/Mapa3.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228557442306310802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ok, acho que está explicado porque, a não ser que você seja masoquista ou molestador e encontre nas situações acima uma oportunidade fantástica, ou simplesmente não tiver grana pra ter um carro e arcar com suas despesas, todo mundo prefere ir aos lugares de carro.&lt;br /&gt;Provavelmente isso não seria tão acentuado, evidentemente, se a situação do transporte público melhorasse, colocando mais ônibus nas linhas, principalmente em horário de pico, mais corredores de ônibus, mais estações de metrô (quem sabe a &lt;a href="http://images.uncyc.org/pt/e/e8/Cratera1.jpg"&gt;linha amarela&lt;/a&gt; não ajuda um pouco?). Porque realmente, se não fosse um inferno usar transporte público todo dia, como de fato é dependendo do itinerário, quem não preferiria gastar os R$5,00 de ida e volta (uhu, bilhete único! ) a gastar isso com estacionamento (se você conhecer um muito barato), fora a gasolina, o estresse de ir dirigindo, IPVA e seguro?&lt;br /&gt;Enquanto esperamos que melhorem o transporte público (o &lt;a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Maluf"&gt;Maluf&lt;/a&gt; disse que na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-Cambriano"&gt;época dele&lt;/a&gt; o trânsito não era assim, e que se ele fosse eleito, ia resolver o problema), algumas outras iniciativas podem ser tomadas, como dar e pegar carona, o que é uma solução vantajosa pro motorista (se cobrar dos amiguinhos o valor do ônibus, ou a gasolina dividida por todo mundo) e pro carona, que escapa do busão lotado.&lt;br /&gt;Alguns incentivos ajudam nesse caso, como as faixas exclusivas pra carros com mais de duas pessoas (o que eu acho genial) e a criação de grupos de e-mails ou sites de empresas, faculdades ou mesmo bairros com o intuito de colocar em contato pessoas que compartilham o mesmo itinerário e não sabem(como é o caso do site &lt;a href="http://www.caronasunicamp.com/"&gt;Caronas Unicamp&lt;/a&gt;, que já foi super elogiado em tudo quanto é jornal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SI-Qh48FpLI/AAAAAAAAAC8/kCwZotiBFMw/s1600-h/Metro_japones.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SI-Qh48FpLI/AAAAAAAAAC8/kCwZotiBFMw/s320/Metro_japones.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228556604294931634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, continuo dando graças por estudar e morar, durante a semana, em Campinas, a 10min à pé da faculdade, e por só encarar esse trânsito todo na sexta, na hora de voltar pra casa.&lt;br /&gt;Aliás, eu levo 1h20 de carro e 3h de ônibus de casa até a Unicamp. Se eu estudasse na USP, aposto que levaria a mesma coisa, isso se não tivesse, claro, nenhum acidente no caminho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-5694571899950919283?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/5694571899950919283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=5694571899950919283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5694571899950919283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/5694571899950919283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/trnsito-em-so-paulo-ok-o-ttulo-um.html' title='Trânsito em São Paulo (ok, o título é um pleonasmo)'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SI-RSqxkgpI/AAAAAAAAADE/2ZjgVLhyk-c/s72-c/Mapa3.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-9120181872597106652</id><published>2008-07-28T17:01:00.003-03:00</published><updated>2008-07-28T17:33:24.054-03:00</updated><title type='text'>Lapsus</title><content type='html'>Vídeo legal que participou do Animamundi desse ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=fFtXW7veUnc"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=fFtXW7veUnc&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que eu não pude ir...&lt;br /&gt;Como eu tinha dito, julho é um mês ingrato, e fim de semana passado eu queria ir ao Animamundi e ao Animecon, e acabei indo à praia! rs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-9120181872597106652?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/9120181872597106652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=9120181872597106652' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/9120181872597106652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/9120181872597106652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/nostalgiando-3.html' title='Lapsus'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-7433046615650005176</id><published>2008-07-24T12:09:00.003-03:00</published><updated>2008-07-24T12:56:16.806-03:00</updated><title type='text'>Por que não ler só por ler?</title><content type='html'>Esse mês eu fui no EiRPG (Encontro Internacional de RPG).&lt;br /&gt;Aliás, adoro julho; tudo acontece em julho. A pior coisa de julho é que eu tenho que escolher o que fazer, sempre tem mais de uma opção para o mesmo fim-de-semana.&lt;br /&gt;Voltando, eu fui no EiRPG e vi uma palestra do André Vianco, autor de Os Sete e Sétimo, e, se não o melhor escritor brasileiro de terror, o mais bem-sucedido. Ele contou que escreve 4 páginas por dia, todos os dias, o que faz com que ele consiga ter um romance publicado a cada 6 ou 8 meses. Disse também que ele está pouco se lixando pra quem acha que o que ele faz não é Literatura, que autor de verdade é aquele que escreve um livro a cada 5 anos. "Eu pago as minhas contas com os livros que eu escrevo, vivo bem e viajo duas vezes por ano com toda a minha família só com esse dinheiro. Pra quem era operador de telemarketing, pra mim isso é um sonho."&lt;br /&gt;Acho muito injusto quem acha que "Literatura" é só arte. Pra mim, Literatura é saber contar histórias.  Considerar que não vale a pena ler certos livros só porque estão na lista dos mais vendidos me soa como um pseudo-intelectualismo meio infantil.&lt;br /&gt;Quer dizer que cinema é só David Lynch, Lars von Trier e Almodóvar? Só porque é Hollywood não é cinema? Pode ser que não seja um cinema artístico, mas é cinema, se cinema for contar uma história usando uma câmera. Desprezar o Cinemark e ir só no Espaço Unibanco pro resto da vida me parece, afinal, uma perspectiva muito chata. (Na verdade, do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0460829/"&gt;último filme do David Lynch&lt;/a&gt; a que eu tentei assistir, não entendi nada.)&lt;br /&gt;Com Literatura acho que é mais ou menos a mesma coisa: Adoro o Neil Gaiman e o Stephen King, mas pelo talento de contar histórias, e não pelas habilidades artísticas. Só porque uma coisa é feita para vender, não significa que seja ruim. Alencar e Machado de Assis ganharam bastante dinheiro escrevendo o que hoje todas as tias Marocas mandam a gente ler na escola, mas que na época era publicado como novelas em jornais.&lt;br /&gt;Leio Saramago, sim, mas levo um tempão pra terminar um livro dele. Agora se você for me dizer que O Código da Vinci ou O Caçador de Pipas, que são ambos livros sem complexidade estilística nenhuma (nenhuma frase tem mais de três linhas e nenhum parágrafo tem mais de oito), são livros ruins só por isso, sinto muito em ter que discordar.&lt;br /&gt;São livros que cumprem muito bem seu papel como entretenimento, que contam histórias interessantes de um jeito que te prende (típicos livros que se lê 'em uma sentada').&lt;br /&gt;Eu sinceramente admiro esses autores que conseguiram realizar, pelo menos em parte, um sonho que Monteiro Lobato nunca viu concretizado, que são milhares de brasileiros que, ao invés de assistirem à TV Minuto no metrô, voltam pra casa lendo um livro de mais de 300 páginas!&lt;br /&gt;(Aliás, desculpe, sr. Lobato, mas Harry Potter é muito mais divertido do que o Sítio do Pica-Pau Amarelo!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-7433046615650005176?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/7433046615650005176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=7433046615650005176' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7433046615650005176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/7433046615650005176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/por-que-no-ler-s-por-ler.html' title='Por que não ler só por ler?'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-8306617558436062015</id><published>2008-07-23T23:34:00.004-03:00</published><updated>2008-11-13T01:29:06.870-02:00</updated><title type='text'>Por que não quero fazer pediatria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SIfrxLiSxCI/AAAAAAAAAC0/yMMGT6ivooU/s1600-h/calvinharodotira1342.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SIfrxLiSxCI/AAAAAAAAAC0/yMMGT6ivooU/s400/calvinharodotira1342.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226405122729493538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-8306617558436062015?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/8306617558436062015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=8306617558436062015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/8306617558436062015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/8306617558436062015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/por-que-no-quero-fazer-pediatria.html' title='Por que não quero fazer pediatria'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SIfrxLiSxCI/AAAAAAAAAC0/yMMGT6ivooU/s72-c/calvinharodotira1342.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-8098748625815155749</id><published>2008-07-22T18:41:00.004-03:00</published><updated>2008-07-23T12:12:54.259-03:00</updated><title type='text'>Conversa de cabelereiro</title><content type='html'>Semana passada eu fui ao cabelereiro.&lt;br /&gt;Entre todas aquelas discussões profundas que se escuta por lá, acabei ouvindo uma que me fez pensar em como as pessoas são hipócritas.&lt;br /&gt;Era sobre o velho tema da violência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outro dia pegaram uns caras que tinham roubado um carro aqui na rua e o PM amigo meu falou que os cara saíram com mão na cabeça e tal, mas que eles mandaram os cara deitar no chão e metero bala ali mesmo, depois disseram que teve troca de tiro.&lt;br /&gt;- É, tem que ser assim mesmo. Uns amigos meus também, um tempo atrás, numa ronda, pararam um carro, acharam estranho, foram abrir o porta-malas e tava o dono do carro lá, todo cagado. Um homem trabalhador não precisa passar por uma humilhação dessas não. Mataram o primeiro e o segundo ficou em estado de choque, só começou a gritar quando começou a derreter porque os cara colocaram ele no microondas, sabe, aquele monte de pneu e taca fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a conversa foi longe, sempre no teor "É, tem que ser assim mesmo", "Os cara tem que saber quem é que manda", "Se não fizer isso, amanhã ou depois pega alguém da sua família", e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho incrível a falta de capacidade de raciocínio dessas pessoas. Será que o policial que sai atirando em gente por aí é um herói justiceiro fazendo bem mais do que o lixo de salário que ele recebe paga ele pra fazer? Ou será que ele faz isso por um apreço pela violência tão grande quanto o do bandido, que às vezes foi o próprio motivo que levou o cara a procurar a profissão?&lt;br /&gt;Será que os fãs do Capitão Nascimento não enxergam que esses policiais despreparados e com atitudes impulsivas e violentas são exatamente os mesmos que mais cedo ou mais tarde acabam &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL652418-5598,00.html"&gt;metralhando carros de família por aí&lt;/a&gt; e matando crianças, como aconteceu mais de uma vez esse mês?&lt;br /&gt;Será que eu quero colocar na mão de um cara despreparado que ganha R$1500 por mês a função de PM, promotor, juíz e carrasco?&lt;br /&gt;Será que é mais conveniente simplesmente esquecer que o cara que levou os tiros no chão é filho de alguém, marido de alguém, pai de alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e voltando à hipocrisia que eu tinha falado no começo. É engraçado ver como as pessoas (como quem estava discutindo isso no cabelereiro) que apóiam essa aplicação informal da pena de morte e têm tanta facilidade pra esquecer que o bandido, por pior que seja, é um ser humano que não merece ser julgado em alguns segundos, casam-se e batizam seus filhos na Igreja Católica Apostólica Romana e andam com o adesivinho da nossa senhora na traseira do carro.&lt;br /&gt;(A Igreja Católica foi só um exemplo, porque lembro do batizado do filho do cara, não ficaria mais surpresa se ele fosse Crente ou sei lá. Não tenho nada contra a Igreja; na verdade, tenho muitas coisas, mas não vêm ao caso nem é momento de discutí-las. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: eu ia mandar outro link, do caso do menino de 3 anos que morreu no RJ no começo do mês, mas no site, do lado da foto dos pais da criança chorando e do carro baleado, tinha um videozinho de umas gostosonas de pompom dançando animadas pra anunciar o fantástico novo carro da Fiat, e eu não quis compartilhar a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a propósito, o cabelo ficou ótimo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-8098748625815155749?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/8098748625815155749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=8098748625815155749' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/8098748625815155749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/8098748625815155749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/conversa-de-cabelereiro.html' title='Conversa de cabelereiro'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-1665125402085359130</id><published>2008-07-21T16:43:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:29:07.225-02:00</updated><title type='text'>Why so serious?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SIT4CkDBmKI/AAAAAAAAACM/TqqKVbmpSqg/s1600-h/dark_knight_joker.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SIT4CkDBmKI/AAAAAAAAACM/TqqKVbmpSqg/s320/dark_knight_joker.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225574190576408738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;"Robin, você me mandou tomar no cu? Eu não acredito no que ouvi, não pode ser verdade isso que eu escutei agora! Você é um menino ainda, Robin, eu te criei!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta feira eu fui ver o filme novo do &lt;a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Batiman"&gt;Batman&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Tudo bem, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0372784/"&gt;Batman Begins&lt;/a&gt; é bem legal, fizeram uma reforma completa no herói que usava mamilos na fantasia e andava com o viadinho do &lt;a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Robin"&gt;Robin&lt;/a&gt; pra cima e pra baixo. Aprofundaram a história, colocaram ele pra fazer treinamento ninja, umas roupas e uns carros muito mais estilosos e agradaram o público bem mais do que os filmes antigos, chegando à colocação 102º no Top 250 do &lt;a href="http://www.imdb.com/"&gt;imdb&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mas nada me preparava pro que viria a ser &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/"&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/a&gt;. Tudo bem, eu sabia que tinha gente dormindo na fila pra ver o filme, ouvi falar que o &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0005132/"&gt;Heath Ledger&lt;/a&gt; ficou um mês trancado num quarto de hotel escrevendo o diário do Coringa pra chegar na sua interpretação, vi o &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=WaIR9dAZRR0"&gt;trailer&lt;/a&gt; e achei que devia ser legal mesmo. Mas o filme é DO CARALHO (desculpe, mas não vejo como descrevê-lo de maneira fiel sem um palavrão).&lt;br /&gt;Não é só um filme do Batman que superou todos os outros filmes do Batman, é um filme muito bom, com cenas de ação bem feitas e de tirar o fôlego (ok, um pouco forçadas, mas nada que prejudique o senso de realidade) e um clima tenso que se consagra com a trilha sonora e a performance dos atores (todos trabalham muito bem, mas é que só se fala no Ledger porque ele realmente reduz o Jack Nicholson da primeira versão a um palhaço).&lt;br /&gt;Se eles transformaram o Batman num herói fodão em Batman Begins, nesse filme cria-se um vilão à altura, que se parece mais com o assassino de "Jogos Mortais" do que com o Coringa do filme de 1989. O Coringa de Ledger é um "agente do caos", capaz de passar essa mensagem ao espectador não só nas excepcionais atuação e caracterização, mas pelos próprios rumos niilistas que o enredo vai tomando (é difícil um filme em que os mocinhos se dão tão mal, a toda hora).&lt;br /&gt;Bem, se você não viu o filme, desencane de tudo o que eu disse - eu não li nenhuma crítica antes de ir ao cinema, então não deixe que a minha quase adoração ao filme faça com que você vá com expectativas exageradas e acabe se frustrando; faça como eu, vá só ver o filme do Batman - e você não se arrependerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, O Cavaleiro das Trevas está, para minha surpresa, em primeiro lugar no imdb, com 70mil votos conferindo-lhe uma média de 9,6 de 10. Bem, eu não acho que esse seja o melhor filme do mundo, mas também não acho que O Poderoso Chefão seja, então tudo bem...&lt;br /&gt;Ah, e desculpe pelas referências exageradas ao imdb, é que eu acho um site realmente fantástico, e os filmes com notas altas geralmente valem a pena de se assistir (apesar de haver alguns vieses, como acho que é o caso desse 1º lugar dado ao filme do Batman).&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-1665125402085359130?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/1665125402085359130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=1665125402085359130' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1665125402085359130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/1665125402085359130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/why-so-serious.html' title='Why so serious?'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI_hTbreGVs/SIT4CkDBmKI/AAAAAAAAACM/TqqKVbmpSqg/s72-c/dark_knight_joker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619031412698025784.post-4765273434217912102</id><published>2008-07-21T14:01:00.001-03:00</published><updated>2008-07-21T18:10:26.114-03:00</updated><title type='text'>Bem-vindos!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Oi!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Eu sempre quis escrever um blog, mas por razões de preconceito, falta de tempo, preguiça ou falta de assunto, acabei demorando alguns anos pra colocar essa idéia em prática. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Minha idéia é falar sobre cinema, teatro, Literatura, Psicanálise, anime ou qualquer outra inutilidade que me der vontade.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Também quero postar alguns desenhos meus, já que eu não tenhgo um deviantart pelas mesmas razões por que não tinha começado um blog até agora. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Sobre o título, sei que é idiota e politicamente incorreto (deveria ser Borboleta Afrodescendente), mas tirei do 31º capítulo de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", genial como tudo o que Machado de Assis escreveu, que eu cito a seguir na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Obrigada por perder o seu tempo lendo o que eu tenho a dizer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo XXXI - A Borboleta Preta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta, tão negra como a outra, e muito maior do que ela. Lembrou-me o caso da véspera, e ri-me; entrei logo a pensar na filha de Dona Eusébia, no susto que tivera, e na dignidade que, apesar dele, soube conservar. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Também,  por que diabo não era ela azul? disse eu comigo.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E esta reflexão, - uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas,- me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: "Este é provavelmente o inventor das borboletas". A idéa subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu creador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir-lhe misericórdia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dous palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última idéa restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as próvidas formigas... Não, volto à primeira idéa; creio que para ela era melhor ter nascido azul. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.ibiblio.org/ml/libri/a/AssisJMM_MemoriasPostumas/node34.html"&gt;(fonte)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619031412698025784-4765273434217912102?l=erikapellegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/feeds/4765273434217912102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3619031412698025784&amp;postID=4765273434217912102' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4765273434217912102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619031412698025784/posts/default/4765273434217912102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://erikapellegrino.blogspot.com/2008/07/bem-vindos.html' title='Bem-vindos!'/><author><name>Érika Pellegrino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03322928507534761110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_MI_hTbreGVs/SITMKWttPlI/AAAAAAAAAB4/RpOnzgHmnaE/S220/IMG_1813.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
